Certificadora nacional visa democratizar o mercado de crédito de carbono


 

O mercado de crédito de carbono, em constante crescimento, ainda luta com desafios relacionados à transparência das operações, principalmente no que se refere à confiabilidade da certificação de empresas estrangeiras.

A integridade do ativo é atualmente o principal desafio do setor, tanto no que se refere às premissas que sustentam a ‘elegibilidade do projeto’, quanto à mensuração e quantificação do próprio ativo.

A Tero Carbon, certificadora brasileira de ativos ambientais, como créditos de carbono, localizada em Manaus, tem democratizado o mercado de crédito de carbono por meio de uma metodologia 100% nacional. Isso torna a certificação de projetos mais rápida e acessível, inclusive para pequenas propriedades.

A certificação de créditos de carbono é a mensuração, reportagem e verificação dos impactos de um projeto, em relação à mitigação das mudanças climáticas, contribuição para o desenvolvimento sustentável e garantias de salvaguardas. A quantidade de créditos gerados é determinada pela “emissão negativa”, ou seja, a contabilização da emissão que foi evitada, reduzida e/ou removida da atmosfera.

Metodologia 100% nacional

Francisco Higuchi, CEO da Tero Carbon, doutor em Ecologia e Manejo de Florestas Tropicais (UFPR/INPA/ FFPRI Japão) e com mais de 15 anos de experiência em projetos florestais, explica a importância do uso de uma metodologia 100% nacional para a certificação. Ele afirma que é razoável que o Brasil, e outras nações, tenham protagonismo na gestão de seus ativos ambientais. Além disso, os padrões e metodologias ‘regionais’ tendem a ser mais bem recebidos pelo mercado da “oferta” em si, pois estão mais próximos da realidade e contemplam as especificidades de cada local.

Enquanto as certificadoras internacionais trabalham com áreas acima de mil hectares, a Tero Carbon atende clientes a partir de cinco hectares. Outro diferencial é a certificação digital, cujo processo é realizado em uma plataforma online. A auditoria pode ser realizada digitalmente ou presencialmente, com a validação de informações em uma combinação de análises da equipe técnica, imagens de satélite e dados obtidos de bases oficiais.

A empresa utiliza blockchain para garantir segurança e rastreabilidade aos ativos ambientais certificados. Essa tecnologia armazena dados em blocos interligados em uma cadeia compartilhada, de forma que não é possível excluir nem modificar a cadeia sem o consenso da rede, o que torna o mecanismo inalterável ou imutável, garantindo a confiabilidade e a não duplicidade dos ativos. A Tero Carbon também conta com a plataforma OpenSea, que mostra as informações públicas dos projetos e links para os principais documentos, o que também confere transparência aos certificados emitidos.

Fundada há pouco mais de um ano, a Tero Carbon é a única certificadora do país com DNA genuinamente amazônico e que utiliza metodologias especialmente desenvolvidas para a realidade brasileira. Isso significa que a empresa respeita as características do território nacional, empregando uma abordagem objetiva e com protagonismo do componente social. Além disso, a empresa adota práticas de Mensuração, Reportagem e Verificação (MRV) e métodos reconhecidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU.

Sobre a Tero Carbon

A Tero Carbon é uma certificadora digital de créditos e estoque de carbono. Fundada em Manaus, em 2022, a empresa utiliza metodologias exclusivas, voltadas para a realidade brasileira e que seguem as orientações técnicas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), além de ser a primeira do segmento com DNA genuinamente amazônico. Seu corpo técnico possui mais de 15 anos de experiência no desenvolvimento de projetos de carbono florestal na Amazônia, com expertise sobre a logística da região e aspectos sociais das comunidades tradicionais. A certificadora utiliza a tecnologia blockchain para conferir segurança, confiabilidade e rastreabilidade ao processo de certificação de ativos ambientais e conta com o apoio de instituições renomadas do setor, entre as quais: Incubadora de Empresas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (IE-INPA), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Federação Nacional das Indústrias do Estado da Amazônia (FIEAM) e da venture builder VB92 Launch Hub.


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