
Resposta direta: o pássaro-lira (Menura novaehollandiae), nativo das florestas da Austrália, é considerado o maior mímico do reino animal. Capaz de imitar com perfeição cantos de dezenas de outras aves, choro de bebê, motosserras, câmeras fotográficas, latidos e alarmes de carro. Os machos exibem plumagem em forma de lira durante rituais de acasalamento complexos, considerados referência em seleção sexual por biólogos evolutivos.
Entre as criaturas mais fascinantes do reino animal, o pássaro-lira (ou lyrebird, em inglês) se destaca por uma habilidade vocal que beira o inacreditável. Originário da Austrália, este pássaro é capaz de imitar com perfeição sons que vão muito além do canto de outras aves. Ele reproduz o choro de crianças, alarmes de carro, câmeras fotográficas e até motosserras. Seu repertório é tão surpreendente que já foi destaque em documentários da BBC e em estudos científicos sobre comportamento animal e cognição.
Conheça agora 6 curiosidades impressionantes sobre o pássaro-lira, incluindo sua origem, habitat, estratégias de vocalização e o que faz dele uma das aves mais extraordinárias do mundo.
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O peixe boi que vive entre árvores centenárias no coração histórico da cidade de Belém1. Origem e habitat do pássaro-lira
O pássaro-lira é nativo da Austrália e habita principalmente as florestas úmidas do sudeste do país, incluindo regiões da Tasmânia. Duas espécies são conhecidas: o pássaro-lira soberbo (Menura novaehollandiae), mais comum, e o pássaro-lira de Albert (Menura alberti), mais raro e encontrado apenas em áreas restritas de Queensland.
Essas aves preferem ambientes com vegetação densa e solos cobertos de folhas, onde encontram proteção e alimento, como insetos, minhocas e pequenos artrópodes. Vivem no solo e têm comportamento reservado, o que contrasta com sua impressionante presença vocal.
2. A cauda em forma de lira que dá nome à espécie
O nome “pássaro-lira” vem do formato espetacular da cauda do macho, que lembra a antiga lira, instrumento musical de cordas. Durante a temporada de acasalamento, os machos exibem suas penas em um leque elegante enquanto vocalizam de forma intensa para atrair fêmeas.
A cauda, com até 70 cm de comprimento, não é apenas um ornamento visual. Ela também vibra durante as exibições sonoras, reforçando o espetáculo audiovisual com movimento sincronizado e som.
3. Uma máquina de imitação natural
O que realmente torna o pássaro-lira único é sua capacidade de imitar sons com incrível fidelidade. Ele consegue reproduzir:
Canto de outras aves (como o de kookaburras, corvos e papagaios)
Alarmes de carro
Sirenes de ambulância
Cliques de câmeras
Cortadores de grama
Motosserras
Passos humanos e, em casos documentados, até o choro de bebês humanos
Essas imitações não são aprendidas por instinto, mas sim pela observação e audição ao longo da vida. O pássaro-lira escuta sons do ambiente e os incorpora ao seu repertório para impressionar fêmeas e demarcar território.
4. Como o pássaro-lira consegue fazer isso?
O segredo da habilidade vocal do pássaro-lira está em seu siringe — órgão vocal das aves — extremamente desenvolvido e complexo. Ele permite controlar com precisão extrema o fluxo de ar e as vibrações das membranas internas, o que possibilita a emissão de sons com timbres e ritmos diversos.
Além disso, ele possui uma memória auditiva apurada e uma capacidade cognitiva elevada para reconhecer e reproduzir sons com detalhes realistas. O resultado são imitações que confundem até seres humanos.
5. Um dos cantos mais longos e variados do reino animal
O canto de um pássaro-lira pode durar até 1 hora, com centenas de variações e repetições. É comum que ele combine sons próprios com imitações, criando composições que funcionam como apresentações artísticas no mundo animal.
Durante a estação reprodutiva, os machos sobem em troncos ou clareiras abertas e se apresentam como se estivessem em um palco. Além da voz, usam movimentos corporais e vibrações da cauda para dar mais intensidade à performance.
6. Popularidade em documentários e curiosidade científica
O pássaro-lira já apareceu em diversas produções audiovisuais e é objeto frequente de estudos científicos. Uma das apresentações mais famosas foi registrada por David Attenborough em um documentário da BBC, no qual a ave imitava com perfeição sons mecânicos, incluindo uma câmera com motor de avanço de filme.
Cientistas continuam investigando como o pássaro-lira processa os sons e como a seleção sexual influenciou o desenvolvimento dessa habilidade tão específica. É um exemplo claro de como a evolução pode criar talentos surpreendentes no reino animal.
Uma sinfonia do pássaro-lira que inspira
Ter um pássaro-lira nas florestas australianas é como ter um artista performático ao ar livre. Suas habilidades desafiam o que conhecemos sobre comportamento animal e comunicação entre espécies. Mais do que uma curiosidade, ele é símbolo da riqueza natural e sonora do continente australiano.
Preservar seus habitats e compreender sua complexidade são passos essenciais para garantir que essa voz única da natureza continue ecoando por muitos séculos.
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Atualização 2026: incêndios australianos, novas gravações e COP30
O pássaro-lira continua a fascinar cientistas e público. Após os incêndios históricos de 2019-2020 na Austrália, pesquisadores da Universidade de Queensland e da CSIRO monitoram em 2025 e 2026 o retorno populacional da espécie em áreas queimadas. Novas gravações de alta resolução divulgadas em 2024 e 2025 trouxeram imitações inéditas — de zíperes de mochila a ringtones de celular — confirmando o repertório em constante atualização.
Na COP30 de Belém, em novembro de 2025, o pássaro-lira foi citado em painéis sobre biodiversidade sensível a mudanças climáticas: incêndios mais frequentes, secas severas e alterações no microclima das florestas temperadas australianas ameaçam tanto o habitat quanto o próprio repertório vocal da espécie — que depende da existência de dezenas de outras aves para imitar. A perda sonora precede, em muitos casos, a perda ecológica.
Do lado tecnológico, algoritmos de inteligência artificial passaram a catalogar automaticamente as imitações do pássaro-lira, permitindo que pesquisadores associem repertórios a áreas geográficas, períodos históricos e até a impactos humanos específicos (ferramentas de construção, alarmes). Essa técnica se consolidou em 2025 e deve evoluir em 2026 como ferramenta para monitorar mudanças em paisagens sonoras.
O pássaro-lira também ganhou popularidade em documentários e redes sociais, reforçando a importância da biodiversidade como patrimônio cultural e emocional global — e o papel das florestas australianas como refúgio de comportamento animal insubstituível.
Perguntas frequentes
Onde vive o pássaro-lira?
Em florestas temperadas úmidas do sudeste da Austrália, principalmente em Victoria e New South Wales. Habita solo de mata densa e prefere áreas protegidas em parques nacionais.
Por que o pássaro-lira imita outros sons?
O canto elaborado é usado sobretudo pelos machos durante cortejo sexual, para impressionar fêmeas e demarcar território. Quanto maior o repertório, maior o sucesso reprodutivo.
Existe pássaro parecido no Brasil?
Não há equivalente exato, mas espécies como o garrincha-chorona, sabiás e corruíras apresentam comportamento de imitação de menor complexidade. Em aves amazônicas, os manacins e cotingas também têm vocalizações sofisticadas.















