Bioeconomia - resultados da busca
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Empresas se reúnem em Belém para traçar caminhos de uma economia de baixo carbono
Em meio ao cenário de debates e compromissos globais da COP30, a cidade de Belém se torna palco, nesta quarta-feira (12), de uma das...
MMA apresenta resultados recordes do Fundo Clima e reforça combate à crise climática
Com um volume recorde de recursos e alcance ampliado, o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) se consolida como uma das principais...
A frota que veleja contra o lobby fóssil e atraca em Belém para a...
Uma frota de seis veleiros — chamada Flotilla for Change (Flotilha pela Mudança) — e cerca de 50 ativistas de 10 nacionalidades cruzaram o...
O fruto do tucumã alimenta a fauna da Amazônia e conquista o exigente mercado...
Pelo menos quinze espécies de animais da Amazônia dependem diretamente do tucumã para sobreviver durante os períodos de escassez de outros alimentos na floresta....
Regularização na Amazônia e o investimento de R$ 132 milhões para garantir assistência técnica...
O ordenamento do território na Amazônia Legal acaba de receber um impulso financeiro e institucional sem precedentes, marcando uma nova fase na luta contra...
Semana da Amazônia reforça papel da região na segurança alimentar e no desenvolvimento sustentável
Manaus recebeu, entre 2 e 4 de setembro, um encontro que posiciona a Amazônia como peça-chave nas agendas globais de segurança alimentar, clima e...
Turismo de Base Comunitária ganha força em Caxiuanã e redesenha caminhos de desenvolvimento
Um território de floresta, cultura e movimento comunitário
Entre rios de águas claras, trilhas sob copa fechada e comunidades ribeirinhas que conservam modos de vida...
Agricultores familiares do Pará se preparam para abastecer a COP 30 com produtos locais
Kleiton Souza Rodrigues, trabalhador da agricultura familiar na comunidade quilombola Nossa Senhora de Fátima do Crauateua, em São Miguel do Guamá, no Pará, é...
Instituto Clima e Sociedade lança edital para projetos que usam IA
O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou o edital Desafio IA Natureza & Clima para incentivar o desenvolvimento de novos usos de tecnologias digitais,...
Indígenas garantem o desmatamento zero em áreas cobiçadas
As terras indígenas da Amazônia brasileira registram taxas de desmatamento até dez vezes menores do que unidades de conservação administradas pelo governo. Dados consolidados...
O que acontece com a sua vida se a floresta amazônica parar de respirar
No próximo sábado, 21 de março, o mundo volta os olhos para o Dia Internacional das Florestas. A data, criada pela ONU, funciona como...
A crise da Raízen vai pesar no seu bolso e no crédito do campo
O impacto de uma dívida de R$ 65,1 bilhões não fica restrito aos escritórios luxuosos de São Paulo ou Londres. Quando a maior processadora...
Petróleo nas alturas abre caminho de ouro para o biocombustível brasileiro
O mundo olha para o Estreito de Ormuz com apreensão enquanto o preço do barril de petróleo rompe a barreira dos US$ 100. O...
COP30 em Belém é última chance de salvar a Amazônia do colapso
Para o climatologista Carlos Nobre, a COP30 será decisiva para proteger a floresta amazônica, evitar o ponto de não retorno e preservar o equilíbrio...
ONU e KPTL Promovem Empreendedorismo Sustentável na Amazônia
Com a proximidade da COP30, marcada para novembro de 2025 no Brasil, o Pacto Global da ONU - Rede Brasil e a gestora de...
Sepi ganha nova sede após COP30 e reforça voz indígena no Pará
O Governo do Pará deu mais um passo decisivo na preparação para a COP30, que será realizada em Belém em novembro de 2025. A...
Revista Amazônia, de Novembro mergulha no clima da COP30 e celebra o protagonismo da...
A edição de novembro da Revista Amazônia chega em clima de COP30, a Conferência do Clima das Nações Unidas que transforma Belém no centro...
Comunidade ribeirinha e energia solar: a nova fábrica de gelo que transforma a pesca...
A síntese do sol e da água no coração do Rio Negro
A paisagem amazônica, marcada pela imensidão das águas e pelo isolamento geográfico, acaba...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Marca Amazônia cria o alfabeto hidrográfico que vai blindar a floresta
Apenas 35% dos brasileiros conhecem a Amazônia, um dado alarmante que revela um abismo entre o patrimônio nacional e seu próprio povo. O Brasil...


















![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)





