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Chamada de R$ 107,1 milhões vai financiar pesquisa na Amazônia

Vista aérea de um rio sinuoso em meio à floresta amazônica
Foto: Bruno Cecim / Agência Pará

A pesquisa e a inovação voltadas à Amazônia ganharam um reforço de R$ 107,1 milhões. A Fapespa, Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas, integra uma chamada conjunta para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na sociobioeconomia amazônica, com inscrições abertas de 1º de julho a 1º de setembro de 2026.

A iniciativa é promovida pela Amazônia+10, pelo Fundo Amazônia e pelo Confap, que reúne as fundações estaduais de amparo à pesquisa. A Fapespa entra com R$ 3 milhões no edital, parte do esforço de transformar o conhecimento científico em soluções concretas para as cadeias produtivas da floresta.

O que é a sociobioeconomia

A sociobioeconomia parte de uma ideia simples e poderosa: gerar renda a partir da floresta em pé, valorizando produtos da biodiversidade e o conhecimento das comunidades tradicionais. Em vez de derrubar para produzir, o modelo aposta em agregar valor a ativos que já existem na região, conciliando desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

Cadeias prioritárias

As áreas contempladas pela chamada incluem a expansão sustentável do açaí nativo, a castanha-da-amazônia e outros produtos florestais não madeireiros, as cadeias do cacau e do babaçu e a economia das águas e dos recursos pesqueiros. São cadeias com forte presença no Pará e em toda a Amazônia, que empregam milhares de famílias e têm potencial de mercado nacional e internacional.

Quanto cada projeto pode receber

Conforme a chamada, cada projeto pode receber de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões do Fundo Amazônia, valor que pode chegar a até R$ 10 milhões com a complementação das fundações estaduais de amparo à pesquisa. Os projetos selecionados terão prazo de execução de até 36 meses.

Por que isso importa para a Amazônia

Mais do que financiar laboratórios, a chamada busca aproximar ciência, mercado e comunidades, um caminho apontado como decisivo para que a Amazônia gere riqueza sem perder floresta. Iniciativas como essa fortalecem a capacidade local de pesquisa e criam alternativas econômicas que ajudam a manter a floresta de pé, tema central às vésperas da COP30, em Belém.

Perguntas frequentes

Quem pode se inscrever e até quando?

A chamada recebe propostas de 1º de julho a 1º de setembro de 2026, voltadas a projetos de pesquisa e inovação nas cadeias da sociobioeconomia amazônica.

Quanto cada projeto pode receber?

De R$ 6 milhões a R$ 8 milhões do Fundo Amazônia, podendo chegar a R$ 10 milhões com a complementação das fundações estaduais.

Com informações da Agência Pará e da Fapespa.

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