Revista Amazônia 149 Janeiro de 2026 e o retrato de um planeta em transformação


Janeiro de 2026 não entrou para a história como um mês qualquer. Ele marca um período simbólico em que ciência, política, economia e sociedade passaram a convergir de forma mais explícita diante da maior crise civilizatória do nosso tempo: a crise climática. A edição 149 da Revista Amazônia surge como um verdadeiro documento histórico, reunindo análises profundas, dados científicos atualizados e relatos humanos que ajudam a compreender onde estamos — e, principalmente, para onde podemos ir.

Revista Amazônia 149 - Edição janeiro de 2026

Mais do que informar, esta edição convida à reflexão. Ela conecta decisões tomadas em salas diplomáticas da ONU, em Nairóbi ou Belém, com a vida cotidiana de pescadores, agricultores, povos indígenas, cientistas e gestores públicos. Ao longo de suas páginas, fica evidente que o debate ambiental deixou de ser um tema periférico para se tornar eixo central da economia global, da geopolítica e do futuro das próximas gerações.

Neste guia ampliado, aprofundamos os principais temas apresentados na revista, ampliando contextos, explicando conceitos e oferecendo links externos confiáveis para quem deseja se aprofundar ainda mais.

UNEA-7: quando o mundo foi chamado à realidade em Nairóbi

A sétima Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a UNEA-7, realizada em Nairóbi, no Quênia, consolidou-se como um divisor de águas. Sob o lema “Avançando soluções sustentáveis para um planeta resiliente”, o encontro deixou claro que o tempo das promessas vagas chegou ao fim.

Durante a abertura, líderes globais enfatizaram que a crise ambiental não é um risco futuro, mas uma realidade presente. O secretário-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) reforçou que os custos da inação já estão sendo pagos, especialmente pelos países mais vulneráveis.

01O lançamento do relatório GEO-7 – Panorama Ambiental Global foi o momento mais impactante do evento. O documento confirma que 2023 e 2024 foram os anos mais quentes já registrados e alerta que, sem mudanças estruturais, o aquecimento global pode ultrapassar com folga o limite de 1,5 °C estabelecido no Acordo de Paris.

O relatório também chama atenção para o custo econômico da crise climática. Eventos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor, já geram prejuízos globais estimados em mais de US$ 300 bilhões por ano. Em contrapartida, investimentos em adaptação, conservação da natureza e transição energética podem gerar benefícios trilionários nas próximas décadas.

Inteligência artificial, inovação e sustentabilidade

Um dos debates mais contemporâneos da UNEA-7 envolveu a relação entre inteligência artificial e meio ambiente. Ao mesmo tempo em que a IA pode otimizar cadeias produtivas, prever eventos climáticos e auxiliar na conservação da biodiversidade, ela também demanda grandes volumes de energia e recursos naturais.

Por isso, o PNUMA propôs a criação de diretrizes globais para o uso responsável da inteligência artificial, considerando sua pegada ambiental. A discussão reforça a necessidade de alinhar inovação tecnológica com sustentabilidade — um desafio central da próxima década.

COP30 em Belém: quando a floresta se tornou protagonista

A realização da COP30 em Belém do Pará entrou para a história da diplomacia climática. Pela primeira vez, a principal conferência do clima da ONU ocorreu no coração da maior floresta tropical do planeta.

O simbolismo foi imediato. Negociadores, chefes de Estado e representantes da sociedade civil puderam sentir, literalmente, o clima amazônico — sua umidade, seus rios, sua biodiversidade e também suas fragilidades.

Durante a abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que aquela era a “COP da verdade”. Segundo ele, o mundo já não pode mais discutir se a mudança climática existe, mas sim como enfrentá-la de forma justa e eficaz.

Essa perspectiva foi amplamente compartilhada por líderes indígenas, cientistas e representantes de países do Sul Global, que reforçaram a urgência de financiamento climático e transferência de tecnologia.

