Um dos destinos mais sonhados pelos brasileiros abriu as portas sem cobrar visto


Sabe aquela viagem para um lugar que parece de outro mundo, com uma cultura riquíssima e paisagens que misturam o futurista e o ancestral? Pois é, um desses lugares ficou muito mais fácil de visitar.

Ilustrar a alegria e a surpresa de um brasileiro ao descobrir que pode viajar para o Japão sem visto. A imagem de capa perfeita

O Japão, a terra do sol nascente, anunciou uma mudança que animou viajantes do Brasil inteiro. Desde o final de 2023, uma nova regra permite que brasileiros entrem no país sem a necessidade de solicitar um visto de turista. Isso mesmo, totalmente livre daquela burocracia.

Essa alteração é fruto de um acordo de reciprocidade. Ou seja, da mesma forma que os japoneses não precisam de visto para visitar as belezas do Brasil, nós também ganhamos esse passe livre para explorar o Japão.

O que mudou na prática para quem quer viajar ao Japão?

Antes, o processo para obter um visto japonês envolvia o preenchimento de formulários, apresentação de uma série de documentos e, claro, o pagamento de taxas. Era uma etapa que demandava planejamento e um certo investimento antes mesmo de comprar as passagens.

Com a nova regra, que começou a valer em 30 de setembro de 2023, cidadãos brasileiros portando um passaporte comum podem permanecer no Japão por até 90 dias sem visto. A finalidade da viagem deve ser turismo, visitas a amigos ou familiares, participação em eventos ou prospecção de negócios.

Essa medida, firmada entre os governos do Brasil e do Japão, tem uma validade inicial de três anos. É uma janela de oportunidade incrível para fortalecer os laços culturais e turísticos, que já são muito fortes entre as duas nações.

Quem tem direito a essa isenção?

A isenção é bem direta e beneficia a grande maioria dos viajantes. Se você tem um passaporte brasileiro válido e planeja uma estadia curta, de até 90 dias, você está coberto pela nova regra.

É importante destacar que essa facilidade não se aplica a todas as situações. Viagens com outros objetivos, como trabalho remunerado ou estudo de longa duração, ainda exigem a solicitação de um visto específico junto a uma embaixada ou consulado japonês no Brasil.

A grande sacada é que a medida visa impulsionar o turismo. Pense em explorar as luzes de Tóquio, os templos de Quioto ou as paisagens nevadas de Hokkaido — tudo isso sem a barreira do visto.

Passo a passo para se preparar para a viagem sem visto

Embora o visto não seja mais um requisito, a entrada no Japão não é automática. Existem algumas exigências que os oficiais de imigração verificarão na sua chegada. É como um checklist para garantir que sua visita será tranquila.

O Japão liberou a entrada de brasileiros sem visto! Saiba como funciona a isenção de 90 dias e o que você precisa para embarcar sem burocraciaO primeiro item, e talvez o mais crucial, é o seu passaporte. Ele não só precisa estar válido durante toda a sua estadia, mas também deve ser um passaporte com chip, também conhecido como passaporte eletrônico.

A maioria dos passaportes brasileiros emitidos desde 2011 já conta com essa tecnologia, então a chance de o seu já ser compatível é enorme. Esse pequeno detalhe é uma exigência de segurança do governo japonês.

A documentação que você precisa ter em mãos

Imagine chegar ao balcão da imigração depois de um longo voo. Ter tudo organizado vai fazer toda a diferença. Além do passaporte, você precisará apresentar suas passagens de ida e volta.

Isso comprova que você não tem a intenção de permanecer no país além do período permitido de 90 dias. É uma garantia para as autoridades locais.

Outro ponto fundamental é a comprovação de recursos financeiros. Você precisa mostrar que tem condições de se manter durante a viagem. Extratos bancários, limite do cartão de crédito ou dinheiro em espécie são algumas das formas de fazer isso.

Não há um valor fixo estipulado, mas os agentes de imigração usarão o bom senso para avaliar se seus recursos são compatíveis com a duração e o estilo da sua viagem. A comprovação de hospedagem, como reservas de hotel ou uma carta-convite, também será solicitada.

O registro online obrigatório — o Visit Japan Web

Aqui está um detalhe que muitos viajantes podem deixar passar. A isenção do visto não elimina a necessidade de preencher os formulários de imigração e declaração alfandegária. A boa notícia é que isso pode ser feito online, antes mesmo de embarcar.

O governo japonês centralizou esses procedimentos no portal Visit Japan Web. É uma plataforma criada para agilizar a entrada de turistas no país.

Nesse site, você fará um cadastro e inserirá as informações da sua viagem, seus dados pessoais e as informações do seu passaporte. É tudo muito intuitivo e em inglês.

Como funciona o preenchimento?

Após criar sua conta, você registrará sua chegada, informando o voo, o endereço da sua primeira noite no Japão e responderá a algumas perguntas padrão de imigração e alfândega. O processo é bem guiado.

Ao finalizar, a plataforma gera dois QR Codes distintos, um para a imigração e outro para a alfândega. Você pode salvá-los no seu celular ou imprimir. Na chegada ao aeroporto no Japão, basta apresentar esses códigos nos guichês indicados.

Esse sistema substitui os antigos formulários de papel que eram distribuídos no avião, tornando o processo muito mais rápido e moderno. Uma dica é fazer esse registro com alguns dias de antecedência para evitar qualquer correria.

Toda a lógica por trás dessa modernização é facilitar o fluxo de turistas, como explica a Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO), que promove o país como um destino acolhedor.

Dicas práticas para uma chegada sem estresse

Apesar da facilidade, é sempre bom estar preparado. A barreira do idioma pode ser uma questão, então ter aplicativos de tradução à mão é uma excelente ideia. Saber algumas frases básicas em japonês, como “Konnichiwa” (olá) e “Arigatou gozaimasu” (muito obrigado), também pode abrir sorrisos.

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Verifique também a validade do seu passaporte. O ideal é que ele tenha pelo menos seis meses de validade a contar da data da sua viagem, uma prática recomendada para qualquer destino internacional.

A regra da isenção é clara, mas a decisão final sobre a sua entrada no país é sempre do oficial de imigração. Por isso, ser educado, paciente e ter todos os documentos organizados é o melhor caminho.

O acordo foi amplamente noticiado e detalhado pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão, reforçando a seriedade e o compromisso com essa nova fase da relação bilateral.

E se eu quiser ficar mais de 90 dias?

A regra dos 90 dias é estrita. Se os seus planos incluem uma estadia mais longa, seja para um curso de japonês, um trabalho de verão ou apenas para explorar o país com mais calma, o caminho é outro.

Nesse caso, você precisará entrar em contato com a Embaixada ou um dos Consulados do Japão no Brasil para solicitar o visto correspondente à sua necessidade. O processo será diferente e exigirá documentação específica.

A isenção foi pensada para o turista, para aquele viajante que deseja uma imersão curta, mas intensa, na cultura japonesa.

Desde a implementação dessa medida, o interesse dos brasileiros pelo Japão cresceu visivelmente. A ausência da burocracia do visto removeu um obstáculo psicológico e financeiro, tornando o sonho de caminhar por Shibuya ou de ver o Monte Fuji de perto muito mais palpável.

Essa mudança representa mais do que apenas uma economia de tempo e dinheiro, ela simboliza uma ponte ainda mais forte entre duas culturas que, apesar da distância geográfica, sempre mantiveram uma admiração mútua e uma conexão histórica profunda — uma conexão que começou com os primeiros navios de imigrantes há mais de um século.