
Restauração florestal em duas décadas
Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA), em colaboração com a Norte Energia, estão prestes a concluir um projeto pioneiro que promete revolucionar a restauração da floresta amazônica. A técnica desenvolvida tem o potencial de diminuir o tempo necessário para a recuperação florestal em até duas décadas. O foco do estudo é acelerar o crescimento de espécies arbóreas de desenvolvimento lento, superando desafios como o prolongado período de crescimento e a escassez de dados sobre a biologia dessas plantas.
A estratégia envolve avanços no melhoramento genético e estrutural das árvores, incluindo a enxertia e o uso de hormônios para estimular o crescimento e antecipar a floração e frutificação. Essa abordagem não só beneficia o meio ambiente, mas também pode gerar renda para as comunidades locais ao viabilizar a exploração comercial de frutos amazônicos, valorizados por sua singularidade no mercado gastronômico.
O projeto
O projeto, intitulado “Novas tecnologias para acelerar o crescimento de plântulas e plantios estratégicos para a restauração no Trecho de Vazão Reduzida da Volta Grande do Xingu, Pará”, é uma colaboração entre várias instituições de pesquisa e tem previsão de conclusão para o final de 2024. Entre as espécies estudadas estão o jatobá, cajá, golosa e camu-camu, com destaque para a golosa, que auxilia no sombreamento de outras plantas, protegendo-as do estresse causado pela luz solar direta.
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Como o turismo de vivência nos manguezais paraenses alia a preservação de caranguejos à sustentabilidade de comunidades costeirasOs resultados preliminares são promissores, com crescimento de 50% na altura do camu-camu e aumento de 30% no diâmetro do cajá. Segundo o professor Emil Hernández, coordenador da pesquisa, os avanços representam uma verdadeira revolução nas práticas de restauração florestal, com implicações positivas para a Amazônia e potencial aplicação em outras regiões do mundo.

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