Mineração no Pará reaproveita 6 milhões de toneladas por ano

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Mineração sustentável: Vale transforma “lixo” do passado em riqueza no Projeto Gelado
O que antes era visto como um passivo ambiental agora é a nova fronteira da economia circular na Amazônia. No coração do Complexo de Carajás, o Projeto Gelado está provando que é possível minerar sem abrir novas cavas, focando em algo revolucionário: recuperar o minério de ferro que foi descartado em barragens nas últimas décadas.

Com uma produção prevista de 6 milhões de toneladas por ano, o projeto é o símbolo máximo da “mineração sem rejeitos”. Em vez de cavar a terra, a Vale utiliza tecnologia de ponta para dragar e reaproveitar o que foi acumulado, transformando o antigo “lixo mineral” em um produto de altíssima qualidade e valor comercial.

O fim das barragens? O plano para a mineração circular

A grande inovação do Projeto Gelado é o seu papel na descaracterização de barragens. Ao retirar o material acumulado para processá-lo, a mineradora reduz a dependência de grandes estruturas de armazenamento, um tema que gera preocupação legítima na população paraense.

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Essa abordagem faz parte da meta da companhia de que 10% de toda a sua produção venha da economia circular até 2030. É uma mudança de mentalidade: o resíduo deixa de ser um problema para se tornar um ativo financeiro e ambiental.

Tecnologia que limpa e produz

Para o morador da região, o benefício é duplo. Além de aumentar a segurança ambiental ao reduzir o volume das barragens, o Projeto Gelado utiliza um processo de beneficiamento a seco e tecnologias de dragagem que não agridem o entorno.

O minério recuperado no Gelado é considerado “premium” devido ao seu alto teor de ferro, o que ajuda na fabricação de aço com menor emissão de poluentes. É a Amazônia fornecendo soluções para a descarbonização do planeta, limpando o seu próprio quintal no processo.

Divulgação - Vale
Divulgação – Vale

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Por que isso importa para o futuro da Amazônia?

O sucesso do Projeto Gelado em Carajás abre caminho para que outras mineradoras sigam o mesmo exemplo. Se o Pará conseguir transformar seus milhões de toneladas de rejeitos em novos produtos, estaremos diante de um ciclo de desenvolvimento muito mais seguro e inteligente.

O “Novo Carajás” que surge até 2030 não quer apenas bater recordes de produção, mas quer ser lembrado como o polo que ensinou ao mundo como minerar de forma limpa, aproveitando cada grama de recurso extraído da nossa terra.