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Divulgação - Embrapa

Meio século da Embrapa Cerrados: como o Cerrado virou caso de sucesso

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O Dia da Agricultura, celebrado anualmente em 17 de outubro, assume um novo significado em 2025, ano que marca os cinquenta anos da Embrapa...
Foto: ZOOTAXA/Divulgação

Nova perereca amplia mapa da biodiversidade no Cerrado

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Uma perereca que nasce com o nome de um rio ameaçado No coração do Cerrado mineiro, entre matas de galeria e riachos de águas rápidas,...
Divulgação

Cerrado precisa estar no centro da COP30 em Belém

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Conhecido como o coração das águas do Brasil, o Cerrado é uma savana de importância global, mas que segue invisível nos grandes debates internacionais...
Reprodução - Escola Educação

Inteligência artificial identifica áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

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A vanguarda tecnológica na recuperação da savana brasileira O Cerrado brasileiro, conhecido por sua biodiversidade singular e importância hídrica, acaba de ganhar um aliado digital...
Foto: Glauco Umbelino

Conectividade no Cerrado entra em colapso com avanço agrícola

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Conectividade sob pressão: fragmentação e isolamento O avanço das lavouras mecanizadas e das pastagens cultivadas converteu extensas áreas contínuas de vegetação nativa em um mosaico...

Lobo-guará lidera o retorno da vida no Cerrado

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O lobo-guará consegue detectar a regeneração de frutos nativos em áreas queimadas apenas quarenta e oito horas após as primeiras chuvas sobre as cinzas....
Reprodução - Agência Brasília

Lobo-guará: aliado inesperado da agropecuária no Cerrado

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O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), maior canídeo da América do Sul, é muitas vezes lembrado apenas por sua figura esguia e sua marcha silenciosa nos...
Reprodução

Pesquisa revela como plantas do Cerrado evitam o enfarte hidráulico letal

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A engenharia invisível da "floresta invertida" Enquanto a superfície do Cerrado parece castigada pelo sol durante os meses de estiagem, uma operação complexa de sobrevivência...
Foto: Ricardo Delegado

Crise climática altera química de plantas medicinais e ameaça curas no Cerrado

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O Cerrado brasileiro, detentor de uma biodiversidade taxonômica superior até mesmo à da Amazônia, enfrenta um paradoxo científico alarmante. Enquanto pesquisadores de instituições como...
Divulgação - GEF

A força silenciosa das reservas privadas na proteção do cerrado brasileiro

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Os guardiões silenciosos das águas e das raízes profundas A paisagem de Augusto de Lima, no coração de Minas Gerais, ganhou recentemente um novo fôlego...
João Medeiros

Cientistas descobrem no Cerrado poderosas armas naturais contra o câncer

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A farmácia ancestral sob as lentes da alta tecnologia O bioma Cerrado, frequentemente chamado de savana brasileira, guarda em sua vegetação resiliente um arsenal biológico...
Fernando Frazão/Agência Brasil

Revisão do IBGE redefine fronteiras do Cerrado e da Mata Atlântica

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A mais recente revisão dos limites territoriais da Mata Atlântica e do Cerrado, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reacendeu debates...
Foto: Dudu Coladetti

O Cerrado invisível: por que plantar árvores pode secar as nascentes do Brasil

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O paradoxo da árvore no coração da savana Existe uma imagem profundamente enraizada no imaginário coletivo de que um ambiente saudável deve ser, obrigatoriamente, repleto...
Foto: Rafael Oliveira/Unicamp

Estudo revela que áreas úmidas do Cerrado estocam mais carbono que a Amazônia

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O tesouro submerso nas profundezas do solo brasileiro A percepção tradicional sobre os grandes biomas brasileiros costuma colocar a Amazônia no centro do debate climático...
Foto: Amazônia Real

Além da Amazônia, por que o Cerrado é o Elo Mais Fraco no Acordo...

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O Cerrado sob Pressão: O Lado Oculto do Acordo Mercosul-União Europeia Enquanto os olhos do mundo se voltam para a densa vegetação da Amazônia, um...

Como a parceria vital entre o lobo-guará e a lobeira garante a regeneração do...

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No vasto e antigo cenário do cerrado brasileiro, um bioma marcado por estações secas e chuvosas e pela histórica adaptação ao fogo, ocorre um...

Do pirarucu com IA à bioeconomia milionária, cinco inovações que mudam a Amazônia e...

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A ciência brasileira está redefinindo a relação entre floresta e produção. Depois de oito décadas de pesquisa iniciadas ainda no Instituto Agronômico do Norte,...

Julho registra menor área queimada em sete anos, mas especialistas alertam para riscos no...

