Belém será palco, nesta terça-feira (30), de um momento simbólico para o Brasil e para a Amazônia: a certificação oficial dos 1.500 voluntários que vão atuar durante a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O evento, marcado para as 17h, celebra a conclusão de uma etapa de formação intensa, que preparou esses jovens e adultos para receber o mundo em novembro, quando Belém se tornará o centro das discussões globais sobre o futuro do planeta.

Mais do que números, o Programa de Voluntariado representa o esforço conjunto do Governo Federal e do Governo do Pará para garantir que a conferência seja organizada com qualidade, acolhimento e protagonismo local. O curso oferecido aos voluntários teve 120 horas de duração e uniu teoria e prática em áreas decisivas para um megaevento internacional: mudanças do clima, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), turismo, atendimento ao público e dinâmicas de grandes eventos.
Essa preparação reflete uma compreensão estratégica: os voluntários não serão apenas auxiliares logísticos, mas verdadeiros embaixadores da hospitalidade amazônica. Sua missão vai além de orientar delegações ou apoiar atividades; eles terão papel ativo em mostrar a riqueza cultural, social e ambiental do Pará, além de transmitir mensagens de sustentabilidade e engajamento.
O Programa de Voluntariado é coordenado pela Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop), vinculada à Casa Civil da Presidência da República, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), do governo estadual. A iniciativa reafirma a ideia de que grandes conferências só se tornam possíveis quando a população local participa de forma ativa.

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Durante a solenidade, estarão presentes autoridades que reforçam o peso político do projeto. Entre elas, a vice-governadora do Pará, Hana Ghassan, a diretora de Relações Institucionais da Secop, Flávia Castelhano, e o secretário da Sectet, Victor Dias. Todos compartilham a mesma mensagem: o voluntariado é parte fundamental para que o Brasil mostre ao mundo não apenas sua capacidade técnica, mas também a força humana que sustenta a realização de eventos globais.
A cerimônia de certificação ganha ainda mais relevância quando se observa o papel transformador desse tipo de experiência. Participar da COP30 como voluntário significa adquirir conhecimento especializado, desenvolver habilidades de comunicação intercultural e construir redes de contato que podem abrir portas no futuro acadêmico e profissional. Para muitos, essa será a primeira vez em que terão contato direto com representantes de dezenas de países, ampliando horizontes e reforçando a noção de pertencimento à comunidade global.
Além do legado individual, há o impacto coletivo. O voluntariado fortalece a imagem do Pará como anfitrião da conferência e coloca a juventude no centro das soluções climáticas. Essa escolha é simbólica: a crise climática é, em grande medida, um desafio geracional, e a participação ativa de jovens em sua organização mostra que o Brasil aposta em quem mais será afetado pelas decisões que saírem da COP30.
Com a certificação, Belém avança mais um passo no caminho de se consolidar como referência internacional em diplomacia climática. Se a infraestrutura, a logística e a segurança são pilares visíveis, o voluntariado é a alma do evento, capaz de transformar a experiência da COP30 em algo marcado pela empatia, pelo acolhimento e pela força cultural amazônica.
No fim, a entrega dos certificados não será apenas um ato protocolar. Será o reconhecimento de que cada um desses 1.500 voluntários está pronto para ajudar a escrever um capítulo histórico: o da Amazônia como protagonista das negociações globais sobre o clima.













































