Voluntário com medo de altura sobe 6 metros para salvar coruja presa em galpão, mas história tem desfecho triste

A ave chegou viva ao centro de reabilitação em Utrecht, mas não resistiu ao enfraquecimento acumulado no confinamento. Ilustração criada com Inteligência Artificial

Um voluntário que admite ter medo de altura enfrentou uma situação difícil ao receber um chamado para resgatar uma coruja presa a aproximadamente seis metros do chão. O animal estava encurralado entre uma janela e um armário dentro de uma marcenaria.

O caso aconteceu em Lopik, na Holanda, e foi divulgado pela emissora regional RTV Utrecht. Joost van Hoof, voluntário de uma ambulância de animais, decidiu participar da retirada mesmo sabendo que precisaria subir até um ponto elevado.

A operação conseguiu retirar a ave com vida, mas a história terminou de maneira triste. Apesar de ter sido encaminhada a um centro especializado, a coruja estava muito debilitada e não sobreviveu.

Coruja ficou presa a seis metros de altura

A ocorrência foi registrada em uma marcenaria localizada no parque industrial De Copen. Segundo o relato, a ave entrou no galpão, colidiu com uma janela e acabou presa em um espaço estreito.

O local ficava entre o vidro e um armário alto, sem espaço suficiente para a coruja abrir as asas e voltar a voar. Funcionários perceberam a situação e solicitaram ajuda.

Quando o voluntário chegou, encontrou o animal imóvel em uma posição de difícil acesso. A altura e os equipamentos presentes no galpão complicavam a aproximação.

Socorrista admitiu que tinha medo de altura

Joost van Hoof atua há aproximadamente 15 anos na Dierenambulance IJsselstein, serviço dedicado ao atendimento e transporte de animais em situações de emergência.

Mesmo com essa experiência, ele reconheceu que sente medo de altura. O chamado exigia justamente uma atividade que provocava desconforto: subir vários metros para alcançar uma ave presa.

Segundo o relato publicado pela imprensa local, a preocupação com o animal acabou pesando na decisão de participar do resgate.

O episódio chamou atenção porque o voluntário precisou enfrentar uma dificuldade pessoal enquanto tentava cumprir seu trabalho.

Funcionários ajudaram a alcançar o animal

A retirada exigiu uma aproximação complicada. Conforme a reportagem, foram utilizados objetos disponíveis no galpão para permitir que os envolvidos alcançassem a altura onde a ave estava presa.

A operação contou com uma escada, uma máquina, uma banqueta e o próprio armário. Um funcionário da marcenaria também ajudou durante o procedimento.

Embora a retirada tenha funcionado naquele episódio, esse tipo de improvisação apresenta riscos graves de queda e não deve ser reproduzido. Resgates em altura exigem equipamentos apropriados e profissionais capacitados.

O voluntário utilizou luvas grossas para reduzir o risco de ferimentos provocados pelas garras da coruja.

Ave estava tão quieta que parecia morta

Ao conseguir chegar perto, Joost encontrou uma situação preocupante. A coruja permanecia praticamente imóvel, sem demonstrar a agitação que poderia ser esperada de um animal assustado.

Por alguns instantes, ele temeu que ela já estivesse morta. Entretanto, ao segurá-la, percebeu movimentos e sinais de que ainda estava viva.

A ave conseguia movimentar as asas e acompanhava o ambiente com os olhos. Esses sinais permitiram que o socorrista prosseguisse com a retirada.

A imobilidade, porém, indicava que o estado do animal precisava ser avaliado por especialistas.

Coruja foi levada a um centro de reabilitação

Depois de retirar a ave do galpão, o voluntário a encaminhou à Vogelopvang Utrecht, instituição especializada no acolhimento e cuidado de aves.

No local, profissionais e um veterinário examinaram suas condições. A intenção era verificar os danos provocados pelo acidente e oferecer atendimento adequado.

O animal havia sobrevivido ao período em que ficou preso e chegou vivo ao centro. Entretanto, apresentava sinais importantes de enfraquecimento.

A equipe não conseguiu reverter seu estado, e a coruja morreu após o resgate.

Por que a coruja não resistiu?

Segundo as informações divulgadas, o principal problema identificado foi o enfraquecimento apresentado pela ave quando chegou ao abrigo.

O material não informa exatamente quanto tempo ela permaneceu presa, nem apresenta um diagnóstico detalhado sobre possíveis lesões internas provocadas pela colisão.

Por isso, não é possível afirmar que uma fratura, desidratação ou outro problema específico tenha sido a causa isolada da morte.

O que ficou registrado foi que a retirada aconteceu com sucesso, mas o quadro clínico já era grave demais para a recuperação.

Espécie também é conhecida no Brasil

A ave foi identificada como uma coruja-das-igrejas, reconhecida pelo formato de coração que aparece em sua face.

No Brasil, uma coruja muito semelhante é conhecida popularmente como suindara. Trata-se de uma ave associada a ambientes abertos, áreas rurais e construções utilizadas como abrigo.

Essas corujas se alimentam principalmente de pequenos animais, incluindo roedores, e desempenham um papel importante nos ecossistemas.

A presença em galpões e outras estruturas humanas pode facilitar o encontro com pessoas, mas também expõe as aves a riscos como colisões e aprisionamentos.

Janelas podem representar perigo para aves

Superfícies de vidro podem ser difíceis de perceber durante o voo, especialmente quando refletem a vegetação ou permitem enxergar espaços aparentemente livres.

Uma ave pode interpretar essas imagens como uma passagem e acabar colidindo com a superfície.

Dependendo da força do impacto, o acidente pode provocar ferimentos que não são imediatamente visíveis.

Além disso, espaços estreitos entre móveis, paredes e janelas podem impedir a saída de animais que entram acidentalmente em construções.

O caso holandês reuniu justamente uma colisão com vidro e um local de aprisionamento elevado.

O que fazer ao encontrar uma coruja presa?

A primeira recomendação é evitar tentativas de captura por pessoas sem treinamento. Mesmo debilitadas, corujas possuem garras capazes de causar ferimentos.

Também é importante não assustar o animal com barulho excessivo ou movimentos bruscos, que podem agravar uma situação de estresse.

No Brasil, a orientação é procurar órgãos ambientais, serviços de resgate de fauna ou equipes locais habilitadas para esse tipo de ocorrência.

Quando a ave está em altura, nunca se deve improvisar uma estrutura de acesso ou subir em móveis e máquinas para alcançá-la.

Resgate emocionante terminou com uma perda

A história de Joost van Hoof mostrou o esforço de um voluntário que decidiu enfrentar o próprio medo para retirar uma coruja de um local perigoso.

O animal foi alcançado e transportado com vida para receber atendimento veterinário, mas não conseguiu se recuperar do enfraquecimento.

O desfecho reforça a importância de comunicar rapidamente situações envolvendo animais feridos ou presos e de buscar profissionais preparados.

O detalhe mais emocionante é que o voluntário, mesmo com medo de altura, conseguiu alcançar a coruja a seis metros do chão. A tristeza veio depois, quando a ave não resistiu, apesar da tentativa de salvamento.

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