
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença em Manaus no dia 9 de setembro para inaugurar o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), que terá sede na cidade e uma estrutura física robusta. A cerimônia deverá reunir líderes dos oito países que compartilham a Floresta Amazônica.
Ativa desde junho em modo remoto, a central de monitoramento foi inicialmente instalada na sede da Polícia Federal em Manaus pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. A inauguração do prédio oficial promete ampliar o alcance das operações.

VEJA MAIS: Relatório mostra expansão das áreas de risco geológico em Manaus
Leia também
Uma esponja de água doce reapareceu 30 anos depois sobre uma samambaia guardada em herbário e revelou que a planta havia passado semanas submersa
Um morcego chamado de “sem polegar” passou dez anos sendo observado em 100 cavernas de ferro e revelou um calendário reprodutivo fora do esperado
Antas engoliram sementes em uma área degradada da Amazônia e devolveram ao solo plantas que germinaram mais rápido do que as preparadas à mãoSob a coordenação da Polícia Federal, o CCPI integrará também a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional. Seu objetivo é acelerar o intercâmbio de informações e organizar operações conjuntas contra crimes como narcotráfico, grilagem, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e infrações ambientais.
A nova estrutura, impulsionada por recursos do Fundo Amazônia e em parceria com o BNDES e o Ministério do Meio Ambiente, contará com serviços de inteligência, logística, videomonitoramento, gabinete de crise e um espaço para a imprensa. O investimento total destinado apenas ao CCPI é de R$ 36,7 milhões, para aluguel, equipamentos, viaturas e lanchas.
Durante seu discurso em Bogotá, Lula ressaltou que a violência na região está profundamente ligada à destruição ambiental. “É uma coisa muito importante para combater o garimpo ilegal, o narcotráfico, o contrabando de armas e qualquer outra coisa que nos perturbe”, afirmou, acrescentando que o povo amazônico tem o direito de viver sem violência ou ameaças que atinjam os rios, os extrativistas e as comunidades tradicionais.
Gostou desta reportagem?
Marque Revista Amazônia como fonte preferencial e veja mais conteúdo nosso no Google.















Você precisa fazer login para comentar.