
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou nesta sexta-feira (4/7) a contribuição do Banco do Brics, que é o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países emergentes e em desenvolvimento.

10ª Reunião Anual do NDB
A declaração foi feita durante a cerimônia de abertura da 10ª Reunião Anual do NDB, realizada no Fairmont Hotel, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
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De onde vem o açaí que você toma na tigela? Veja como ele nasce e cresce“O banco demonstrou ao longo da última década que esse modelo de desenvolvimento não apenas é financeiramente viável, como também se traduz em impactos concretos e sustentáveis”, afirmou Haddad, que representa o Brasil no Conselho de Governadores da instituição.
Origem do NDB
Criado em 2014, durante a 6ª Cúpula do Brics em Fortaleza, o NDB já aprovou 120 projetos, que somam US$ 39 bilhões em financiamentos. Haddad citou como exemplos obras de infraestrutura viabilizadas com recursos da instituição, como a modernização de mais de 40 mil quilômetros de rodovias, o aumento da oferta de água potável em 290 mil metros cúbicos por dia, a implementação de quase 300 quilômetros de trilhos urbanos e a construção de 35 mil moradias.
“Esses dados representam mais do que execução orçamentária e boa governança. Traduzem escolas mais acessíveis, comunidades mais conectadas, famílias com acesso a água limpa, cidadãos vivendo com mais dignidade. São os exemplos mais concretos de como o multilateralismo dos Brics tem impacto dentro da vida dos seus cidadãos”, disse o ministro.
Objetivos do Banco
Segundo Haddad, o banco surgiu da constatação de uma lacuna histórica no sistema financeiro internacional do pós-guerra, que não vinha atendendo adequadamente as demandas de longo prazo por infraestrutura e desenvolvimento sustentável dos países do Sul Global.
“Tirando lições da história das relações entre instituições financeiras e Estados soberanos, o banco aprimorou sua atuação por meio de uma governança equitativa, sob a égide da cooperação entre iguais, oferecendo soluções financiadas conforme as prioridades nacionais e dentro dos contextos de cada país”, enfatizou o ministro.
Processo de expansão
Ele também elogiou a liderança da presidenta do NDB, Dilma Rousseff, à frente do processo de expansão do banco, que resultou em uma nova dimensão geopolítica e internacional. De cinco países fundadores – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, a instituição passou a contar com nove membros, com a adesão de Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Egito e, mais recentemente, Argélia. “Esse processo de expansão demonstra a relevância e a atratividade do NDB, ao mesmo tempo em que reflete o papel estratégico desempenhado pela presidenta Dilma Rousseff”, disse Haddad.
Segundo ele, a celebração de 10 anos reafirma a convicção de que é possível construir um modelo de cooperação sensível às necessidades dos países-membros. “Que a próxima década seja marcada por ainda mais ambição, mais parcerias transformadoras e mais impacto positivo para gerações presentes e futuras”, afirmou.
A 10ª Reunião Anual do NDB tem como tema “Driving Development: Fostering Innovation, Cooperation, and Impact through a Multilateral Development Bank for the Global South” (Impulsionando o Desenvolvimento: Promovendo Inovação, Cooperação e Impacto por meio de um Banco Multilateral de Desenvolvimento para o Sul Global). O encontro reúne autoridades, delegados e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades do financiamento ao desenvolvimento na atual conjuntura internacional.
Agenda
Neste sábado (5/7), além de uma Sessão do Conselho de Governadores do NDB, Haddad deve conduzir a reunião de Ministros de Finanças e de Presidentes de Bancos Centrais do Brics.
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