
Pesquisadores chineses, em um estudo recentemente divulgado na revista científica Scientific Reports, alertam para os possíveis impactos do El Niño nos próximos meses, que podem levar a um aumento nas temperaturas globais.
Apesar de o fenômeno estar em declínio, ainda é esperado que ele contribua para o aumento da temperatura global, com a possibilidade de um recorde de calor global até junho deste ano. O estudo indica uma probabilidade de 90% para esse cenário, especialmente em áreas vulneráveis como a Baía de Benguela (Angola), Mar da China Meridional (Filipinas), Alasca, Mar do Caribe e Amazônia.
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Como os voos sincronizados e a comunicação da arara-azul-grande revelam as estratégias de sobrevivência da espécie na AmazôniaOs impactos previstos incluem ondas de calor marítimo ao longo do ano nas regiões da Baía de Benguela, Mar da China Meridional e Mar do Caribe. No Alasca, espera-se o derretimento de geleiras e permafrost, além de erosão costeira. Na Amazônia, há preocupação com o aumento dos incêndios florestais.
Os pesquisadores estimam que, com um El Niño moderado, a temperatura pode subir entre 1,03 ºC e 1,10 ºC acima do período de referência de 1951 a 1980. No entanto, essa elevação pode atingir entre 1,06 ºC e 1,20 ºC, dependendo da intensidade do fenômeno.
O El Niño é definido pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios que normalmente o dissipam. Segundo um relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), espera-se que este fenômeno transite para um período de neutralidade em breve, com 79% de probabilidade de ocorrer entre abril e junho de 2024. Durante esse período neutro, nem o El Niño nem o La Niña estão ativos.
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