
Pesquisadores do Laboratório Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos, apresentaram pela primeira vez evidências de que o estresse crônico pode agravar o câncer e promover a metástase. O estudo, publicado na revista Cancer Cell, foi realizado com ratos de laboratório diagnosticados com câncer de mama.
Xue-Yan He, pesquisador do Laboratório Cold Spring Harbor, destaca a importância de entender o impacto do estresse. “O estresse é inevitável em pacientes com câncer. Após o diagnóstico, é difícil não pensar constantemente na doença, no tratamento ou nas preocupações familiares”, diz ele.
Leia também
Prodígio aos nove anos e futuro neurocirurgião infantil Aiden Wilkins redefine os limites da inteligência e da neurociência na faculdade
Como a vacinação de 1 milhão de grávidas pelo SUS derrubou as mortes infantis por bronquiolite no Brasil
Vacinação de profissionais de saúde reforça proteção dentro dos hospitaisSegundo os autores do estudo, o estresse crônico resulta na formação de “redes pegajosas” de neutrófilos – um tipo de glóbulo branco que auxilia o corpo a combater infecções e curar lesões. No entanto, essas redes facilitam a invasão de células cancerígenas nos tecidos.
O papel do estresse no câncer
Os pesquisadores dividiram os ratos com câncer de mama e metástase pulmonar em dois grupos. Um grupo foi submetido a situações estressantes, como flashes de luz, música alta ou privação de comida, enquanto o outro grupo permaneceu em condições normais.
Os ratos expostos ao estresse apresentaram maior crescimento tumoral e um aumento de até quatro vezes nas metástases pulmonares em comparação com os animais do grupo controle.
O estresse também resultou em uma diminuição no número de células imunológicas, como células T e células natural killer (NK), enquanto aumentava o número de neutrófilos que se deslocavam da corrente sanguínea para os tumores.
O estudo revelou que a corticosterona, um hormônio do estresse, promoveu a disseminação do câncer e causou a formação de lesões nos pulmões dos ratos.
“A redução do estresse deve ser um componente do tratamento e prevenção do câncer”, afirma a professora Linda Van Aelst, do Cold Spring Harbor Lab.
Embora os resultados do experimento pareçam confirmar que o estresse promove o crescimento do câncer, os autores ressaltam que isso não prova que viver sob estresse é um fator de risco para o desenvolvimento de tumores.
Nunca perca uma notícia da AmazôniaControle o que você vê no Google
O Google lançou as Fontes Preferenciais: escolha os veículos que aparecem com prioridade. Adicione a Revista Amazônia e garanta cobertura exclusiva sempre em destaque.
Adicionar Revista Amazônia como Fonte Preferencial1. Pesquise qualquer assunto no Google
2. Toque no ⭐ ao lado de "Principais Notícias"
3. Busque Revista Amazônia e marque a caixa — pronto!















