Como se Prevenir do mpox: 5 estratégias essenciais para garantir sua segurança

Aprenda como se prevenir do Mpox com dicas práticas e confiáveis. Mantenha-se protegido contra o vírus e evite a contaminação com estas estratégias comprovadas.
Aprenda como se prevenir do Mpox com dicas práticas e confiáveis. Mantenha-se protegido contra o vírus e evite a contaminação com estas estratégias comprovadas.

Resposta direta: a prevenção do mpox (antiga varíola dos macacos) se baseia em cinco pilares: (1) evitar contato próximo com pessoas com lesões na pele, (2) higienizar mãos e superfícies com álcool 70% ou água e sabão, (3) usar preservativo e reduzir número de parceiros(as) sexuais, (4) vacinar-se nos grupos de risco (a vacina JYNNEOS/Imvanex está disponível em alguns serviços públicos e privados) e (5) procurar atendimento médico imediato diante de febre, gânglios inchados e lesões cutâneas características. Em 2024, a OMS voltou a declarar emergência de saúde pública internacional para o mpox após o avanço do clado Ib na África Central — status revisado periodicamente em 2025-2026.

Neste artigo
  1. Como é transmitido?
  2. Por Que a Prevenção é Importante?
  3. Dicas Para Prevenção
  4. Cuidados Adicionais Para Grupos de Risco
  5. Tratamentos
  6. O Papel da Vigilância Sanitária na Prevenção
  7. FAQs: Perguntas Frequentes Sobre o Mpox
  8. Atualização 2026: situação epidemiológica e vacinação
  9. Perguntas frequentes

Mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato próximo com animais infectados, seres humanos ou objetos contaminados. O vírus pertence à mesma família da varíola humana, mas geralmente é menos grave. Com surtos ocorrendo em várias partes do mundo, entender como prevenir o mpox é crucial para evitar a disseminação dessa doença infecciosa.

Os principais sintomas do mpox incluem febre, dores musculares, cansaço, erupções cutâneas e, em alguns casos, inchaço nos gânglios linfáticos. Em certos quadros, as erupções se transformam em bolhas que podem se espalhar por todo o corpo, semelhante às marcas da varíola tradicional.

Como é transmitido?

A transmissão do mpox ocorre de várias maneiras, sendo a mais comum o contato direto com fluidos corporais, lesões na pele ou superfícies contaminadas. Além disso, o vírus pode ser transmitido através de gotículas respiratórias em conversas próximas, espirros ou tosse de uma pessoa infectada. Embora menos comum, o mpox também pode ser transmitido por meio de alimentos contaminados ou pelo contato com animais infectados.

Aqui estão algumas formas de transmissão do mpox:

  • Contato pele a pele: Tocar diretamente em lesões ou feridas da pessoa infectada pode transmitir o vírus.
  • Gotículas respiratórias: Partículas de saliva podem transportar o vírus de uma pessoa infectada para outra.
  • Superfícies contaminadas: O mpox pode sobreviver em superfícies, como roupas e utensílios, que entraram em contato com pessoas ou animais infectados.
  • Contato com animais: O vírus é zoonótico, ou seja, pode ser transmitido entre animais e seres humanos.

Por Que a Prevenção é Importante?

Apesar de muitas vezes ser considerada uma doença menos grave, o mpox pode causar complicações, especialmente em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos. A prevenção desempenha um papel fundamental para evitar novos surtos e proteger indivíduos vulneráveis. Além disso, como não existe tratamento específico para o mpox, as medidas preventivas são a melhor linha de defesa contra o vírus.

Dicas Para Prevenção

Abaixo estão algumas maneiras eficazes de como se prevenir:

1. Vacinação Contra o Mpox

Uma das medidas mais eficazes para prevenir o mpox é a vacinação. Existem vacinas específicas para o mpox que têm demonstrado eficácia na prevenção da doença. A vacinação não só protege contra a infecção, mas também ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas em caso de contágio. Especialmente em áreas com surtos recentes, é recomendável que indivíduos em risco busquem a imunização.

