bioeconomia amazônica - resultados da busca

Se você não gostou dos resultados, por favor, faça outra pesquisa
Divulgação

UNAMA abre feira de bioeconomia gratuita em Belém durante a COP30

0
A cidade de Belém caminha para um novembro de intensa mobilização ambiental. A Universidade da Amazônia (UNAMA) assumiu o papel de anfitriã de uma...
Reprodução

Lula garante que produtores da Amazônia não serão prejudicados por tarifa dos EUA e...

0
Em entrevista concedida à Rede Amazônica e exibida na manhã desta terça-feira, 9 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que...
exporta

Exporta Mais Amazônia: empresas amazônicas movimentam mais de R$ 35 milhões em negócios durante...

0
De 19 a 22 de novembro, a c foi palco de uma iniciativa que reforça o potencial econômico de produtos compatíveis com a floresta...
Reprodução - Portal da Sustentabilidade

Eco Invest Brasil destina 25% de recursos para turismo sustentável na Amazônia

0
O protagonismo comunitário como motor da conservação O turismo no Brasil está passando por uma mudança de paradigma: a transição do simples "visitar a natureza"...
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.

Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos

0
Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão...
Marca Amazônia: o Alfabeto Hidrográfico que vai Blindar a Floresta

Marca Amazônia cria o alfabeto hidrográfico que vai blindar a floresta

0
Apenas 35% dos brasileiros conhecem a Amazônia, um dado alarmante que revela um abismo entre o patrimônio nacional e seu próprio povo. O Brasil...
Divultação - Governo Amapá

ICLEI reúne lideranças no Amapá para preparar protagonismo amazônico na COP30

0
A Amazônia, maior floresta tropical do mundo e reguladora vital do clima global, foi palco de um novo passo na preparação do Brasil para...
fruto de cupuaçu aberto mostrando polpa branca e sementes

Como os povos indígenas da Amazônia transformaram o cupuaçu ao longo de cinco mil...

0
O cupuaçu (Theobroma grandiflorum), uma das árvores mais emblemáticas da Amazônia, não é um mero produto do acaso da floresta natural. A ciência e...
foto: Léo Ramos Chaves/Pesquisa FAPESP

Brasil e Reino Unido lançam nova chamada para pesquisas sobre a Amazônia

0
O esforço conjunto entre cientistas brasileiros e britânicos ganha novo fôlego. O British Council, por meio do Fundo de Parcerias Internacionais em Ciências (ISPF)...
Fundo Amazônia e TFFF: entenda as diferenças e objetivos

Tributação justa pode destravar a nova economia da Amazônia

0
A discussão sobre tributação da sociobioeconomia amazônica ganhou centralidade na COP30 e expôs um ponto sensível para o futuro do desenvolvimento sustentável brasileiro: o...
projetos

Fundação Amazônia Sustentável vai distribuir R$ 170 milhões da Alemanha em projetos ambientais

0
  A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) está selecionando projetos para investir R$ 170 milhões, doados pelo governo alemão, em iniciativas que fomentem a bioeconomia, combatam...

A jornada linguística do açaí tupi e o impacto positivo da bioeconomia sustentável na...

0
A árvore que sustenta a economia de comunidades inteiras no Norte do Brasil carrega em seu nome uma descrição biológica precisa, cunhada séculos antes...
Divulgação - Futurecom

Amazônia é destaque em Futurecom com soluções limpas e bioeconomia

0
Com a COP30 se aproximando, a Amazônia brilhou no painel Clean Tech Solutions do Futurecom, realizado nesta semana em São Paulo. Intitulado “Soluções limpas...

Saneamento é o maior desafio ambiental da Amazônia, diz ministro

0
O descarte inadequado de resíduos e a carência de saneamento básico emergem como o maior desafio ambiental da Amazônia. Embora o olhar público e...
Foto: Roger Consoli

Da floresta à renda: a bioeconomia que nasce das mãos da juventude ribeirinha

0
A Amazônia tem sido, ao longo das últimas décadas, um laboratório vivo para experiências que combinam preservação ambiental, geração de renda e fortalecimento comunitário....
Crianças plantando uma árvore com o logotipo da COP30 Belém para Amazônia Brasil 2025 ao fundo.

Fundo Brasil-ONU para Amazônia: como os novos projetos de bioeconomia e combate ao crime...

0
O pacto pela bioeconomia e a reconstrução do tecido amazônico A Amazônia Legal atravessa um momento de redefinição de suas bases produtivas e sociais, impulsionado...
Borboleta Morpho azul vibrante pousada em uma folha seca na floresta amazônica iluminada por feixe de luz solar denso e esfumaçado

Borboletas revelam o avanço invisível do caos

0
O calor extermina silenciosamente as borboletas amazônicas antes mesmo da motosserra derrubar a primeira árvore. Estudos recentes apontam uma redução letal de até 40%...

Como os compostos da copaíba vermelha revelam ação multi alvo contra o coronavírus e...

0
A copaíba, árvore amplamente conhecida pela medicina tradicional como o "antibiótico da mata", acaba de confirmar seu potencial na vanguarda da ciência mundial através...
Reprodução

Belém recebe Fórum Carbono Neutro 2025 como aquecimento para a COP-30

0
Belém se prepara para se tornar, em 2025, um dos epicentros do debate climático mundial. A cidade, escolhida para sediar a COP-30 no ano...
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Belém renasce com legado verde e moderno: Lula entrega porto e aeroporto antes da...

0
A poucos dias da abertura da COP30, o Pará vive um marco de transformação em sua infraestrutura. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Últimas noticias