Lamego reunia cerca de 300 colonos portugueses e escravizados em quinze casas de pau a pique com traçado urbano semelhante ao de malocas

Lamego reunia cerca de 300 colonos portugueses e escravizados em quinze casas de pau a pique com traçado urbano semelhante ao de malocas
Ilustração: Revista Amazônia

A cidade do século 18 concentrava moradores de origens distintas em construções de madeira, barro e formato associado às malocas.

Quinze casas formavam o traçado de Lamego

No século 18, Lamego era uma cidade de dimensões reduzidas, mas já reunia cerca de 300 pessoas entre colonizadores portugueses e pessoas escravizadas. O núcleo urbano tinha aproximadamente quinze casas, construídas em pau a pique e distribuídas ao longo do traçado da localidade. A imagem que emerge é a de um assentamento concentrado, formado por poucas edificações e uma população numerosa em relação à quantidade de moradias registrada.

As casas tinham formato semelhante ao de malocas, uma característica que diferencia a descrição de Lamego de uma representação genérica de vila colonial. O desenho das construções fazia parte da configuração urbana do lugar, enquanto a técnica do pau a pique empregava materiais encontrados no próprio ambiente. A cidade reunia, assim, uma estrutura construída com madeira e barro e uma população formada por grupos submetidos a relações sociais distintas.

Uma população formada por colonizadores e escravizados

A população de Lamego incluía colonizadores portugueses e pessoas escravizadas. Essa composição revela que o espaço urbano do século 18 era ocupado por pessoas com posições diferentes dentro da sociedade colonial. O número estimado de moradores, cerca de 300, ajuda a dimensionar a escala humana da cidade e mostra que as quinze casas não eram edificações isoladas, mas parte de um núcleo habitado.

A presença de pessoas escravizadas também insere Lamego na história da colonização portuguesa e das formas de trabalho compulsório que marcaram esse período. A descrição da cidade precisa preservar os dois aspectos ao mesmo tempo. De um lado, havia a formação de um núcleo urbano com casas e traçado definido. De outro, a vida local estava ligada a uma estrutura social desigual, na qual colonizadores e escravizados ocupavam posições diferentes.

O que significa construir em pau a pique

O pau a pique é uma técnica tradicional que utiliza uma armação de madeira preenchida com barro ou material semelhante. A estrutura permite erguer paredes com recursos disponíveis no território e aparece em diferentes regiões e períodos da história da construção. Em Lamego, essa técnica definia a aparência das quinze casas registradas para o assentamento.

A escolha do pau a pique também ajuda a compreender por que a cidade apresentava uma arquitetura diferente de construções feitas integralmente com pedra ou tijolos. A madeira formava a armação, enquanto o barro preenchia os espaços e dava corpo às paredes. O resultado era uma edificação ligada aos materiais locais e ao conhecimento construtivo usado no período, sem que isso elimine a variedade possível entre as casas.

Casas semelhantes a malocas davam identidade ao núcleo

O formato semelhante ao de malocas é um dos elementos mais particulares associados a Lamego. A comparação indica uma organização espacial e uma aparência que se aproximavam desse tipo de construção, sem transformar as casas em malocas indígenas propriamente ditas. A diferença é importante porque permite descrever a forma arquitetônica sem apagar a presença das técnicas e dos grupos que compunham a cidade.

Com quinze casas distribuídas pelo traçado urbano, Lamego tinha uma configuração que combinava concentração populacional e poucas construções. Cerca de 300 moradores viviam nesse núcleo formado durante o século 18, entre colonizadores portugueses e pessoas escravizadas. A quantidade de casas é estimada, assim como o número de habitantes, por isso a descrição representa a escala aproximada da cidade e não uma contagem absoluta de cada moradia.

Uma cidade pequena em extensão e expressiva em população

Os números ajudam a visualizar a dimensão de Lamego. Eram cerca de 300 pessoas e aproximadamente quinze casas. Em vez de uma cidade marcada por dezenas de edificações, o local aparece como um assentamento compacto, com moradores concentrados em uma quantidade limitada de construções. A relação entre população e casas contribui para entender a densidade humana do núcleo, sem indicar que todas as edificações tivessem o mesmo tamanho ou desempenhassem a mesma função.

O traçado urbano, portanto, não era apenas uma sequência de moradias. Ele organizava uma comunidade formada por colonizadores portugueses e pessoas escravizadas, reunida em casas de pau a pique com aparência semelhante à de malocas. A consequência mais concreta é visual: uma cidade do século 18 marcada por poucas estruturas, paredes feitas com madeira e barro e uma população estimada em centenas de pessoas.

O registro preserva uma parte da história urbana colonial

A história de Lamego é conhecida por uma descrição que combina arquitetura, população e organização espacial. O registro situa a cidade no século 18 e informa que o núcleo abrigava cerca de 300 pessoas, entre colonizadores portugueses e escravizados. Também aponta a existência estimada de quinze casas de pau a pique, semelhantes a malocas e distribuídas ao longo do traçado urbano.

Esses dados não transformam a cidade em um modelo único da ocupação colonial, mas permitem enxergar uma experiência específica: um núcleo pequeno, construído com materiais tradicionais e habitado por grupos socialmente distintos. A memória de Lamego permanece justamente nessa combinação entre escala modesta e composição complexa. A história foi divulgada pelo portal 18 Horas e se refere ao período do século 18, quando a localidade reunia casas de pau a pique e uma população estimada em cerca de 300 pessoas.

Com informações do portal 18 Horas.

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