Recomendação: Consulte seu médico ou um centro de saúde pública local para verificar a disponibilidade da vacina contra o mpox.

2. Pratique a Higiene Adequada

Uma das maneiras mais simples de prevenir o mpox é manter práticas de higiene adequadas. Lavar as mãos regularmente com água e sabão, especialmente após o contato com pessoas ou objetos possivelmente contaminados, é uma medida eficaz. Se não houver água e sabão disponíveis, o uso de álcool em gel com uma concentração de pelo menos 60% de álcool é recomendado.MEG 2022 0018 Lavagem das Maos feed lavando com agua

Dicas de Higiene:

  • Lave as mãos por pelo menos 20 segundos.
  • Evite tocar o rosto com as mãos sujas.
  • Limpe e desinfete superfícies com frequência, especialmente se estiver em contato com uma pessoa infectada.

3. Evite o Contato Direto com Pessoas Infectadas

Se souber que alguém está infectado com o mpox, evite contato próximo com essa pessoa até que ela esteja completamente recuperada. O vírus se espalha facilmente pelo contato pele a pele e por gotículas respiratórias, portanto, manter distância e usar máscara em ambientes compartilhados é essencial.

4. Use Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

Em locais onde há surtos de mpox ou em situações de contato próximo com pessoas infectadas, o uso de equipamentos de proteção, como máscaras e luvas, é recomendado. Isso é particularmente importante para profissionais de saúde, cuidadores e familiares de pessoas infectadas.

5. Evite o Contato com Animais Selvagens

Como o mpox é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitido entre animais e humanos, evite o contato com animais selvagens, especialmente aqueles que apresentam sinais de doença. Animais infectados, como roedores e primatas, são os principais vetores do vírus. Não manuseie animais doentes ou mortos e evite consumir carne de caça, que pode estar contaminada.

Cuidados Adicionais Para Grupos de Risco

Certos grupos de pessoas são mais vulneráveis ao mpox e devem tomar cuidados adicionais para evitar a infecção. Esses grupos incluem:

  • Profissionais de saúde: Devem usar EPI adequados e seguir protocolos de segurança em ambientes hospitalares.
  • Pessoas imunocomprometidas: Aqueles que têm doenças que afetam o sistema imunológico, como o HIV, estão em maior risco de complicações graves.
  • Indivíduos em áreas de surto: Em regiões com surtos conhecidos de mpox, a vigilância deve ser redobrada, e a vacinação é altamente recomendada.

Tratamentos

Embora não haja um tratamento antiviral específico para o mpox, os cuidados com os sintomas podem ajudar a aliviar o desconforto e a acelerar a recuperação. Em casos leves, o repouso e a hidratação são fundamentais, enquanto em situações mais graves, a hospitalização pode ser necessária para monitoramento de complicações.

Os pacientes são geralmente tratados com cuidados de suporte, incluindo:

  • Alívio da febre e dor: Antitérmicos e analgésicos podem ser usados para controlar os sintomas.
  • Hidratação: Beber bastante água é essencial, especialmente se houver febre alta ou vômitos.
  • Isolamento: Para evitar a disseminação do vírus, os pacientes devem ser isolados até que estejam completamente recuperados.

O Papel da Vigilância Sanitária na Prevenção

As autoridades de saúde desempenham um papel vital na contenção de surtos de mpox. Monitorar casos suspeitos, implementar campanhas de vacinação e conscientização pública são medidas que ajudam a prevenir a disseminação da doença. A colaboração entre governos, organizações de saúde e a população é fundamental para o controle eficaz.

Links úteis:

  • Saiba mais sobre as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) aqui.
  • Informações sobre vacinação contra o mpox no Ministério da Saúde aqui.

FAQs: Perguntas Frequentes Sobre o Mpox

1. Como posso saber se fui infectado pelo vírus?

Os primeiros sinais de infecção pelo mpox incluem febre, dores musculares e erupções cutâneas. Se você desenvolver esses sintomas e tiver tido contato com pessoas ou animais possivelmente infectados, consulte um médico imediatamente.

