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O fascinante uacari vermelho do Amazonas e como seu rosto carmesim funciona como um...
Na vasta e complexa tapeçaria da biodiversidade amazônica, poucas criaturas são tão visualmente impactantes quanto o uacari-vermelho (Cacajao calvus). Este primata de tamanho médio,...
As complexas sociedades pré-coloniais e suas cidades milenares revelam uma Amazônia densamente habitada antes...
A Floresta Amazônica, longe de ser um vasto deserto verde intocado, já abrigou complexas redes urbanas com milhares de habitantes e estradas conectando assentamentos...
A majestosa surucucu-pico-de-jaca domina as florestas tropicais enquanto a ciência estuda sua complexa e...
A Lachesis muta, popularmente conhecida como surucucu-pico-de-jaca, detém o título de maior serpente peçonhenta das Américas e pode atingir impressionantes 3,5 metros de comprimento...
Por que o canto do uirapuru-verdadeiro é considerado o mais sofisticado da avifauna amazônica?
A polifonia amazônica e o prodígio vocal do uirapuru verdadeiro
No coração da densa cobertura vegetal que compõe a bacia do rio Amazonas, um pequeno...
Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Marca Amazônia cria o alfabeto hidrográfico que vai blindar a floresta
Apenas 35% dos brasileiros conhecem a Amazônia, um dado alarmante que revela um abismo entre o patrimônio nacional e seu próprio povo. O Brasil...
Fundo Brasil-ONU para Amazônia: como os novos projetos de bioeconomia e combate ao crime...
O pacto pela bioeconomia e a reconstrução do tecido amazônico
A Amazônia Legal atravessa um momento de redefinição de suas bases produtivas e sociais, impulsionado...
O esturro da onça pintada ecoa por oitenta quilômetros quadrados e redefine como entendemos...
O esturro de uma onça-pintada possui uma frequência sonora tão baixa e poderosa que pode ser sentida fisicamente por presas e competidores antes mesmo...
Novas imagens revelam como a gigante sucuri consegue dominar e caçar jacarés adultos nas...
A força necessária para interromper o fluxo sanguíneo de um réptil pré-histórico é equivalente ao peso de um ônibus sobre o peito de uma...
Transição energética justa e territórios indígenas: como a criação de FFZs e o direito...
O manifesto das raízes contra a hegemonia dos fósseis
O coração de Brasília tornou-se, nesta semana, o epicentro de uma diplomacia que nasce da terra....
Baixa emissão de carbono na agropecuária do Amazonas é tema de seminários que buscam...
O despertar da agropecuária verde no Amazonas
O coração da floresta amazônica está se tornando o palco de uma transição tecnológica e ambiental sem precedentes...
Pantanal em risco: Como a fita métrica do Código Florestal ignora o pulso das...
O conflito entre a régua jurídica e o pulso ecológico
A implementação do Código Florestal de 2012 introduziu uma mudança sutil, mas profunda, na forma...
Intensificação da agricultura e o reflorestamento reduzem emissões em SP
São Paulo, o quarto maior emissor de gases de efeito estufa no Brasil, apresenta um perfil de emissões distinto do nacional. Enquanto o desmatamento...
Estudo revela peixes na Amazônia com níveis de mercúrio 30 vezes acima do limite
O banquete tóxico nas águas do Baixo Amazonas
Para as comunidades que habitam as margens dos rios no oeste do Pará, o peixe não é...
União Europeia planeja usar créditos de carbono para transformar a cozinha de milhões de...
O ato de cozinhar, algo tão cotidiano e simples para a maioria de nós, é uma armadilha mortal para mais de dois bilhões de...
O inimigo invisível que viaja no ar e como ele dita o futuro da...
O ar que preenche nossos pulmões agora conta uma história que os olhos não conseguem ver, mas que o corpo sente a cada respiração....
EUA ampliam apoio ao Fundo Amazônia com nova contribuição
Em um movimento significativo para reforçar a colaboração ambiental com o Brasil, os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira, 5 de julho, a transferência de...
Grupo colombiano Daabon compra operações da Agropalma no Pará
A transição de um gigante e o novo horizonte da palma no Pará
O cenário do agronegócio na Amazônia brasileira testemunha um movimento tectônico com...
Entre votos e vetos: o embate climático que define o ano eleitoral de 2026
O labirinto normativo e o pulso da resistência
No epicentro das decisões que moldam o destino do território brasileiro, a Agenda Legislativa surge não apenas...
Lula chama COP30 de “a COP da verdade” em discurso na ONU
Na abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, levou a...




![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)



















