ouro no Pará - resultados da busca
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Tapajós resiste ao tempo
Por: Geólogo Alberto Rogério Benedito da Silva
Apesar da exploração do ouro no Pará ter iniciado nos idos de 1600 na região do Gurupi, nordeste...
Ouro do Tapajós: a riqueza que envenena rios e povos indígenas no coração da...
Símbolo Au, número 79. O ouro do Tapajós alimenta tensão amazônica: minas industriais coexistem com garimpo ilegal que contamina rios e povos com mercúrio.
Operação Ouro de Sangue avança e desmonta garimpos ilegais na Estação Ecológica do Jari
Entre os dias 19 e 23 de outubro, a Polícia Civil do Pará realizou a segunda fase da Operação Ouro de Sangue, uma ofensiva...
Serra Pelada brilha novamente com turismo sustentável e comunitário
Imagine viajar pelo coração da Amazônia, descobrindo histórias de garimpos lendários, rios majestosos e comunidades que transformam desafios em oportunidades. A Rota Turística Novo...
Pará bate recorde de produtividade e lidera produção de cacau no Brasil
A hegemonia do ouro marrom: Pará consolida liderança global em produtividade
O solo amazônico reafirma sua vocação como o grande celeiro da cacauicultura contemporânea. A...
Prata amazônica: o melhor condutor elétrico do mundo aparece como subproduto silencioso do ouro...
Símbolo Ag, número 47. A prata é o melhor condutor elétrico de todos os elementos e aparece na Amazônia como subproduto da mineração de ouro e cobre.
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Como Serra Pelada se transformou do maior garimpo a céu aberto do mundo em...
Um fato surpreendente e verificável sobre Serra Pelada é que, no auge da corrida do ouro na década de 1980, a extração manual foi...
Hospital do Baixo Amazonas vira referência nacional em sustentabilidade
Hospital do Baixo Amazonas encerra 2025 como referência nacional em sustentabilidade
Ao completar 19 anos de funcionamento, o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar...
Mineração ilegal de ouro impulsiona crime organizado e ameaça a Amazônia, aponta ONU
A alta demanda global por ouro está alimentando uma cadeia cada vez mais perigosa de crimes e degradação ambiental, segundo um novo relatório do...
O GARIMPEIRO E O OURO
O garimpeiro acompanha a história da mineração desde a descoberta do Brasil, quando, em 1500, a carta de Pero Vaz de Caminha informou ao...
Revista Amazônia lança Tabela Periódica da Amazônia, glossário interativo dos 118 elementos químicos e...
Revista Amazônia lança glossário interativo dos 118 elementos químicos com 34 deles ligados à Amazônia: ferro de Carajás, ouro do Tapajós, mercúrio dos garimpos e mais.
Produção de Ouro em Alta: Mina no Tocantinzinho já Opera e Refino em Belém...
A produção de ouro no Brasil continua ganhando força, especialmente na região Norte, onde importantes empreendimentos já estão em pleno funcionamento. A mina de...
Com Apoio do Governo do Pará, Ciclistas Brilham nos Jogos da Juventude CAIXA
Atletas paraenses conquistaram importantes vitórias nos Jogos da Juventude CAIXA, com destaque para as medalhas de ouro conquistadas nas provas de Potência Máxima, na...
O manguezal do litoral paraense e as quarenta espécies de peixes que transformam as...
Estudos oceanográficos recentes revelam que mais de setenta por cento dos peixes com valor comercial capturados no Atlântico Sul dependem, em algum estágio da...
Quando o ouro vira veneno: o drama invisível do mercúrio na Amazônia
No coração da Amazônia, o medo substituiu a esperança de muitas mulheres indígenas. Em comunidades como Sai Cinza, no território Munduruku, no Pará, gestar...
Por que o alumínio nascido na Amazônia precisa viajar ao Catar para virar metal
Existe uma pergunta que poucos fazem quando veem uma lata de refrigerante, a lataria de um carro elétrico ou o perfil de alumínio de...
Aspectos históricos de ocupação do Sudeste do Pará
A evolução histórica do sudeste paraense teve origem em Conceição do Araguaia, a partir de um território desmembrado do município de Baião, que, inicialmente,...
Bioeconomia na Amazônia atrai bilhões
Imagine uma economia que cresce sem derrubar uma única árvore, que transforma frutos como o cacau em riqueza e ainda combate as mudanças climáticas....
Finep desembarca em Belém com R$ 3,3 bilhões para transformar a inovação no Pará
A cena na Travessa Antônio Baena, em Belém, nesta quinta-feira, 5 de março, carrega um simbolismo que vai além de uma simples reunião institucional....






![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)

















