Embratur propõe união de Brasil e Colômbia pelo turismo na Amazônia em defesa da floresta

Autor: Redação Revista Amazônia

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, defendeu o turismo como modelo econômico ideal para preservar a Amazônia, gerar emprego e renda para os povos tradicionais da região e como forma de integrar a América Latina.

Embratur na Vitrine Turística

Ele discursou na terça-feira (25) em encontro com empresários e a participação do ministro do Comércio, Indústria e Turismo colombiano, Luis Carlos Reyes, e outras autoridades em Bogotá, na Colômbia. O encontro ocorre na véspera da participação da Embratur na Vitrine Turística da Associação Colombiana de Agências de Viagens e Turismo (Anato), feira de turismo internacional que terá o Brasil como país homenageado.

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O presidente da Embratur ressaltou os laços entre os dois países, com governos alinhados, para a defesa da Amazônia e fortalecimento do turismo como modelo de desenvolvimento. Ele começou destacando que a atividade “é o petróleo do Século 21”, “mais sustentável e mais comprometido com a democracia”. “Nós não encerraremos o século 21 como começamos. Se insistirmos para manter o modelo de desenvolvimento, o planeta não resistirá. É necessário um esforço humanitário para encontrarmos um novo modelo, e o turismo é uma solução”, disse.

Na visão de Freixo, o turismo ganha ainda mais relevância na América Latina, por ser uma forma eficaz de apresentar essa parte do continente para o mundo. “O Brasil e Colômbia têm uma possibilidade muito grande de reapresentar a América Latina para o mundo a partir da potência do turismo. O turismo é uma solução para a preservação da Amazônia e para a proteção dos povos que vivem na floresta. As raízes da floresta são suas comunidades. A floresta só existe até hoje por conta das populações tradicionais. E o turismo é uma possibilidade de desenvolvimento com sustentabilidade”, afirmou.

Parceria

No mesmo dia, Freixo participou de duas reuniões com o vice-ministro do Turismo, Juan Manrique Camargo, e com a presidente da Procolombia, Carmen Caballero Villa, para tratar do desenvolvimento de ações conjuntas no âmbito do Memorando de Entendimento em vigência entre as agências de promoção dos dois países.

Entre os pontos de pauta, esteve a proposta de promoção conjunta da Amazônia em mercados distantes, como os asiáticos, em pacotes multidestinos, e na construção de roteiros turísticos entre os dois países através de rotas fluviais. A parceria também avançará em intercâmbio de inteligência de dados e experiência com a promoção do turismo através da produção audiovisual.

“Ganhamos muito ao trabalhar em conjunto. O fortalecimento do turismo em nosso continente beneficia a todos os países. Quem vem de longe para cá, não visita apenas um país, é nossa tarefa trabalhar para facilitar a conectividade aérea e fluvial e garantir que pacotes turísticos neste perfil sejam comercializados”, disse Freixo.

COP 30

Outro ponto importante nas reuniões foi a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). Para o presidente da Embratur, o evento não deixa de ser um desafio para a América. Ele também destacou que a escolha do presidente Lula de sediar o evento em Belém (PA) é um compromisso com a preservação da floresta.
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“A COP 30 é um desafio para a América. É um momento para receber o mundo em um estado amazônico. O Brasil poderia realizá-la no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Mas o compromisso do Governo Lula é realizá-la em um estado amazônico, o que é um recado muito importante.  O novo modelo de geração de emprego e ingresso, para que se pense em um mundo mais socialmente justo, esse é um compromisso do Brasil e da Colômbia. É, por isso tudo, o momento de realizarmos essa promoção conjunta” acrescentou.

Contrastes positivos

Em sua participação do evento de negócios pela manhã, Freixo também abordou em seu discurso foi a amplitude da atividade econômica do turismo, que vai desde a geração de emprego e renda ao crescimento individual dos indivíduos a partir das trocas e do exercício da autoestima cultural. “O turismo não é importante apenas para as pessoas que viajam, mas para as pessoas que trabalham na rede hoteleira, nos comércios, na prestação de serviço. O turismo também é importante para as pessoas que nos recebem”, lembrou.

“É uma grande oportunidade para as pessoas se tornarem melhores. Quando nós conhecemos outras culturas, há uma grande possibilidade de nos tornarmos pessoas melhores. Não somente pela cultura, mas pela sensibilidade humana. O Brasil e a Colômbia tem uma afinidade política muito importante, e temos que aproveitar o bom diálogo para que o turismo possa promover um crescimento muito grande para os dois países”, argumentou o presidente da Agência.


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