
A usina hidrelétrica de Belo Monte emerge como um ícone da sustentabilidade na Amazônia, revelando-se como a menos emissora de gases de efeito estufa em seu bioma, segundo estudo conduzido pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).
Sob a liderança do professor Marco Aurélio Santos, do Programa de Planejamento Energético da Coppe, o estudo “Desenvolvimento de Metodologia para o Cálculo das Emissões de Gases de Efeito Estufa no Reservatório da UHE Belo Monte” proporciona uma visão esclarecedora sobre o impacto ambiental desta emblemática usina. Contrariando a concepção convencional, que sugere que hidrelétricas não geram emissões poluentes, os pesquisadores identificaram a presença de gases como CO2, metano e óxido nitroso, provenientes da decomposição da matéria orgânica nos reservatórios.
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Ipaam inicia maratona de educação ambiental em escolas de Ipixuna nesta segundaO estudo, realizado ao longo de três anos, envolveu análises meticulosas em 45 pontos distintos da Bacia do Xingu e do reservatório de Belo Monte, no Pará. Os resultados revelam que Belo Monte não apenas figura como a usina que menos emite gases de efeito estufa na Amazônia, mas também se posiciona como a quinta hidrelétrica mais eficiente do Brasil em termos de redução de emissões poluentes.
A peculiaridade do reservatório de Belo Monte reside na sua limitada extensão, fruto de restrições ambientais. Isso resultou em um reservatório menor do que o inicialmente projetado, porém, mesmo com essa limitação, a usina mantém uma capacidade impressionante de geração de energia, com uma potência instalada de 11 mil megawatts (MW). Esta geração vigorosa de energia é alcançada com uma pegada de emissões extremamente baixa em comparação com tecnologias tradicionais e outras hidrelétricas na região.
O estudo destaca a importância de um inventário nacional de gases de efeito estufa provenientes de hidrelétricas, algo que o Brasil ainda não possui, ao contrário dos Estados Unidos, que já realizaram estudos detalhados em 108 hidrelétricas. A ausência desse inventário nacional é apontada como uma falha do governo brasileiro, enquanto as empresas do setor têm demonstrado iniciativa na promoção de estudos para desmistificar a suposta emissão exacerbada de gases poluentes pelas hidrelétricas.
Nesse sentido, a equipe de pesquisa da Coppe se mostra disposta a colaborar em novos estudos, desde que sejam convidados pelo governo brasileiro. A metodologia desenvolvida, baseada no Índice de Intensidade de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), estabelecido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), oferece uma abordagem robusta e reconhecida internacionalmente para avaliar o impacto ambiental das hidrelétricas.
Belo Monte, como a maior hidrelétrica 100% brasileira, assume seu papel crucial na geração de energia limpa e renovável, destacando-se como uma peça fundamental na estabilidade do sistema elétrico nacional. Seu exemplo ecoa não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, sinalizando um caminho promissor em direção a um futuro energético mais sustentável e responsável.
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