
O Carrefour anunciou um investimento significativo de R$ 28 milhões em cinco iniciativas dedicadas à conservação da Amazônia e à promoção da biodiversidade na região. Os projetos, realizados por ONGs como The Nature Conservancy, Imaflora, Idesam, Amazônia 4.0 e MapBiomas, abrangem uma área de 1,2 milhão de hectares e beneficiarão mais de 6 mil habitantes do bioma, conforme informado pelo varejista francês.
Denominado Fundo de Florestas, o programa conta ainda com R$ 22 milhões adicionais previstos para desembolso até o final de 2025. Algumas das iniciativas focam em aspectos estratégicos para a empresa, como a rastreabilidade e a garantia de que os produtos nas prateleiras não estejam associados ao desmatamento. No entanto, o objetivo principal do fundo é gerar transformação e impactos positivos que vão além da cadeia de valor do Carrefour, conforme destacou Susy Yoshimura, diretora-sênior de sustentabilidade do Carrefour Brasil.
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Um dos projetos apoiados é da ONG Amazônia 4.0, fundada pelos cientistas Carlos e Ismael Nobre, que receberá fundos para construir sua primeira biofábrica. Adaptada à quantidade de matéria-prima disponível e ao número de famílias de cada localidade, essa unidade utilizará tecnologia avançada, conhecida como indústria 4.0, com intensivo uso de digitalização e sensores. A biofábrica será instalada na comunidade Surucuá, na reserva extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará, e produzirá “cupulate”, um chocolate feito de cupuaçu.
A biofábrica, operada por moradores locais e alimentada por energia solar, terá uma capacidade inicial de produção de 80 kg diários. A expectativa é que todas as 150 famílias da região estejam envolvidas de alguma forma no projeto em até seis anos, gerando uma transformação significativa para uma população que atualmente depende de programas sociais e empregos públicos.
Impulsionando a economia local
Os projetos também visam fomentar a economia local. Em abril, o Carrefour inaugurou prateleiras dedicadas exclusivamente a produtos originários da floresta. Um desses produtos é o Café Apuí Agroflorestal, produzido no Amazonas. O projeto, desenvolvido pela ONG Idesam, combina o cultivo de café com árvores nativas e busca aumentar a produtividade e a qualidade dos grãos, beneficiando 115 produtores familiares com a meta de chegar a 300.
O Fundo de Florestas também apoia a superação de desafios logísticos e a melhoria da infraestrutura, como exemplificado pelo projeto da ONG Imaflora, que trabalha para calcular um preço justo para produtos da floresta, compensando a diferença quando o mercado não atinge esse valor. Isso visa garantir uma remuneração justa às comunidades locais, que muitas vezes são mal pagas devido aos altos custos logísticos.
Preservação e monitoramento
Outros projetos contemplados incluem a plataforma MapBiomas, que oferece informações gratuitas sobre mudanças na cobertura vegetal dos biomas brasileiros, e um programa da The Nature Conservancy focado no monitoramento do desmatamento associado à produção de carne bovina na Amazônia e no Cerrado. Essas iniciativas não apenas contribuem para a preservação ambiental, mas também têm um impacto positivo na economia local, beneficiando diretamente as comunidades e promovendo um desenvolvimento sustentável.
Para mais detalhes, acesse: 76ª Reunião Anual da SBPC.
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