2. A vacina contra a varíola também protege contra o Vírus?

Sim, a vacina contra a varíola pode oferecer alguma proteção contra o mpox, já que ambos os vírus pertencem à mesma família. No entanto, consulte um profissional de saúde para orientação específica sobre a vacinação.

3. O mpox é uma doença fatal?

Na maioria dos casos, não é fatal e os sintomas são leves a moderados. No entanto, pessoas imunocomprometidas ou com comorbidades podem enfrentar complicações mais graves.

4. Crianças são mais suscetíveis?

Crianças e pessoas com sistemas imunológicos debilitados são mais vulneráveis a formas graves da doença. A prevenção nesses grupos deve ser ainda mais rigorosa.

5. Animais de estimação podem transmitir?

Embora o mpox seja uma zoonose, não há evidências fortes de que animais domésticos transmitam o vírus. A principal preocupação está em animais selvagens, como roedores e primatas.

6. Posso pegar ao viajar?

Se estiver viajando para uma região onde há surtos ativos de mpox, o risco de contrair o vírus aumenta. Use as precauções adequadas, como evitar contato com animais selvagens e praticar boa higiene.


Conclusão

A prevenção é possível através de medidas simples, como vacinação, higiene adequada e uso de equipamentos de proteção. Informar-se sobre as formas de transmissão e sintomas é o primeiro passo para evitar a doença. Com a colaboração de todos, é possível controlar e proteger a saúde pública.


Links internos

Atualização 2026: situação epidemiológica e vacinação

O cenário do mpox mudou de patamar em agosto de 2024, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou novamente emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) diante da disseminação do clado Ib na República Democrática do Congo e países vizinhos da África Central. Ao longo de 2025, casos foram notificados em vários países, incluindo nações europeias, Estados Unidos, China e Brasil, exigindo vigilância contínua de vigilâncias sanitárias e reforço de estratégias de diagnóstico rápido e rastreamento de contatos.

O Ministério da Saúde do Brasil manteve em 2025 e 2026 campanhas direcionadas de vacinação contra o mpox para grupos prioritários — homens que fazem sexo com homens (HSH) com múltiplas parcerias, profissionais de saúde expostos, pessoas imunossuprimidas e contatos de casos confirmados — com a vacina JYNNEOS, aplicada em duas doses. Testes rápidos e PCR seguem como ferramentas centrais nas unidades de referência.

No contexto da COP30 de Belém, em novembro de 2025, o tema das doenças transmissíveis emergentes foi incluído no Plano de Ação em Saúde de Belém, o primeiro plano internacional de adaptação climática voltado ao setor da saúde. Especialistas apontaram a relação entre desmatamento, mudanças no uso da terra e maior contato humano-fauna silvestre como fator que eleva o risco de surtos de zoonoses, incluindo o mpox. A resposta proposta combina vacinação, vigilância One Health, comunicação pública livre de estigma e fortalecimento dos sistemas de saúde amazônicos.

Para 2026, além das cinco medidas clássicas de prevenção individual, o foco global é garantir acesso equitativo às vacinas nos países africanos mais afetados, ampliar capacidade diagnóstica em regiões remotas e combater a desinformação que associa a doença a determinados grupos sociais.

Perguntas frequentes

Quais os principais sintomas do mpox?

Febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas (máculas, pápulas, vesículas, pústulas e, por fim, crostas) que podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e região genital.

Quem deve se vacinar contra o mpox no Brasil?

Pessoas definidas como grupos prioritários pelo Ministério da Saúde: HSH com múltiplas parcerias, profissionais de saúde expostos, imunossuprimidos e contatos de casos confirmados. Verifique disponibilidade na secretaria de saúde local.

O mpox pode ser transmitido por objetos?

Sim. O vírus pode sobreviver em roupas de cama, toalhas e utensílios contaminados por secreções. Por isso a higienização adequada com água quente e sabão ou álcool 70% é recomendada em ambientes com casos suspeitos.

Gostou desta reportagem?
Siga a Revista Amazônia no Google News

⭐ SEGUIR AGORA