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Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Nova soja convencional BRS 579 com tecnologia STS oferece escudo genético contra herbicidas e...
O equilíbrio entre tradição genética e inovação química
A busca por sistemas produtivos mais resilientes e menos dependentes de tecnologias de transgenia única encontrou um...
BNDES aprova R$ 1 bilhão para Raízen desenvolver etanol sustentável
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou o financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen Energia S/A, com o objetivo...
Acrilamida e Airfryer: Riscos e cuidados no preparo de alimentos
Nos últimos anos, as airfryers revolucionaram as cozinhas ao redor do mundo. Conhecidas por proporcionar alimentos crocantes e saborosos sem a necessidade de óleo...
GEOGRAFIA DOS TERRAS RARAS
A União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC – sigla em inglês) define terras raras como um grupo de 17 elementos químicos, incluindo...
Como o etanol brasileiro pode virar combustível de carbono negativo
O etanol brasileiro, historicamente tratado como uma solução intermediária na transição para energias limpas, começa a assumir um novo papel à luz de tecnologias...
Meu intestino regulou naturalmente com esse café da manhã
Durante anos, sofri com intestino preso. Tentava de tudo: mais água, mais fibras, iogurte com lactobacilos, ameixa seca… e nada parecia funcionar de verdade....
A Embrapa lidera oficinas de bioeconomia na Amazônia para consolidar um futuro sustentável alinhado...
A bioeconomia surge como a fronteira mais promissora para o desenvolvimento da região norte do Brasil, propondo um modelo onde o crescimento econômico e...
O segredo das cerdas da lagarta de fogo que escondem veneno potente capaz de...
A natureza amazônica guarda mecanismos de defesa tão sofisticados que desafiam a compreensão imediata sobre a fragilidade dos pequenos seres. Entre a folhagem densa...
Por que estes cogumelos iluminam o chão da floresta?
Apenas 100 das mais de 150 mil espécies de fungos conhecidas no mundo possuem a capacidade de emitir luz própria, e a Amazônia abriga...
O Açaí e a blindagem do cérebro: como o fruto amazônico combate o Alzheimer
A ciência por trás do roxo profundo revela como o Açaí se tornou um aliado estratégico na preservação da saúde cerebral e no combate...
Nano e biotecnologia trazem avanços para o controle biológico na agricultura
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma estratégia de controle biológico para reduzir o uso de antibióticos na agricultura. O foco...
AI e sistemas indígenas: um diálogo para proteger florestas e culturas
Os povos indígenas têm sido guardiões das florestas muito antes do surgimento do método científico. Sua relação com os territórios vai além da exploração...
O Sussurro da Regeneração: Como as Folhas Caídas Nutrem o Futuro da Floresta
No coração pulsante da floresta, longe dos olhares apressados, desenrola-se um processo silencioso e fundamental para a sua perpetuidade. O chão, coberto por um...
6 chás para emagrecer que agem como “Ozempic natural” no seu corpo
Pode um simples chá mudar a forma como o corpo lida com o peso? Muita gente tem recorrido aos chás para emagrecer como uma...
Essa fruta anti-inflamatória solta o intestino melhor que mamão e quase ninguém usa
Uma fruta anti-inflamatória pouco conhecida pode ser mais eficaz que o mamão para soltar o intestino — e quase ninguém aproveita esse poder natural....
Como engrossar as sobrancelhas com babosa e óleo de rícino
Se você sente que suas sobrancelhas perderam volume com o tempo, ou simplesmente gostaria que fossem mais cheias e definidas, saiba que existem soluções...
Como a imunidade natural do gambá contra o veneno de serpentes protege a saúde...
Embora muitas vezes incompreendido e injustamente estigmatizado, o gambá-de-orelha-preta possui um dos sistemas imunológicos mais extraordinários do reino animal, sendo capaz de sobreviver a...
As formigas-cortadeiras e seu fungo exclusivo formam uma extraordinária parceria de cultivo na floresta...
A formiga-cortadeira não ingere as folhas que corta com tanto esmero nas copas das árvores ou no sub-bosque da floresta tropical. Ao contrário do...
Como a mussurana vence o veneno mortal da cascavel
Cento e cinquenta miligramas de veneno. Esta é a dose letal que uma jararaca adulta pode injetar em segundos, mas para a mussurana (Clelia...
![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-300x300.webp)























