
A agência norte-americana de observação oceânica e atmosférica (NOAA) alertou para um fenômeno preocupante: o mundo enfrenta, pela segunda vez em uma década, um episódio em massa de branqueamento de corais devido às temperaturas oceânicas recordes.
Esse evento tem implicações sérias para a sobrevivência dos recifes de coral em todo o planeta, inclusive na icônica Grande Barreira de Corais, próxima à Austrália.
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O branqueamento de corais, vinculado ao aumento da temperatura da água, pode levar à morte desses organismos vivos sob exposição prolongada ou intensa ao estresse térmico.
No entanto, há esperança de reversibilidade: os corais afetados podem se recuperar se as temperaturas baixarem e outros fatores de estresse, como pesca excessiva ou poluição, forem reduzidos.
O episódio atual é o quarto registrado pela NOAA desde 1985, com ocorrências anteriores em 1998, 2010 e 2016. Esta situação alarmante ressalta os efeitos nocivos das mudanças climáticas.
A NOAA estima que o planeta já tenha perdido de 30 a 50% de seus recifes de coral, e há o temor de que eles possam desaparecer completamente até o final do século sem ações significativas.
Além disso, os oceanos, fundamentais para a regulação do clima global, estão atingindo temperaturas recordes. Desde fevereiro de 2023 até abril de 2024, um branqueamento significativo foi observado nos hemisférios norte e sul de cada grande bacia oceânica.
Esses eventos afetam não apenas os ecossistemas marinhos, mas também as populações humanas, impactando a segurança alimentar e as economias locais, especialmente o turismo.
Cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo dependem dos recifes de coral para alimentação, trabalho e proteção das costas, destacou a WWF. Além disso, mais de um quarto das espécies marinhas encontram abrigo nesses ecossistemas.
Os recifes de coral, visivelmente afetados pelo aquecimento global, são um lembrete vívido das consequências das mudanças climáticas e da importância de preservar esses ecossistemas vitais para o nosso planeta.
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