
Posição da ONU sobre publicidade de combustíveis fósseis
Em um apelo contundente feito nesta quarta-feira, 5 de junho, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, solicitou que os países proíbam a publicidade de combustíveis fósseis. Guterres comparou essa medida à já existente proibição da propaganda de tabaco, argumentando que os produtores de carvão, petróleo e gás têm sido “padrinhos do caos climático”, distorcendo a verdade ao público por décadas.
A declaração foi feita em Nova York e rapidamente ganhou destaque nos noticiários internacionais. Guterres acusou as empresas do setor de realizar uma “lavagem verde descarada” através de lobbies e campanhas publicitárias massivas. Ele pediu às autoridades que enfrentem diretamente aqueles que, na indústria dos combustíveis fósseis, têm trabalhado incansavelmente para obstruir o progresso ambiental ao longo dos anos.
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Para ilustrar a relevância do tema no Brasil, a estatal Petrobras destinou, em 2022, R$ 375 milhões para publicidade ao longo de dois anos e meio. Essa quantia sublinha a magnitude dos investimentos publicitários no setor de combustíveis fósseis, refletindo a importância do chamado de Guterres para uma mudança significativa nas políticas globais de comunicação e marketing ambiental.
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