
Parauapebas (PA) — Mais de 200 pessoas passaram pelo Complexo Turístico de Parauapebas, no sudeste do Pará, na noite de domingo (8), para o Carimbó Ambiental, ação de conscientização realizada pelo Instituto AmazôniaTEC em alusão ao Dia Mundial do Solo, celebrado em 5 de dezembro. Sem palanque e sem palestra, a mobilização usou música e dança de raiz paraense para levar à praça o debate sobre conservação do solo na Amazônia.
A programação começou às 17h, com entrada gratuita, e encerrou o ciclo de desdobramentos do simpósio “Sustentabilidade e Uso do Solo: Caminhos para um Futuro Resiliente”, promovido pelo mesmo instituto. Moradores, entidades e autoridades ocuparam as arquibancadas e a arena central do complexo.
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Mais de 200 pessoas na arena do Complexo Turístico
Segundo o Instituto AmazôniaTEC, realizador da ação, o Carimbó Ambiental reuniu mais de 200 pessoas no Complexo Turístico de Parauapebas (PA) em 8 de dezembro de 2024, em alusão ao Dia Mundial do Solo.
O número confirma a leitura que motivou o formato: em uma cidade jovem e formada por migrantes de todo o país, a manifestação mais tradicionalmente paraense funciona como ponto de encontro — e um público que fica para dançar é um público que fica para ouvir.

Música de raiz como ferramenta de conscientização ambiental
A escolha do formato foi deliberada. O simpósio havia tratado de manejo, degradação e recuperação de solos diante de um público restrito; o Carimbó Ambiental pegou o mesmo tema e o colocou em espaço aberto, no fim de uma tarde de domingo.
O Dia Mundial do Solo foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para chamar atenção a um recurso que costuma ficar fora do debate ambiental, ofuscado por floresta e rio. No sudeste do Pará, região marcada por mineração, pecuária e frentes de expansão agrícola, o solo é justamente onde a conta ambiental aparece primeiro.
A apresentação ficou a cargo do grupo de expressão cultural Retumbá. Saias floridas rodando, pés descalços no piso da arena, maracas, violão e voz: o carimbó, patrimônio cultural imaterial do Brasil desde 2014, entrou como linguagem de mobilização, não como atração de encerramento.
A ação também abrigou o projeto “No Sonido da Maraca — Na Cultura da Inclusão”, executado pelo Instituto AmazôniaTEC com apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), cujo banner esteve exposto na arena ao longo de toda a programação.

Ficha do evento
- Evento: Carimbó Ambiental — Dia Mundial do Solo
- Realização: Instituto AmazôniaTEC
- Data: domingo, 8 de dezembro de 2024
- Horário: a partir das 17h
- Local: Complexo Turístico de Parauapebas (PA)
- Público estimado: mais de 200 pessoas
- Atração cultural: Grupo de Expressão Cultural Retumbá
- Projeto vinculado: No Sonido da Maraca — Na Cultura da Inclusão (PNAB)
- Entrada: gratuita e aberta ao público
- Contexto: desdobramento do simpósio “Sustentabilidade e Uso do Solo: Caminhos para um Futuro Resiliente”
Entenda o caso
O Dia Mundial do Solo é celebrado em 5 de dezembro por decisão da ONU e alerta para a degradação de um recurso que leva séculos para se formar e pode se perder em poucos anos de manejo inadequado. Em Parauapebas, o Instituto AmazôniaTEC trabalhou o tema em duas etapas: primeiro o simpósio técnico “Sustentabilidade e Uso do Solo: Caminhos para um Futuro Resiliente” e, na sequência, o Carimbó Ambiental, ação cultural aberta à sociedade civil no Complexo Turístico da cidade.
O que fica depois da roda
Uma noite de música não recupera um solo. O que ela muda é quem passa a olhar para ele. Ao trocar o auditório pela arena e o slide pela maraca, o instituto testou um formato replicável — e barato — para manter o assunto vivo entre um simpósio e outro.

A expectativa do Instituto AmazôniaTEC é dar continuidade ao ciclo em 2025, levando a ação de conscientização a outros pontos do município.
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