
Uma pesquisa recente publicada na revista Cell Reports estabeleceu uma conexão entre um fungo comum e a doença de Alzheimer.
Os cientistas descobriram como o fungo Candida albicans penetra no cérebro, ativa mecanismos que auxiliam na sua remoção e produz fragmentos de proteínas tóxicas, conhecidos como peptídeos. Essas proteínas são análogas ao beta amilóide, um componente fundamental no desenvolvimento do Alzheimer.
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Jalapeños, ovos e até ração são recolhidos após 431 casos de salmonela nos EUA; veja como se protegerA pesquisa foi conduzida por uma equipe do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos.
“Nosso laboratório tem uma longa trajetória no estudo de fungos, e por isso decidimos investigar a relação entre o C. albicans e o Alzheimer”, afirmou o Dr. David B. Corry, professor de medicina no Baylor College of Medicine, em um comunicado à imprensa.
Mas como o fungo chega ao cérebro? Os pesquisadores descobriram que o fungo produz enzimas chamadas proteases aspárticas secretadas (Saps), que rompem a barreira hematoencefálica – uma barreira de proteção que normalmente impede a entrada de substâncias prejudiciais no cérebro.
Essa ruptura permite que o fungo se infiltre no cérebro e cause danos. No entanto, a ligação entre o fungo, que causa a candidíase, e o desenvolvimento do Alzheimer ainda não está totalmente estabelecida.
Segundo os pesquisadores, são necessários mais estudos para avaliar o papel do C. albicans no desenvolvimento do Alzheimer. Isso poderia abrir caminho para estratégias terapêuticas inovadoras contra a doença.
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