enzima - resultados da busca

Se você não gostou dos resultados, por favor, faça outra pesquisa

6 tecnologias que estão transformando resíduos em riqueza estratégica

0
Por décadas, o modelo industrial linear operou sob uma lógica perigosa: extrair, produzir e descartar. Tratamos o resíduo como o ponto final de uma...

Tipo de Bactéria Ajuda a Curar Feridas Crônicas em Diabéticos

0
Manter cortes e feridas limpos é importante por várias razões, mas uma nova pesquisa da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia revela...
cientistas

Microalga brasileira se destaca na remoção de antibióticos da água e pode ajudar o...

0
Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e Universidade de São Paulo (USP), revelou que...

Uma jornada pelos sabores e microrganismos naturais

0
A Amazônia, com sua vasta biodiversidade, é um celeiro de ingredientes que moldaram a culinária de comunidades indígenas e ribeirinhas por gerações. A fermentação,...
As Plantas Caçadoras da Amazônia e Seus Mistérios

Plantas Carnívoras da Amazônia: Caçadoras Discretas e Seus Segredos

0
A Amazônia, um dos biomas mais ricos e diversos do planeta, guarda segredos que fascinam cientistas e entusiastas da natureza. Longe do imaginário popular...
farinha

Farinha de semente de girassol transforma pão comum em aliado da saúde e da...

0
Em meio à crescente demanda por alimentos mais saudáveis e sustentáveis, pesquisadores brasileiros identificaram um ingrediente com grande potencial: a farinha de sementes de...
A planta carnívora da Amazônia que devora presas gigantes

As fascinantes plantas carnívoras que dominam a Amazônia

0
Diferente do que mostram os filmes de ficção, a maior ameaça para os insetos da floresta tropical não vem de dentes ou garras, mas...

O vagalume amazônico e sua bioluminescência perfeita que produz luz fria com quase cem...

0
O vagalume consegue produzir luz fria através de uma reação química interna que é quase cem por cento eficiente em energia, um feito que...
Foto: Agência Petrobras

Biorrefino recebe aporte de 30 milhões para acelerar inovação

0
A busca por uma matriz energética que dialogue harmoniosamente com os limites planetários ganhou um novo capítulo estratégico no cenário brasileiro. A Petrobras, em...
fungos

Pesquisa utiliza fungos promotores de energia renovável para agricultura, construções e biocombustíveis

0
Na busca por soluções energéticas mais sustentáveis e economicamente viáveis, cientistas da Universidade Federal de Lavras (UFLA) estão desenvolvendo projetos inéditos que unem biotecnologia,...
Close-up de um pedaço de salmão fresco, mostrando sua textura e cor laranja avermelhada.

Descoberto no salmão: um ser vivo que não respira oxigênio nem possui mitocôndrias

0
Uma descoberta digna de ficção científica está intrigando a comunidade científica e remodelando a forma como se compreende a vida animal. Pesquisadores israelenses identificaram...

Levedura modificada na USP produz etanol 2G a partir de açúcares complexos

0
  Uma cepa inovadora da levedura Saccharomyces cerevisiae, geneticamente alterada, mostrou potencial para melhorar a produção de etanol de segunda geração (2G) em até 60%...
Como e por que os vaga-lumes usam a bioluminescência

Como e por que os vaga-lumes usam a bioluminescência

0
Os vaga-lumes são pequenos insetos fascinantes conhecidos por sua incrível capacidade de emitir luz no escuro. Esse fenômeno, chamado de bioluminescência, não é apenas...
Biofábrica - Reprodução

