Entre as plantas mais associadas à presença de cobras estão a bananeira, a costela-de-adão, o lírio-do-amazonas e até a citrus trifoliata (espécie usada como cerca viva). Nenhuma delas “atrai” cobras diretamente pelo cheiro, mas sim pelo ambiente úmido, escuro e fresco que criam, perfeito para o descanso e abrigo desses animais de sangue frio.
Cobras procuram locais com:
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Sombras densas, que evitam o excesso de calor;
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Umidade constante, ideal para manter sua pele hidratada;
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Facilidade de acesso a presas, como sapos, lagartos ou pequenos roedores.
E é justamente isso que algumas plantas oferecem — uma espécie de “SPA” natural para serpentes. A bananeira, por exemplo, além de crescer em touceiras, retém umidade ao redor do caule e abriga sapos, o que fecha o ciclo perfeito para atrair cobras como a jararaca.
Como saber se seu jardim está vulnerável
Mesmo quem mora em regiões urbanas pode, sem saber, estar criando um paraíso para serpentes. Alguns sinais de alerta:
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Presença frequente de sapos e lagartos no quintal;
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Jardim com excesso de folhas acumuladas e solo mal drenado;
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Plantas de grande porte muito próximas de muros e entulhos.
Além disso, casas próximas a matas, córregos ou terrenos baldios estão naturalmente mais sujeitas à visita desses répteis. E quando o jardim serve como ponto de passagem ou abrigo, o risco aumenta consideravelmente.
O que fazer com plantas associadas a cobras?
É necessário arrancá-las? Não. Mas é preciso tomar cuidados específicos se você quiser mantê-las. Algumas boas práticas:
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Mantenha a base das plantas sempre limpa, sem folhas acumuladas;
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Faça podas regulares para evitar o excesso de sombra e esconderijos;
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Use brita ou cascalho em volta das plantas para evitar a umidade constante;
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Evite entulho ou pilhas de madeira próximas ao jardim.
A bananeira, por exemplo, pode continuar no seu quintal, desde que haja ventilação adequada e o solo não permaneça encharcado. Já a costela-de-adão, ótima para ambientes internos, deve ser monitorada se estiver em áreas externas com acesso ao chão.
Repelentes naturais e barreiras de segurança
Se o medo de cobras é grande ou você vive em área rural, pode reforçar a proteção do seu espaço com algumas medidas adicionais:
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Plante citronela ou arruda, que não espantam cobras diretamente, mas reduzem insetos e sapos;
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Crie barreiras físicas com telas em frestas de portões ou muros;
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Utilize cal na base do muro, que cria uma linha de desconforto para rastejamento;
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Não acumule restos de comida nem ração de animais no quintal, pois atraem roedores — e consequentemente cobras.
Há ainda repelentes naturais feitos com óleo de cravo ou enxofre que podem ser pulverizados em áreas estratégicas. Embora não sejam 100% eficazes, ajudam a desestimular a presença de serpentes.
Quando chamar ajuda profissional
Se você avistar uma cobra no quintal, nunca tente capturá-la. Mesmo espécies não peçonhentas podem morder em defesa. O correto é:
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Isolar a área;
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Manter pessoas e animais de estimação afastados;
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Ligar para o Corpo de Bombeiros ou Defesa Civil.
Eles possuem treinamento para identificar, capturar e soltar o animal em ambiente adequado. Além disso, podem fazer uma vistoria e apontar pontos vulneráveis na sua propriedade.
Uma convivência mais segura com a natureza
Plantas são essenciais para um ambiente equilibrado, mas é preciso saber como elas interagem com os demais elementos do ecossistema. Quando você entende o papel que elas desempenham — inclusive no abrigo de animais como cobras —, passa a fazer escolhas mais conscientes para o seu quintal ou jardim.
A ideia não é criar pânico, mas promover cuidado e vigilância constante. Com algumas mudanças simples no manejo das plantas e na organização do espaço externo, é possível manter um jardim exuberante e ao mesmo tempo seguro para todos.
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