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Presidente da Amport, Flávio Acatauassú, participa do evento Diálogos Hidroviáveis

Flávio Acatauassú fala sobre os portos do Arco Amazônico no Diálogos Hidroviáveis

Presidente da Amport, Flávio Acatauassú, participa do evento Diálogos Hidroviáveis

O diretor presidente da Associação Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport), Flávio Acatauassú, participou nesta quinta-feira (24) do evento Diálogos Hidroviáveis, programa de integração permanente de iniciativas para o desenvolvimento sustentável das hidrovias brasileiras. O encontro é promovido pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro-Norte (Adecon) e pelo Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação do Estado do Pará (Sindarpa).

Em sua apresentação, Flávio falou sobre os portos da região e destacou os avanços e perspectivas do setor no contexto da COP 30. “Nós temos convicção da força dos portos do Arco Amazônico, que possuem boa profundidade e calados apenas limitados pelos canais de acesso ao mar. Além disso, temos uma vocação natural para o transporte de granéis vegetais, minerais e líquidos. Nossas operações estão totalmente alinhadas com os conceitos de sustentabilidade da COP 30”, disse o executivo.

Flávio também fez uma interessante comparação entre os modais de transporte, demonstrando que seriam necessários 716 vagões no transporte ferroviário e 1430 carretas no modal rodoviário para transportar o equivalente a um comboio de 50.000T no modal aquaviário. “Os dados existentes comprovam que o transporte aquaviário é o mais eficiente e sustentável ecologicamente falando, sendo a vocação natural de transporte na Amazônia”, argumentou.

O executivo ainda falou sobre a importância da retomada das obras da EF-170 (Ferrogrão), projetada para interligar a região do município de Sinop (MT) às Estações de Transbordo de Cargas em Miritituba (PA). Quando entregue, a via terá papel estruturante importante não só para o escoamento da produção de granéis vegetais e da importação de fertilizantes, combustíveis e produtos manufaturados na Zona Franca de Manaus, dentre outros, mas também para mitigar os impactos socioambientais negativos existentes.

Ao encerrar sua apresentação, Acatauassú falou sobre a capacidade dos portos do Arco Amazônico e acrescentou o enorme potencial de crescimento que existe na região. “Atualmente, podemos embarcar 58 milhões de toneladas de graneis vegetais por ano nos portos de Itacoatiara, Santarém, Santana, Barcarena e Tegram. De acordo com nossos projetos em andamento, conseguiremos ampliar em mais 42 milhões de toneladas, nos próximos 6 anos, nesses portos. A movimentação via transporte aquaviário vem crescendo ano a ano no Arco Amazônico. E temos muito ainda para crescer com sustentabilidade, impactando minimamente o meio ambiente, contribuindo de forma positiva para a elevação do IDH local e para a economia de todo o país”, encerrou.

O evento segue até o dia 25 na sede do Sindarpa, em Belém. Ao final, um resumo dos assuntos abordados será encaminhado para o Governo do Pará.

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