STADLER reúne 50 participantes de 10 países, testa plásticos e inaugura centro de 2.160 m²

STADLER reúne 50 participantes de 10 países, testa plásticos e inaugura centro de 2.160 m²
Foto: Divulgação

Instalação na Alemanha permitirá validar máquinas, materiais e soluções digitais antes da implementação em plantas de reciclagem.

Antes que uma nova configuração de máquinas chegue a uma planta de reciclagem, materiais como PEAD, PET e filme plástico poderão ser submetidos a testes em escala operacional na Alemanha. A STADLER inaugurou, em 23 de setembro de 2026, um Centro de Testes de aproximadamente 2.160 m² em Altshausen, cidade que abriga a sede e a principal unidade de produção da empresa.

A abertura ocorreu durante o STADLER Summit 2026, encontro que recebeu 50 participantes de 10 países, entre representantes de empresas do setor e jornalistas especializados. O objetivo foi aproximar decisões de engenharia da realidade encontrada pelas operações de triagem e reciclagem.

O que muda com a nova estrutura

O espaço foi criado para apoiar testes fundamentais, desenvolvimento de protótipos e aperfeiçoamento de máquinas, componentes e soluções digitais. Dos cerca de 2.160 m² distribuídos por vários galpões, 726 m² são destinados diretamente à área de testes e aos equipamentos.

Na prática, clientes poderão levar seus próprios materiais, comparar diferentes configurações e ajustar parâmetros de processamento antes de decidir por uma implantação. A proposta reduz a dependência de estimativas feitas apenas em projetos e permite observar o comportamento de diferentes frações em condições próximas às de uma operação industrial.

STADLER reúne 50 participantes de 10 países, testa plásticos e inaugura centro de 2.160 m²
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Segundo a STADLER, o Centro de Testes inaugurado em 23 de setembro de 2026, em Altshausen, Alemanha, foi projetado para validar materiais, equipamentos e soluções digitais voltados à triagem e à reciclagem.

Plásticos e inteligência digital no mesmo ambiente

A demonstração de abertura processou três tipos de materiais: polietileno de alta densidade, conhecido pela sigla PEAD, PET e filme plástico. A escolha permitiu apresentar a capacidade da instalação de trabalhar com frações que apresentam características diferentes durante a separação.

O centro reúne exemplares dos principais equipamentos fabricados na unidade de Altshausen e também ferramentas digitais. Entre elas estão um assistente de inteligência artificial para análise de materiais, sensores de fluxo volumétrico e o sistema STADLERconnect.

Esses recursos podem ser usados para observar o desempenho do processo, apoiar ajustes e comparar resultados entre configurações. A empresa também prevê treinamentos práticos para operadores e profissionais de manutenção, com foco na regularidade da capacidade de processamento, na disponibilidade das plantas e na recuperação e pureza dos materiais separados.

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Da engenharia à linha de produção

O Summit não ficou restrito à inauguração. A programação incluiu apresentações sobre um novo classificador por ar com tambor, soluções digitais para acompanhar o desempenho das plantas, tecnologias para sistemas de triagem de nova geração e serviços oferecidos ao longo da vida útil dos equipamentos.

Os participantes também conheceram a fábrica de Altshausen, onde mais de 350 funcionários atuam em áreas de produção e logística que somam mais de 20.000 m². O percurso passou por armazenamento, processamento de chapas metálicas, soldagem robotizada, pintura eletrostática e montagem final.

A unidade produz componentes usados em plantas de triagem projetadas sob medida. Estão nessa lista sistemas de correias transportadoras, separadores balísticos, classificadores por ar com tambor, sistemas de dosagem e cabines de triagem.

Por que testar antes de investir

Resíduos plásticos não formam uma matéria-prima uniforme. Formato, peso, umidade, composição e mistura com outros materiais influenciam a separação. Por isso, um equipamento que apresenta bom resultado em uma determinada corrente de resíduos pode exigir regulagens diferentes em outra.

STADLER reúne 50 participantes de 10 países, testa plásticos e inaugura centro de 2.160 m²
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O teste com amostras do próprio cliente ajuda a aproximar o projeto das condições que serão encontradas na operação. Também permite avaliar alternativas técnicas antes da compra, identificar limitações e orientar a capacitação das equipes que vão conduzir a planta.

Essa etapa é especialmente relevante para sistemas que precisam combinar equipamentos mecânicos, sensores e plataformas de dados. A integração entre essas camadas pode afetar tanto a pureza dos materiais recuperados quanto a estabilidade da operação, embora os resultados dependam das características de cada instalação e dos resíduos processados.

O vínculo com os desafios da Amazônia

Para a Amazônia, a discussão interessa porque a triagem é uma das etapas que definem o aproveitamento de materiais após a coleta. Municípios e empresas que estruturam sistemas de recuperação de plásticos precisam considerar volume, composição dos resíduos, distância até as unidades de processamento e disponibilidade de profissionais treinados.

O novo centro não representa uma instalação na região amazônica nem anuncia um projeto específico para os estados do Norte. Sua utilidade para o debate regional está na metodologia: testar o material real, comparar configurações e preparar os operadores antes de ampliar a infraestrutura. Essa lógica pode orientar avaliações de equipamentos em diferentes realidades de coleta, desde que sejam consideradas as características locais e a escala de cada operação.

Produção interna e próximos passos

De acordo com a empresa, investimentos recentes em robôs de soldagem e em um centro de usinagem CNC vertical ampliaram a capacidade da fábrica de Altshausen. A manutenção de etapas internas de produção permite concentrar engenharia, fabricação e montagem no mesmo ecossistema, com controle direto sobre qualidade, precisão e prazos.

Julia Stadler, Co-CEO do Grupo STADLER, afirmou que o encontro foi planejado para ouvir clientes e discutir a evolução do setor, além de apresentar soluções. “Ao reunir engenharia, produção, digitalização e serviços, podemos apoiar nossos clientes durante todo o ciclo de vida de suas plantas e ajudá-los a responder aos seus requisitos operacionais e de mercado específicos”, declarou.

Com a inauguração, a expectativa é que o Centro de Testes passe a apoiar novos conceitos de máquinas, diferentes modelos de classificadores por ar, processos com plásticos e têxteis e capacitação técnica, ampliando a validação antes da implementação comercial de cada solução.

Com informações de STADLER.

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