Geopolítica climática e o novo tabuleiro global

A edição 149 da Revista Amazônia traz uma análise detalhada sobre a geopolítica do clima. Um dos pontos centrais é o papel crescente da China como potência da economia verde. O país tem investido massivamente em energia solar, eólica, baterias e veículos elétricos, consolidando-se como líder global nesses setores.

02Em contraste, os Estados Unidos vivem um cenário interno de disputas políticas. Embora parte do governo federal ainda defenda modelos baseados em combustíveis fósseis, estados como a Califórnia seguem avançando de forma independente na transição energética, estabelecendo metas ambiciosas de neutralidade de carbono.

Esse cenário revela uma mudança importante: a liderança climática global não depende mais exclusivamente de governos nacionais, mas também de estados, cidades, empresas e investidores.

Financiamento climático: da promessa à implementação

Sem recursos financeiros, não há transição possível. A revista destaca avanços importantes no financiamento ambiental global. O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) aprovou centenas de milhões de dólares para projetos voltados à conservação da biodiversidade, combate à pesca ilegal e fortalecimento de economias sustentáveis.

No Brasil, um marco importante foi o apoio a projetos em terras indígenas, reconhecendo o papel fundamental desses territórios na proteção da floresta e na estabilidade climática.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre

Entre as iniciativas mais inovadoras está o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), liderado pelo Brasil. O mecanismo propõe remunerar países tropicais pela manutenção da floresta em pé, criando uma fonte estável de financiamento baseada em serviços ecossistêmicos.

O fundo atraiu atenção internacional e foi finalista do Earthshot Prize, reforçando o protagonismo brasileiro na construção de soluções financeiras para a crise climática.

Amazônia em risco: água, energia e segurança alimentar

Um dos trechos mais preocupantes da revista aborda a crise hídrica na Amazônia. Estudos da Agência Nacional de Águas indicam que a vazão de grandes rios amazônicos pode ser reduzida drasticamente até 2040.

Essa redução afeta diretamente a geração de energia hidrelétrica, o transporte fluvial, a pesca e o abastecimento de milhões de pessoas. Hidrelétricas como Belo Monte tornam-se cada vez mais vulneráveis às mudanças no regime de chuvas.

O impacto vai além da região Norte, afetando todo o sistema energético e alimentar do país.

Educação ambiental como ferramenta de transformação

A revista também destaca iniciativas locais de grande impacto, como programas de educação ambiental em comunidades ribeirinhas de Tucuruí. Projetos que ensinam práticas sustentáveis de pesca, manejo de resíduos e geração de renda mostram que soluções locais são fundamentais.

03Relatos de moradores revelam que a conscientização ambiental já resulta na recuperação de estoques pesqueiros e melhoria da qualidade de vida.

Ciência brasileira e soluções baseadas na natureza

A ciência ocupa um papel central nesta edição. Pesquisas da Embrapa demonstram que bioinsumos podem acelerar a recuperação de áreas degradadas, utilizando microrganismos para restaurar solos e promover o crescimento de espécies nativas.

Essas tecnologias mostram que é possível conciliar recuperação ambiental, geração de emprego e desenvolvimento econômico.

O clima além da Amazônia: Polos, oceanos e o planeta conectado

A edição também amplia o olhar para regiões distantes, como o Ártico, que aquece duas vezes mais rápido que o restante do planeta. O derretimento do permafrost libera gases de efeito estufa e metais pesados, criando riscos ambientais globais.

04 1Nos oceanos, o aquecimento compromete a fotossíntese das algas, base da cadeia alimentar marinha. A poluição por microplásticos surge como um novo desafio científico, interferindo inclusive na medição do ciclo global do carbono.

Oceano na agenda climática

Um avanço significativo foi a criação da Força-Tarefa Oceânica, liderada por Brasil e França, que busca integrar os oceanos às metas climáticas nacionais. Manguezais, recifes de coral e ecossistemas costeiros passam a ser reconhecidos como aliados fundamentais no combate às mudanças climáticas.

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