Elefante Sandro chega ao santuário em Mato Grosso com sinais de artrite e músculos atrofiados depois de 44 anos de zoológico

Elefante Sandro chega ao santuário em Mato Grosso com sinais de artrite e músculos atrofiados depois de 44 anos de zoológico
Foto: Tchap/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). O elefante Sandro no Zoológico de Sorocaba, em registro de arquivo.

O elefante-asiático Sandro, que viveu 44 anos no zoológico de Sorocaba, no interior de São Paulo, chegou ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT), com sinais de desgaste nas articulações e atrofia muscular. Segundo a equipe do santuário, os cuidadores perceberam um pequeno estalo ou oscilação nos joelhos traseiros quando ele anda devagar e apoia o peso nas patas de trás, além de rigidez nos quadris. O diagnóstico ainda não foi fechado: depende de exames que o elefante está sendo treinado para aceitar sem sedação. A mudança, feita em setembro de 2026, cumpriu uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Quem é Sandro

Sandro tem 54 anos e vivia desde 1982 no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba. Por anos, entidades de proteção animal pediram sua transferência para um local com mais espaço e convivência com outros elefantes. Em 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a mudança, considerando o recinto inadequado para um elefante idoso e o isolamento prejudicial ao seu bem-estar. A viagem até Mato Grosso, de cerca de dois dias, foi feita em setembro.

No santuário, Sandro é o único macho asiático entre os moradores atuais.

O que a equipe observou

Segundo o Santuário de Elefantes Brasil, que divulgou a avaliação nas redes sociais, os sinais observados em Sandro incluem:

  • estalo ou oscilação nos joelhos traseiros ao caminhar devagar;
  • rigidez nos quadris;
  • atrofia muscular.

A equipe aponta um provável desgaste nas articulações, compatível com artrite, mas ainda sem confirmação por exames.

Treino para ser examinado sem sedação

Sedar um elefante de várias toneladas tem riscos, especialmente num animal idoso. Por isso, o santuário usa treinamento por reforço positivo: o elefante aprende, com recompensas, a se aproximar, levantar as patas e aceitar o toque da equipe. Com isso, os cuidadores conseguem fazer exames físicos detalhados, inspeções nas solas das patas e radiografias sem precisar sedar o animal.

Enquanto isso, o plano é fortalecer a musculatura com movimento gradual em áreas mais amplas, para proteger a mobilidade de Sandro.

Um problema comum em elefantes de cativeiro

Problemas nas patas e nas articulações estão entre os mais frequentes em elefantes mantidos por muito tempo em espaços pequenos e pisos duros. Na natureza, elefantes caminham longas distâncias por dia em terrenos variados, o que mantém músculos e articulações em atividade. Por isso, santuários trabalham com áreas extensas, solo natural e rotina de movimento.

O santuário

O Santuário de Elefantes Brasil fica em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, e recebe elefantes vindos de zoológicos e circos da América do Sul. Os animais vivem em grandes áreas de vegetação nativa, com lagos e convivência com outros elefantes, sem exibição ao público.

Perguntas frequentes

Onde está o elefante Sandro?

No Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT), desde setembro de 2026.

Sandro tem artrite?

A equipe do santuário aponta sinais de desgaste nas articulações e atrofia muscular, mas o diagnóstico ainda depende de exames.

Quantos anos ele tem?

54 anos, 44 deles vividos no zoológico de Sorocaba.

Por que ele foi transferido?

Por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que considerou o recinto inadequado e o isolamento prejudicial ao bem-estar do animal.

Para a equipe, a prioridade agora é que Sandro ganhe confiança para aceitar os exames, o primeiro passo para definir o tratamento.

Com informações do Santuário de Elefantes Brasil e do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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