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Belém ganha Casa SESI Indústria Criativa para inovação amazônica

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Na Avenida Comandante Brás de Aguiar, em Belém, um sobrado histórico ganha nova vida: após um trabalho cuidadoso de restauração que revelou nove camadas de tinta, vitrais originais e madeira de lei nos pisos, o casarão da Belle Époque se transforma na Casa SESI Indústria Criativa. Nesse local, a indústria se abre à cultura, à inovação e ao futuro da Amazônia.

Promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), por meio do Serviço Social da Indústria – SESI Pará, em parceria com o Conselho Nacional do SESI e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o espaço não se limita a uma mostra arquitetônica: é ponto de convergência entre os valores da indústria amazônica, o patrimônio cultural e as dinâmicas da economia criativa.

A abertura ocorreu em duas etapas: um soft opening voltado à imprensa e convidados em 3 de novembro, e a inauguração oficial marcada para 9 de novembro — em pleno roteiro da COP30. O momento não é apenas simbólico: o espaço integrará o “Brazilian Industry Hub”, que reunirá debates da indústria nacional durante o evento climático.

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Patrimônio restaurado, cidade reinventada

O edifício, com quase um século de história, traz traços elegantes da Belle Époque belenense — detalhes que foram revelados no processo de restauração: pisos originais, vitrais, camadas de cor que escondiam a estética original. As intervenções não só preservam o passado, mas projetam a cidade para o futuro. Como disse o superintendente do SESI Pará, Dário Lemos, restaurar este lugar é também valorizar a história de Belém e criar algo novo.

Cultura, inovação e economia criativa

O novo espaço abriga quatro exposições simultâneas em sua abertura. A mostra “Casa SESI” resgata a trajetória do imóvel, enquanto “Im-PARÁ-veis”, sob direção da artista visual paraense Roberta Carvalho, destaca a criatividade amazônica. “Joias da Amazônia” apresenta biojoias produzidas por artesãs locais a partir de materiais da biodiversidade, em iniciativa do Instituto Elabora Social com patrocínio da Hydro e apoio institucional do Sistema FIEPA, Jornada COP+ e Aimex. Por fim, “Upcycling SENAI” reúne peças da economia circular produzidas por alunos do SENAI Pará a partir de roupas e calçados apreendidos pela Receita Federal.

Segundo a gerente executiva de Cultura do SESI, Ana Cláudia Moraes, o local reflete uma reconexão com a cidade e com a criatividade — oficinas, cursos, debates sobre arte, tecnologia, robótica, design e sustentabilidade serão rotina.

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Indústria que pensa Amazônia

O presidente do Sistema FIEPA e diretor regional do SESI Pará, Alex Carvalho, afirmou que a Casa é “um presente para Belém” que reunirá debates da indústria sobre clima, sustentabilidade e desenvolvimento socioeconômico. FIEPA O espaço anuncia que a indústria brasileira e amazônica está conectada à bioeconomia, à inovação e aos desafios do futuro — não em contraste com a floresta, mas em diálogo com ela.

Parceria, território e legado

A iniciativa marca também uma mudança de postura: o SESI e a FIEPA investem de maneira mais expressiva em cultura e inovação como forças transformadoras. O casarão, antes silencioso, renasce como plataforma viva de ideias, oportunidades e coletividade. A transformação do patrimônio arquitetônico se soma à economia criativa e ao fortalecimento do território — valorizando Belém como lugar de criação, não apenas de preservação.

A cidade no mapa da COP30

Com a COP30 prestes a mobilizar olhares globais para Belém, a Casa SESI Indústria Criativa aparece como um nó estratégico. É local de articulação onde a indústria discute florestas, inovação e bioeconomia; é também espaço de cultura onde a Amazônia se revela por meio de arte, design e economia circular. Ao abrir suas portas, a Casa aponta para uma Amazônia que se afirma, que participa e propõe.

A reinauguração deste casarão histórico em Belém representa mais do que uma restauração arquitetônica: é um sinal de convergência entre memória, indústria, inovação e território. A Casa SESI Indústria Criativa é palco e símbolo de um momento em que Belém se reafirma como protagonista — na cultura, na economia e na política do futuro amazônico.

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