A edição 150 da Revista Amazônia, publicada em fevereiro de 2026, reúne um dos panoramas mais completos já apresentados sobre os riscos ambientais globais. O conjunto de reportagens analisa como a crise climática deixou de ser uma projeção distante e passou a definir o presente. Calor extremo, colapso hídrico e o enfraquecimento da floresta amazônica formam um retrato preocupante, mas essencial para compreender os desafios do século XXI.

Inspirada em dados do Fórum Econômico Mundial, de agências científicas internacionais e de centros de pesquisa brasileiros, esta edição mostra que os riscos ambientais não são mais eventos isolados. Eles se conectam, se reforçam e criam um cenário de instabilidade sistêmica que afeta economias, populações e ecossistemas.
Um mundo cada vez mais vulnerável
O Relatório de Riscos Globais 2026 aponta que eventos climáticos extremos ocupam agora o topo das ameaças globais. Ondas de calor, secas prolongadas, enchentes e tempestades severas já superam conflitos geopolíticos e crises financeiras como fatores de instabilidade. O clima deixou de ser pano de fundo e passou a atuar como força central na organização da vida econômica e social.
Essa mudança se reflete diretamente na saúde pública. Hospitais enfrentam aumento de casos relacionados à desidratação, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias. Ao mesmo tempo, a agricultura sofre com perdas sucessivas, enquanto cadeias de abastecimento se tornam mais frágeis diante de eventos extremos imprevisíveis.
Segundo dados consolidados por organismos internacionais como a ONU e o Organização Mundial da Saúde, bilhões de pessoas já vivem sob risco climático elevado. O impacto é desigual, atingindo com mais força populações vulneráveis, regiões tropicais e países com menor capacidade de adaptação.
O planeta entra na era do calor extremo
Um dos pontos centrais da edição é a constatação de que o mundo não está preparado para o calor extremo. Projeções indicam que quase quatro bilhões de pessoas poderão enfrentar temperaturas consideradas perigosas para a saúde humana até meados do século.

O calor extremo não é apenas desconforto. Ele compromete funções básicas do organismo, reduz a produtividade do trabalho e aumenta a mortalidade, sobretudo entre idosos, crianças e trabalhadores expostos ao sol. Em áreas urbanas, o problema se agrava com as ilhas de calor formadas por asfalto e concreto, enquanto a ausência de áreas verdes intensifica a sensação térmica.
A adaptação urbana surge como desafio urgente. Cidades projetadas para um clima mais ameno precisam ser redesenhadas para suportar temperaturas mais altas. Isso envolve desde planejamento urbano até políticas de arborização, materiais de construção mais adequados e sistemas de ventilação passiva.
A falência hídrica como novo paradigma
Outro eixo central da edição é a chamada falência hídrica. O termo define a situação em que o consumo humano de água supera a capacidade natural de reposição dos sistemas hídricos. Rios, aquíferos e reservatórios entram em colapso progressivo, incapazes de se recuperar entre períodos de seca.
Atualmente, cerca de metade da população mundial enfrenta algum grau de escassez hídrica ao longo do ano. A agricultura, responsável pela maior parte do uso de água doce, torna-se cada vez mais vulnerável às irregularidades climáticas. Ao mesmo tempo, cidades enfrentam racionamentos, contaminação de mananciais e intrusão de água salgada em regiões costeiras.
Além do impacto econômico e social, a falência hídrica tem implicações geopolíticas. Bacias compartilhadas por diferentes países se tornam focos potenciais de tensão. Migrações forçadas por secas prolongadas ampliam pressões políticas e humanitárias.
Amazônia no centro do sistema climático sul-americano
A edição 150 dedica amplo espaço à Amazônia, tratada não apenas como bioma, mas como sistema climático essencial. A floresta funciona como uma gigantesca bomba de umidade, reciclando água por meio da evapotranspiração e alimentando chuvas em grande parte da América do Sul.

Estudos indicam que a redução da cobertura florestal já provocou queda significativa nas chuvas em áreas do sul da Amazônia. Com menos árvores, há menos vapor d’água na atmosfera, menos formação de nuvens e maior estabilidade do ar. Esse processo leva a uma secagem progressiva da floresta.
O risco é a aproximação de um ponto crítico. A partir de determinado nível de desmatamento, grandes áreas podem deixar de sustentar floresta úmida e passar a apresentar características de savana. Esse fenômeno teria impacto direto sobre a biodiversidade, o ciclo do carbono e a produção de alimentos.
Rios amazônicos ameaçados pela mudança climática
Outro destaque da edição é a projeção de redução de até 50% na vazão de rios amazônicos até 2040. Essa tendência afeta diretamente a geração de energia hidrelétrica, a navegação, a pesca e o abastecimento de comunidades ribeirinhas.

O Brasil, cuja matriz elétrica depende fortemente da hidroeletricidade, enfrenta risco crescente de instabilidade energética. Vazões menores reduzem a capacidade de geração e aumentam a dependência de fontes fósseis, o que reforça o próprio aquecimento global.
A agricultura também sofre os efeitos. A diminuição da água disponível compromete a irrigação e aumenta a dependência de chuvas irregulares. Isso eleva custos de produção e amplia conflitos entre setores econômicos e populações locais.
Desmatamento e secagem formam um ciclo perigoso
O desmatamento não apenas remove árvores. Ele altera profundamente o funcionamento do sistema climático regional. Menos floresta significa menos chuva. Menos chuva aumenta a vulnerabilidade ao fogo. Incêndios ampliam ainda mais a perda florestal.
Esse ciclo de retroalimentação aproxima a Amazônia de um cenário de colapso ecológico. A floresta deixa de atuar como sumidouro de carbono e passa a emitir mais gases de efeito estufa. Isso intensifica o aquecimento global e reforça os processos que ameaçam sua própria sobrevivência.

Proteger a Amazônia não é apenas preservar biodiversidade. É manter um dos principais reguladores climáticos do planeta em funcionamento.
Uma edição que conecta ciência, política e sociedade
A edição 150 da Revista Amazônia se destaca por integrar ciência, políticas públicas e impactos sociais em uma mesma narrativa. O leitor é conduzido da escala global à realidade regional, entendendo como decisões tomadas hoje influenciam o futuro próximo.
Mais do que alertar, a revista propõe reflexão. A crise climática não é apenas ambiental. Ela é econômica, social e civilizatória. Exige novos modelos de desenvolvimento, novos padrões de consumo e uma relação diferente com os ecossistemas.
Ao reunir dados científicos, análises estratégicas e exemplos concretos, a edição oferece uma das leituras mais completas sobre os riscos que moldam o presente e o futuro do planeta.
Por que esta edição se torna histórica
A edição 150 marca um ponto de inflexão editorial. Ela consolida a Revista Amazônia como espaço de interpretação crítica da crise ambiental, não apenas como registro de eventos, mas como instrumento de compreensão do mundo contemporâneo.
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Ao tratar de calor extremo, falência hídrica e Amazônia sob pressão, a revista constrói um panorama coerente dos desafios globais. Cada reportagem se conecta à seguinte, formando um mosaico de riscos interdependentes.
Trata-se de uma edição que não apenas informa. Ela provoca. Convida à reflexão sobre o modelo de sociedade construído nas últimas décadas e sobre as escolhas que definirão o destino das próximas gerações.
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