Panamá o novo vizinho gigante que quer conectar a Amazônia ao mundo

Panamá se torna a nova ponte da Amazônia com o mundo

O Panamá deixou de ser apenas um ponto de passagem no mapa para se tornar o motor de uma nova era de negócios nas Américas. Com um crescimento de 9% no volume de passageiros em 2025, o país se consolidou como um parceiro vital para o Brasil, especialmente após a assinatura do acordo histórico entre Mercosul e União Europeia, onde o Panamá figurou como convidado de honra.

Para quem olha da Amazônia para o mundo, essa conexão representa mais do que logística; é uma oportunidade de ouro para internacionalizar produtos e atrair investimentos com benefícios que o Brasil ainda tenta implementar. Com uma economia totalmente dolarizada e estabilidade jurídica invejável, o país centro-americano oferece o porto seguro que muitos empreendedores buscam para expandir horizontes.

Lições de turismo e incentivos que transformam economias

O setor de turismo panamenho é um espelho do que a bioeconomia amazônica pode alcançar com a estratégia certa. Entre janeiro e novembro de 2025, o país atraiu mais de 2,6 milhões de visitantes internacionais, gerando uma receita impressionante de quase 6 bilhões de dólares. O segredo está em uma política agressiva de incentivos fiscais que atrai o capital estrangeiro para projetos de natureza e aventura.

Empresas que investem em produtos turísticos especiais no Panamá podem usufruir de até 15 anos de isenção de Imposto de Renda e 10 anos de perdão em impostos de importação para materiais de construção e equipamentos. É um modelo de desenvolvimento que valoriza a floresta em pé e o sol e mar, transformando ativos naturais em riqueza sustentável e empregos diretos.

Facilidades para o investidor brasileiro e o Visto de Países Amigos

Estabelecer-se no Panamá é um processo ágil e pensado para atrair talentos. O país oferece o “Visto de Países Amigos”, uma categoria especial que inclui o Brasil e permite a residência temporária por dois anos com opção de permanência definitiva. Diferente de outras jurisdições, não há exigência de investimento mínimo se o interessado possuir um contrato de trabalho ou constituir uma sociedade local.

Além disso, o sistema tributário panamenho opera sob o princípio da territorialidade. Isso significa que apenas os rendimentos gerados dentro do território panamenho são tributados; qualquer lucro vindo de operações internacionais está isento de impostos locais. Para uma holding ou empresa de comércio internacional, essa flexibilidade é um diferencial competitivo imbatível.

Zonas Francas e o poder logístico de Colón

A Zona Livre de Colón, a maior das Américas, é o coração pulsante dessa rede logística, com mais de 70 anos de experiência e 2.000 empresas ativas. Ela funciona como um centro de valor agregado onde mercadorias brasileiras podem ser armazenadas, embaladas e redistribuídas para 170 países através de 180 rotas marítimas.

Com regimes especiais como o SEM (Serviços Sedes de Empresas Multinacionais) e o EMMA (Serviços de Manufatura), o Panamá atrai gigantes globais oferecendo uma alíquota de apenas 5% de Imposto de Renda para serviços prestados ao exterior. É a infraestrutura perfeita para que a produção da Amazônia ganhe escala global com custos operacionais reduzidos.

Um futuro conectado pelo Canal

A presença do Panamá na assinatura do acordo Mercosul-UE reforça seu papel de ponte entre os blocos econômicos. Ao utilizar a plataforma logística panamenha, as empresas brasileiras não apenas diminuem distâncias, mas inserem seus produtos em cadeias globais de valor com segurança e eficiência. O Panamá não é apenas um vizinho; é o caminho mais curto para o futuro da nossa bioeconomia no cenário internacional.