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Julho de 2025 trouxe um dado animador para quem acompanha a devastação causada pelo fogo no Brasil. Segundo o Monitor do Fogo, do MapBiomas,...
A cena se repete centenas de vezes todos os dias nas vastas extensões do Cerrado e nas bordas da Amazônia. Um tamanduá-bandeira, com sua imponente cauda de bandeira e focinho alongado, aproxima-se de um cupinzeiro robusto. Com as garras dianteiras afiadas, ele abre um buraco na estrutura dura de terra. Mas ele não vai ficar ali até saciar toda a sua fome. O grande segredo biológico desse mamífero impressionante é a sua capacidade de consumir milhares de insetos sem comprometer o futuro da colônia. Ao contrário do que se pode imaginar, o tamanduá-bandeira não devasta os cupinzeiros que visita. Essa interação é um exemplo refinado de sustentabilidade natural que garante a sobrevivência de ambos. Para realizar essa façanha, o animal conta com uma ferramenta altamente especializada e única na natureza. O Myrmecophaga tridactyla possui uma língua surpreendente que pode chegar a 60 centímetros de comprimento. Essa estrutura fina e musculosa é projetada para a eficiência e a velocidade. Coberta por uma saliva extremamente pegajosa e por pequenas espinhas voltadas para trás, a língua penetra rapidamente nos túneis do cupinzeiro, capturando centenas de cupins e formigas em questão de segundos. Estudos sobre o comportamento da espécie indicam que a língua pode entrar e sair da boca até 160 vezes por minuto. A velocidade é crucial porque, assim que a colônia percebe o ataque, as formigas-soldado e os cupins-soldado começam a reagir e a atacar o intruso com mordidas e substâncias químicas, tornando a alimentação dolorosa e menos proveitosa para o tamanduá. É justamente essa reação defensiva da colônia, somada a um instinto evolutivo refinado, que dita o ritmo da alimentação. O tamanduá come por dia uma quantidade expressiva de insetos, visitando até duzentos cupinzeiros ou formigueiros diferentes em sua jornada diária. No entanto, ele passa pouquíssimo tempo em cada local, geralmente menos de dois minutos. Essa pressa não é apenas para evitar as picadas, ela tem uma função ecológica fundamental. Ao comer apenas uma pequena fração da colônia e seguir em frente antes de causar danos irreparáveis à rainha ou à estrutura principal, o tamanduá-bandeira permite que o cupinzeiro se recupere e a colônia repovoe a área atacada. É uma dinâmica de "coleta" sustentável, um comportamento que a ciência reconhece como essencial para a manutenção do equilíbrio nos ecossistemas onde a espécie vive. Essa relação próxima entre o tamanduá e as comunidades de insetos sociais tem repercussões positivas que vão além da simples alimentação de um indivíduo. A atividade do tamanduá-bandeira ajuda a controlar as populações de cupins e formigas, evitando que estas se tornem superpopulações que poderiam desequilibrar a vegetação nativa ou outras dinâmicas locais. Ao abrir buracos nos cupinzeiros duros, o tamanduá também cria microhabitats para outras espécies menores que utilizam essas aberturas como abrigo ou fonte de alimento. A sustentabilidade dessa interação, onde o predador não extermina sua presa mas sim "gere" o recurso de forma a garantir sua renovação, é um dos pilares da biodiversidade nas savanas brasileiras. O tamanduá-bandeira é um jardineiro especializado, moldando a paisagem ao seu redor com uma sabedoria moldada por milênios de evolução. Observar um tamanduá-bandeira em seu habitat natural é uma experiência única. Sua aparência é inconfundível, com a pelagem grossa e acinzentada, a faixa diagonal preta com bordas brancas cruzando o peito e as costas, e claro, a imensa cauda peluda que usa para se equilibrar e até como "cobertor" para regular a temperatura do corpo durante o sono. Muitas vezes, especialmente ao amanhecer ou ao entardecer, quando a luz rasante realça as texturas do Cerrado, é possível avistar uma fêmea carregando seu filhote nas costas. O filhote fica perfeitamente alinhado com a faixa preta da mãe, uma camuflagem eficiente para protegê-lo de predadores enquanto ela se desloca pelos campos em busca dos cupinzeiros sustentáveis que garantem sua subsistência. Essa imagem de renovação e cuidado maternal reflete a resiliência da vida selvagem brasileira. A preservação do tamanduá-bandeira é crucial para a saúde dos biomas que ele habita, como o Cerrado e o Pantanal, e também para áreas de transição da Amazônia. Sendo uma espécie-chave, sua presença indica a qualidade do ambiente e o bom funcionamento das teias tróficas. Proteger o habitat desse grande mamífero significa proteger toda a rede de interações ecológicas que ele sustenta, incluindo a saúde dos solos e o ciclo dos insetos. Iniciativas de conservação focadas na proteção de corredores ecológicos e na conscientização sobre a importância da coexistência com a fauna selvagem têm demonstrado resultados positivos, mostrando que é possível garantir o futuro dessa e de muitas outras espécies emblemáticas do Brasil. A visão de um tamanduá caminhando livremente pelos campos no início do dia é um testemunho de esperança e da força da biodiversidade. A lição que o tamanduá-bandeira nos oferece é simples, profunda e extremamente atual. Seus hábitos alimentares nos mostram que é possível satisfazer nossas necessidades sem esgotar as fontes que nos sustentam. O equilíbrio que ele mantém com os cupinzeiros é um lembrete valioso de que a verdadeira sustentabilidade reside no respeito aos ciclos naturais e na compreensão de que somos parte de um sistema interconectado. O cuidado que ele tem ao "colher" sem destruir aponta um caminho para refletirmos sobre como podemos gerenciar nossos próprios recursos e interagir com o planeta que compartilhamos com tantas outras formas de vida extraordinárias. BOX LATERAL: O Gigante das Américas | O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é o maior das quatro espécies de tamanduás existentes. Sem dentes, ele é um especialista em comer formigas e cupins. Sua pelagem longa e acinzentada, com uma faixa diagonal preta, e sua cauda enorme e peluda, que lembra uma bandeira, o tornam inconfundível. Adaptado tanto a florestas quanto a campos abertos como o Cerrado, ele é um símbolo da nossa biodiversidade.

O segredo do tamanduá-bandeira na preservação do Cerrado ao equilibrar a vida nos cupinzeiros...

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A cena se repete centenas de vezes todos os dias nas vastas extensões do Cerrado e nas bordas da Amazônia. Um tamanduá-bandeira, com sua...
Brasil

Brasil acelera restauração florestal com foco na Amazônia e Cerrado às vésperas da COP30

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A redução do desmatamento no Brasil em 2023, apontada pela Rede MapBiomas, é um sinal de progresso ambiental. No entanto, o retrocesso na destruição...

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