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O boleto da dívida climática: povos do Sul global cobram justiça na Paulista
Na manhã do último domingo (26), quem passou pela Avenida Paulista, em São Paulo, se deparou com uma cena inusitada: um boleto bancário gigante,...
A Nova Era de Proteção ao Território Yanomami
Em janeiro de 2023, o Governo Federal do Brasil se viu diante de uma emergência no Território Yanomami. A situação exigiu uma resposta rápida...
Comunidades do Parque de Mirador promovem educação ambiental e fortalecem governança participativa no Maranhão
O Maranhão vem mostrando que a conservação ambiental também nasce do diálogo e da educação. Em uma semana marcada por atividades de integração e...
Lula afirma que COP30 será “a COP da verdade” e cobra compromissos climáticos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a COP30, que ocorrerá em novembro de 2025 em Belém (PA), será “a COP da...
Seirdh abre inscrições para o Congresso Internacional sobre Direitos Humanos na Amazônia
O Governo do Pará, através da Secretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), abriu as inscrições para ouvintes do Congresso Internacional de Direitos...
Modelos Inovadores de Urbanismo Sustentável para a Amazônia do Futuro
Imagine cidades que respiram com a floresta. Onde o ritmo urbano se harmoniza com os ciclos da natureza, e a tecnologia serve para proteger,...
Ministro do STF estabelece prazo de 30 dias para elaboração de planos contra queimadas
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 30 dias para que o governo federal e os estados da...
Pavilhão Pará abre espaço democrático na COP30
O governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) abre uma janela para a sociedade mostrar...
Na COP30, museu exibe arte que dá voz aos rios e à floresta
A reabertura ao público do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) ganha um significado potente com a estreia da exposição “Um rio...
Inscrição de empresas e entidades em feiras internacionais de turismo de 2025 termina em...
Empresas e órgãos públicos interessados em expor em feiras internacionais de turismo no primeiro trimestre de 2025 têm até a próxima quarta-feira, 11 de...
Organizações sociais propõem plano para investimentos na Amazônia
Um plano para atrair investimentos para conservação, restauração e o desenvolvimento sustentável da Amazônia foi apresentado nesta sexta-feira (4) à presidência brasileira da 30ª...
Jovens da Amazônia Legal constroem agenda inédita rumo à COP30
No coração de Belém, entre os dias 2 e 6 de outubro, o Hotel Beira Rio se tornou palco da primeira Cúpula de Jovens...
Por que o canto do uirapuru-verdadeiro é considerado o mais sofisticado da avifauna amazônica?
A polifonia amazônica e o prodígio vocal do uirapuru verdadeiro
No coração da densa cobertura vegetal que compõe a bacia do rio Amazonas, um pequeno...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Mercúrio na Amazônia: como a oficina sobre desafios ambientais e saúde pública capacita profissionais...
O desafio silencioso dos metais pesados nas águas amazônicas
A preservação da integridade física e biológica das populações que habitam a bacia amazônica enfrenta um...
Cidades perdidas na Amazônia somam 2.500 anos de história e mostram que a ocupação...
O despertar de uma Amazônia urbana
A imagem de uma Amazônia primitiva e intocada, onde pequenos grupos nômades caminhavam sob uma abóbada verde impenetrável, está...
O ecocídio das fronteiras seguras: como a militarização contra refugiados climáticos destrói corredores ecológicos...
A arquitetura da exclusão e o silêncio dos biomas
A paisagem geopolítica do século 21 tem sido redesenhada por estruturas de aço, concreto e tecnologia...
FIINSA conecta negócios sustentáveis da Amazônia na COP30
Belém será palco, em 10 de novembro, de um dos encontros mais aguardados da COP30: o Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis...
Maloca conecta a COP30 ao mundo e amplia vozes climáticas
Durante a Climate Week NYC, em Nova York, a Presidência da COP30 apresentou ao mundo uma inovação que promete transformar a forma como a...
Programa federal reduz desmatamento na Amazônia com repasse por desempenho
A governança ambiental contra o desmatamento na Amazônia passa por uma profunda transformação em sua arquitetura de controle e incentivos. Deixando para trás o...













![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)










