
Pesquisadores do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) formado pela FAPESP e Shell na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estão desenvolvendo uma máscara mais eficaz e confortável para o tratamento da apneia do sono.
A nova máscara utiliza a mesma tecnologia empregada em um projeto sobre turbinas a gás. O diferencial deste modelo é a capacidade de prevenir os “engasgos com ar” que ocorrem com o uso do equipamento Continuous Positive Airway Pressure (CPAP), atualmente utilizado no tratamento da doença.
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Imunidade e memória: como as vacinas ensinam o corpo a combater vírus e bactériasA apneia do sono, que afeta cerca de um terço dos brasileiros, é caracterizada por obstruções repetitivas da garganta durante o sono, resultando em pausas respiratórias. Essas interrupções podem causar doenças cardíacas devido à constante alteração da oxigenação. Nos casos moderados ou severos de apneia, a recomendação de tratamento é o uso do CPAP.
No entanto, muitos pacientes abandonam o tratamento com o CPAP devido aos engasgos causados pelo ar direcionado da boca para a cavidade nasal. Quando o engasgo ocorre, o CPAP também para de funcionar.
A nova máscara, já com pedido de patente registrado, foi projetada com uma divisória entre as cavidades nasais e bucais. Ela utiliza uma técnica de engenharia aplicada em equipamentos da indústria de gases para fazer o ar circular entre as duas cavidades, mantendo diferentes pressões do ar no nariz e na boca de forma autorregulada.
Os pesquisadores planejam agora testar o modelo de diodo fluídico em humanos. Projeções feitas em modelos geométricos indicam que a circulação do ar deve ser beneficiada. Uma demonstração do funcionamento da tecnologia pode ser vista em vídeo no canal USP Inovação no YouTube.
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