Gigantes do Rio novo aquário de Manaus será marco no turismo

Projeto do aquário foi divulgado pelo prefeito de Manaus. Foto: Divulgação/Implurb ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/turismo/manaus-aquario-municipal-rooftop/
Projeto do aquário foi divulgado pelo prefeito de Manaus. Foto: Divulgação/Implurb ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/turismo/manaus-aquario-municipal-rooftop/

Cinco milhões de litros de pura Amazônia. Esta é a capacidade do tanque principal do novo complexo de entretenimento e conservação que está sendo erguido na capital amazonense. As obras do aquário Manaus novo entraram na fase final de acabamento técnico, consolidando o projeto como o maior aquário de água doce do planeta, focado exclusivamente no ecossistema da bacia amazônica.

A grande atração, o aquário amazônico pirarucu, foi projetado para abrigar exemplares adultos do “gigante das águas doces” (Arapaima gigas), que podem atingir até 3 metros de comprimento. O tanque principal utiliza tecnologia de acrílicos de alta resistência com 30 cm de espessura, permitindo uma visão panorâmica e imersiva sem distorções ópticas, simulando o leito dos rios Solimões e Negro.

Espécies e Biodiversidade em Exibição

Além do pirarucu, o complexo contará com mais de 25 tanques secundários, totalizando a exibição de cerca de 300 espécies diferentes. O percurso foi desenhado para educar o visitante sobre a estratificação da vida nos rios:

  • Zonas de Várzea: Com espécies de pequeno porte e plantas aquáticas raras.

  • Canal Profundo: Onde habitarão grandes bagres como a piraíba e o jaú.

  • Igarapés: Recriando o ambiente de águas calmas e ricas em taninos para peixes ornamentais e arraias motoro.

Uma área de destaque será dedicada ao peixe-boi da Amazônia, em parceria com o INPA, servindo não apenas como exposição, mas como centro de reabilitação para animais resgatados que não podem retornar imediatamente à natureza.

Tecnologia de Suporte à Vida (LSS)

O coração do aquário não está nos tanques, mas nos bastidores. O sistema de suporte à vida (Life Support System) utiliza filtragem biológica e mecânica de última geração para manter a qualidade da água sem a necessidade de trocas massivas frequentes, economizando recursos hídricos.

Sensores inteligentes monitoram em tempo real o pH, o oxigênio dissolvido e a temperatura, replicando as variações sazonais dos rios amazônicos. Isso garante que o comportamento dos peixes seja o mais natural possível, incentivando inclusive a reprodução em cativeiro para fins de repovoamento e pesquisa científica.

Impacto no Manaus turismo 2026

A previsão de abertura oficial está marcada para o segundo semestre de 2026. A expectativa é que o aquário receba mais de 800 mil visitantes no primeiro ano, tornando-se o principal indutor do Manaus turismo 2026. O projeto prevê a geração de 500 empregos diretos e indiretos, desde biólogos e veterinários até guias bilíngues.

Para o Amazonastur, o empreendimento preenche uma lacuna histórica na capital: oferecer uma experiência de “selva” com conforto e acessibilidade para turistas de cruzeiros e visitantes internacionais que possuem pouco tempo de permanência na cidade.

Conservação e Educação Ambiental

Diferente de aquários tradicionais, o novo complexo nasce com um forte braço de pesquisa. Laboratórios envidraçados permitirão que o público acompanhe o trabalho de cientistas do MPEG e da UFAM na análise de comportamento das espécies.

O roteiro educativo é totalmente interativo, utilizando realidade aumentada para mostrar como o desmatamento nas margens afeta a visibilidade e a saúde dos rios. O objetivo é que o visitante saia não apenas maravilhado com a estética do pirarucu, mas consciente de que a preservação do habitat natural é a única forma de garantir a existência desses gigantes fora dos tanques.

Manaus se prepara para mostrar o rio por dentro. O novo aquário promete ser o espelho de um bioma que o mundo admira, mas que poucos conhecem em tamanha profundidade.

Gostou desta reportagem?
Siga a Revista Amazônia no Google News

⭐ SEGUIR AGORA