
Mecanismos financeiros do BNDES para catástrofes ambientais
O BNDES anuncia a intenção de estabelecer novos mecanismos financeiros em resposta aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas. Nelson Barbosa, diretor responsável pelo planejamento e estruturação de projetos, enfatizou a necessidade de linhas de crédito voltadas para a recuperação de áreas afetadas por eventos climáticos adversos, como as recentes ocorrências no Rio Grande do Sul.
Em um encontro internacional sobre financiamento climático, que contou com a presença de líderes de instituições financeiras de desenvolvimento e membros do G20, Barbosa defendeu a criação de fundos específicos para a reconstrução e reparação de danos. “Além das linhas existentes para mitigação e adaptação, precisamos agora focar em recursos para gerir perdas e danos”, ressaltou.
Leia também
Uma esponja de água doce reapareceu 30 anos depois sobre uma samambaia guardada em herbário e revelou que a planta havia passado semanas submersa
Um morcego chamado de “sem polegar” passou dez anos sendo observado em 100 cavernas de ferro e revelou um calendário reprodutivo fora do esperado
Antas engoliram sementes em uma área degradada da Amazônia e devolveram ao solo plantas que germinaram mais rápido do que as preparadas à mãoBarbosa também apontou para a inevitabilidade do envolvimento governamental, dada a magnitude dos recursos e do tempo necessários para a reconstrução. “O BNDES está pronto para desempenhar seu papel vital, apoiando o Ministério da Fazenda e outras autoridades regionais neste processo”, afirmou.
Fundo Clima
O diretor lembrou que o BNDES já opera o Fundo Clima, financiado pelo governo federal, que subsidia a transição climática do Brasil com uma reserva atual de US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões).

Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, destacou que a discussão sobre o financiamento necessário para enfrentar as mudanças climáticas é antiga. “A transição de bilhões para trilhões é essencial. É crucial avançarmos nas estratégias de compartilhamento de riscos e na integração de diferentes entidades para mobilizar o volume de recursos públicos e privados necessário”, declarou.
Rosito ainda salientou a importância dos bancos multilaterais de desenvolvimento nesse novo contexto, indicando um papel central na mobilização de fundos e na gestão de riscos associados às mudanças climáticas.
Gostou desta reportagem?
Marque Revista Amazônia como fonte preferencial e veja mais conteúdo nosso no Google.

















Você precisa fazer login para comentar.