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Estudantes criam retardante de chamas natural e disputam prêmio de US$ 1 milhão

As duas estudantes da PUCPR criadoras do retardante de chamas BIODEFENSER
As estudantes da PUCPR criadoras do BIODEFENSER, retardante de chamas natural. Foto: PUCPR/Divulgação

Duas estudantes brasileiras criaram um produto para conter incêndios florestais sem agredir o meio ambiente, e a invenção já está na disputa por um prêmio internacional de US$ 1 milhão. O BIODEFENSER, retardante de chamas feito de composto natural, foi desenvolvido por Mariah Fraulo Cavalcante e Taciane Beatriz Ferreira, estudantes de biotecnologia da PUC-PR, segundo reportagem da Agência Brasil.

Um retardante que ajuda a floresta a se recuperar

Diferente de retardantes químicos convencionais, que podem contaminar solo e água, o BIODEFENSER é produzido a partir de composto natural e, segundo as criadoras, favorece a recuperação ambiental das áreas atingidas. A proposta une combate ao fogo e regeneração, dois desafios centrais em um país que convive com queimadas cada vez mais intensas.

Da sala de aula ao Hult Prize

O projeto venceu as etapas regional e nacional do Hult Prize 2026, competição mundial de empreendedorismo de impacto que reuniu cerca de 18 mil equipes. A dupla agora avança na disputa internacional, cujo prêmio para a equipe vencedora é de US$ 1 milhão em investimento. As estudantes já haviam recebido um aporte inicial de R$ 10 mil da própria universidade.

Por que isso importa

O contexto dá urgência à invenção. Em 2024, os incêndios florestais lançaram cerca de 8,6 bilhões de toneladas de CO₂ na atmosfera. Só no Brasil, foram registrados 10.442 focos de incêndio entre janeiro e abril de 2026. Soluções acessíveis e de baixo impacto podem fazer diferença real na proteção de biomas como a Amazônia, onde o fogo ameaça florestas e comunidades.

Perguntas frequentes

O que é o BIODEFENSER?

É um retardante de chamas feito de composto natural, desenvolvido por estudantes brasileiras, que busca conter incêndios sem contaminar o ambiente e ainda favorecer a recuperação das áreas atingidas.

Com informações da Agência Brasil.

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