Em 2023, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) retomou sua missão institucional de garantir a posse plena e o usufruto exclusivo dos territórios pelos povos indígenas. Este artigo explora as principais realizações e desafios enfrentados pela Funai neste ano.

Retomada da Política de Demarcação

A política de demarcação foi retomada após seis anos de paralisação. O Governo Federal reconheceu três novos estudos e homologou oito terras indígenas em 2023. Além disso, a Funai enviou 14 processos de demarcação de terras indígenas para tramitação com vistas ao decreto de homologação pela Presidência da República.

Neste artigo
  1. Retomada da Política de Demarcação
  2. Investimentos na Proteção Territorial
  3. Cooperações Técnicas
  4. Proteção aos Yanomami
  5. Desintrusões

Investimentos na Proteção Territorial

A Funai destinou mais de R$ 200 milhões para ações de proteção e demarcação territorial em 2023. As atividades foram desenvolvidas especialmente nas Terras Indígenas (TIs) Yanomami, Trincheira Bacajá, Kayapó, Munduruku, Uru Eu Waw Waw, Karipuna e Arariboia, além da inclusão da TI Apyterewa.

Cooperações Técnicas

A Funai firmou uma parceria com o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPE) que beneficiará mais de oito povos indígenas contatados, além de isolados, com a finalidade de realizar a demarcação física e a regularização fundiária da Terra Indígena Kaxuyana Tunayana, nos estados do Pará e Amazonas.

Proteção aos Yanomami

Cerca de R$ 50 milhões foram investidos pela Diretoria de Proteção Territorial (DPT) em unidades descentralizadas da Funai que atendem as comunidades Yanomami e Ye’kwana nos estados do Amazonas e em Roraima. A Funai também firmou um contrato histórico de quase R$ 70 milhões com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) com o objetivo de melhorar as condições das pistas de pouso no território.

Desintrusões

Após 30 anos de espera, a Operação de Desintrusão da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, com participação da Funai, tem progressivamente retirado os não indígenas que ocupam ilegalmente partes do território.

O ano de 2023 marcou um avanço significativo na proteção dos direitos dos povos indígenas no Brasil. No entanto, ainda há muito a ser feito para garantir a posse plena e o usufruto exclusivo dos territórios pelos povos indígenas. A Funai, com o apoio do governo e de outras organizações, continua a trabalhar para alcançar esses objetivos.

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