Da observação à criação: como a biologia virou solução

0
Durante séculos, o ser humano olhou para a natureza em busca de respostas. Hoje, mais do que observar, aprendemos a conversar com ela e...
Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce há milhões de anos. A arraia de água doce amazônica pertence ao gênero Potamotrygon e se destaca não apenas pela sua forma circular elegante mas também por uma adaptação evolutiva impressionante que a torna uma mestra do disfarce no leito dos rios arenosos. Este peixe cartilaginoso possui a capacidade única de se enterrar parcialmente na areia tornando-se praticamente invisível aos olhos de predadores e presas um fenômeno que a ciência reconhece como parte fundamental de sua biologia de sobrevivência. A arraia camuflagem rio areia é um espetáculo de adaptação. A coloração dorsal desses animais geralmente em tons de marrom cinza ou bege com padrões de manchas ou ocelos imita com precisão o fundo do rio. Ao agitar as bordas do seu corpo discóide a arraia levanta uma nuvem de sedimentos que ao assentar a cobre quase por completo deixando apenas os olhos protuberantes e os espiráculos visíveis. Essa estratégia passiva de caça permite que ela capture pequenos peixes crustáceos e moluscos que se aproximam sem notar sua presença mantendo o equilíbrio ecológico do fundo do rio. No entanto a característica mais notória e frequentemente temida deste animal está localizada em sua extremidade posterior. Ao contrário do que muitos pensam o mecanismo de defesa da arraia água doce Amazônia ferrão não se situa na ponta da cauda como um chicote. O ferrão venenoso encontra-se na verdade na porção dorsal e média da cauda uma área musculosa e robusta. Dependendo da espécie e do tamanho do animal este aguilhão pode variar de alguns centímetros até dimensões consideráveis sendo composto por dentina um material extremamente duro e resistente similar ao dente dos vertebrados. O ferrão da Potamotrygon acidente rio é uma peça de engenharia biológica sofisticada. Ele possui serrilhas laterais voltadas para trás o que facilita a penetração na pele mas dificulta imensamente a sua remoção podendo causar lacerações graves. Coberto por um tecido epitelial o ferrão libera um veneno de natureza proteica quando esse tecido é rompido durante o impacto. Estudos indicam que este veneno é complexo contendo enzimas e toxinas que provocam dor intensa e imediata necrose localizada e inflamação severa no local atingido. A ciência reconhece que a dor relatada em acidentes com arraias é uma das mais lancinantes conhecidas na medicina toxicológica mas é importante ressaltar que o objetivo principal desse veneno é a defesa contra predadores grandes e não a agressão gratuita. A coexistência entre as comunidades ribeirinhas e esses animais é ancestral. Nas praias e remansos dos rios amazônicos onde as arraias preferem ficar para descansar ou caçar os habitantes locais desenvolveram técnicas específicas para evitar acidentes. O "passo do nissei" ou o ato de arrastar os pés na areia em vez de levantá-los é uma prática comum e eficaz. Ao arrastar o pé a pessoa toca suavemente na borda da arraia que assustada geralmente foge rapidamente. O acidente ocorre quando se pisa diretamente no centro do disco do animal pressionando-o contra o fundo o que aciona o reflexo de defesa e o chicoteamento da cauda para cima e para frente cravando o ferrão no pé ou no tornozelo do banhista. Compreender a biologia da arraia de água doce amazônica é fundamental para a conservação e para a segurança de todos que vivem ou visitam a região. Elas são componentes vitais do ecossistema amazônico ocupando nichos importantes na cadeia alimentar. Em vez de temê-las devemos respeitar o seu habitat. Ao entrar em um rio amazônico especialmente durante a estação seca quando as praias se formam o cuidado deve ser redobrado. Evitar áreas de águas muito rasas e paradas em praias isoladas ao amanhecer ou ao anoitecer períodos de maior atividade do animal e usar calçados adequados quando possível são medidas que reduzem drasticamente o risco de acidentes. A educação ambiental é a chave para uma convivência harmoniosa valorizando a biodiversidade sem comprometer o bem-estar humano. Respeitar o espaço do outro seja ele humano ou animal é o primeiro passo para garantir que os rios da Amazônia continuem sendo fontes de vida e beleza para todas as gerações. BOX LATERAL O que fazer em caso de acidente | Se ocorrer um ferrada a primeira medida é manter a calma e sair da água. Mergulhar o local atingido em água quente mas suportável por 30 a 90 minutos ajuda a desativar as proteínas do veneno aliviando a dor. Não faça torniquetes ou cortes na ferida. Procure atendimento médico imediatamente para a remoção segura de possíveis fragmentos do ferrão limpeza e medicação adequada prevenindo infecções secundárias.

Como a arraia de água doce amazônica domina a camuflagem na areia dos rios...

0
Nas profundezas turvas dos rios que serpenteiam a vasta planície amazônica habita um parente próximo dos tubarões que trocou os oceanos pela água doce...
Sara Cheida/Itaipu Binacional

Como a Floresta Secreta de Itaipu Garante a Energia do Futuro

0
Quando se pensa na Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, a imagem que vem à mente é a de uma monumental muralha de concreto e...
A corrida do ouro biológico na Amazônia em março de 2026

A corrida do ouro biológico na Amazônia em março de 2026

0
Neste mês de março de 2026, a ciência brasileira atingiu um marco histórico com a catalogação da 120ª linhagem de fungos capazes de digerir...
Hiromi Tajima mede a quantidade de bactérias fixadoras de nitrogênio em amostras de solo nas quais a equipe cultivou um novo tipo de trigo. (Trina Kleist/UC Davis)

Trigo que produz seu próprio fertilizante pode revolucionar a agricultura

0
Em um laboratório da Universidade da Califórnia em Davis, cientistas deram um passo que pode transformar a forma como a humanidade produz alimentos. O...
BNDES

BNDES aprova R$ 1 bilhão para Raízen desenvolver etanol sustentável

0
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou o financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen Energia S/A, com o objetivo...
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.

Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos

0
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...

Últimas noticias