
Edital apoia projetos em saúde, agropecuária, ambiente e indústria, com reserva de recursos para Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) recebe até 18 de setembro de 2026 inscrições para a Chamada CNPq/CT-Biotec/FNDCT/MCTI nº 24/2026, destinada a apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em biotecnologia no Brasil. A seleção contempla propostas individuais ou organizadas em redes de pesquisa, com foco em saúde humana, agropecuária, meio ambiente e indústria, utilizando recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Quem pode participar da chamada
As propostas em formato de rede devem reunir dois ou mais grupos de pesquisa vinculados a diferentes Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação. Também será possível apresentar projetos individuais, conforme as regras e os critérios definidos no edital da chamada.
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Quem achou a serpente de 80 milhões de anos descrita na NatureA iniciativa busca fortalecer grupos de pesquisa, estimular a criação de produtos e processos biotecnológicos e ampliar a capacidade brasileira de inovação. O edital também prevê ações de educação, popularização e divulgação científica destinadas a diferentes públicos.
Um dos destaques da chamada é a previsão de que pelo menos 30% dos recursos disponíveis sejam destinados a projetos cuja instituição responsável esteja sediada nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. A regra pode ampliar a participação de universidades, institutos de pesquisa e organizações de ciência e tecnologia da Amazônia Legal.
Entenda o caso
A biotecnologia reúne técnicas que utilizam organismos vivos, células, moléculas e processos biológicos para desenvolver soluções aplicadas à saúde, à produção de alimentos, à indústria e à conservação ambiental.
Na Amazônia, a área pode contribuir para a valorização sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento de bioinsumos, a recuperação de áreas contaminadas e a criação de produtos associados à bioeconomia. A chamada, no entanto, não é exclusiva para projetos da região e contempla instituições de todo o país.
Linhas temáticas previstas
O edital organiza o apoio em dez linhas temáticas. A Linha A é voltada à estruturação de uma Rede de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em bioprospecção, incluindo o uso de ferramentas modernas de biotecnologia e a sistematização de informações já produzidas no Brasil.
As Linhas B e C tratam de bioinsumos para a agropecuária sustentável e de tecnologias para escalonar sua produção, com atenção à pequena e média escala. Entre os focos estão a fixação biológica de nitrogênio, processos microbiológicos e soluções para o controle de pragas e doenças na agricultura e na pecuária.
A Linha D apoia o desenvolvimento de soluções biotecnológicas para a produção de bioplásticos. Já a Linha E contempla pesquisas aplicadas ao controle de qualidade, à validação e à avaliação da estabilidade e da eficiência de bioinsumos em diferentes condições ambientais e de armazenamento.
A diversificação da produção agropecuária para adaptação às mudanças climáticas é o tema da Linha F, que prevê o uso de cultivares e raças adaptadas. A Linha G apoia tecnologias de biorremediação de solos, águas e sedimentos contaminados, com estratégias sustentáveis para a degradação de poluentes.
Também estão incluídos projetos para a produção sustentável de biocombustíveis e bioenergia a partir de fontes renováveis, com aproveitamento de resíduos agrícolas, urbanos e industriais. Essa é a Linha H, que busca melhorar a eficiência dos bioprocessos e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
As duas últimas linhas abrangem novas ferramentas de bioinformática e tecnologias para conservação, caracterização e manejo de bancos de germoplasma vegetal, animal e de microrganismos. A bioinformática poderá envolver análise de dados ômicos, modelagem computacional, inteligência artificial e integração de bases de dados biológicos.
Bolsas e modalidades de apoio
Os projetos aprovados poderão contar com bolsas em diferentes modalidades. A chamada prevê oportunidades de Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI), Apoio Técnico em Extensão no País (ATP), Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI), Estágio ou Treinamento no Exterior (BSP), Estágio ou Treinamento no País (BEP), Especialista Visitante (EV) e Fixação e Capacitação de Recursos Humanos (SET).
A duração das bolsas não poderá ultrapassar o período de execução do projeto. As especificidades, os valores, os critérios de enquadramento e as condições para cada modalidade devem ser consultados diretamente no edital antes do envio da proposta.
Segundo o CNPq, a chamada publicada em 3 de agosto de 2026 apoia projetos de biotecnologia para saúde humana, agropecuária, ambiente e indústria, com recursos do FNDCT e reserva regional mínima de 30% para Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Como submeter uma proposta
Pesquisadores e instituições interessadas devem consultar a Chamada CNPq/CT-Biotec/FNDCT/MCTI nº 24/2026 e preparar a proposta de acordo com a linha temática escolhida. A submissão deverá observar os documentos exigidos, o cronograma, os critérios de avaliação e as regras para formação de redes de pesquisa.
O envio das propostas é realizado pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, sistema utilizado pelo CNPq para chamadas, bolsas e auxílios. O prazo final informado pelo conselho é 18 de setembro de 2026. Recomenda-se não deixar o envio para os últimos dias, especialmente quando a proposta envolver mais de uma instituição.
Após o encerramento das inscrições, as propostas seguirão as etapas de análise previstas no edital, incluindo a verificação documental e a avaliação de mérito. O resultado e eventuais atualizações deverão ser acompanhados nos canais oficiais do CNPq.
Perguntas frequentes
Até quando é possível enviar propostas?
As inscrições permanecem abertas até 18 de setembro de 2026, conforme o cronograma divulgado pelo CNPq.
A proposta precisa ser apresentada por uma rede?
Não. O edital aceita projetos individuais e propostas em rede, formadas por dois ou mais grupos de pesquisa de diferentes instituições.
Há prioridade para projetos da Amazônia?
A chamada não é exclusiva para a Amazônia, mas pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos de instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.
Os próximos passos são a submissão das propostas até 18 de setembro de 2026 e o acompanhamento das etapas de avaliação e divulgação dos resultados pelo CNPq.
Com informações de CNPq.
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