
O clorofito (Chlorophytum comosum) é uma planta fácil de cuidar e excelente para ambientes internos. Além de purificar o ar, ele se destaca por sua capacidade de propagação rápida. Se você deseja multiplicar suas mudas de clorofito e espalhar mais verde pela casa, confira o passo a passo para propagar essa planta com sucesso.
Neste artigo
1. Escolhendo a planta-mãe para propagação
Para garantir mudas saudáveis, escolha um clorofito adulto e bem desenvolvido. Essa planta produz pequenas mudas, chamadas de filhotes ou estolhos, que brotam das pontas de hastes longas. O ideal é selecionar filhotes que já tenham algumas raízes visíveis.
- Como identificar? Os filhotes devem ter pelo menos 5 cm de comprimento e apresentar raízes pequenas e saudáveis.
- Quando propagar? O melhor período para a propagação é na primavera e no verão, quando a planta está em crescimento ativo.
2. Como separar as mudas de clorofito
A separação das mudas pode ser feita de duas formas: deixando-as enraizar na planta-mãe antes do corte ou destacando-as e colocando-as diretamente na terra ou na água.
- Método tradicional: Corte as mudas com uma tesoura afiada, deixando um pequeno pedaço da haste.
- Método natural: Se preferir, deixe os filhotes em um vaso com solo ao lado da planta-mãe até criarem raízes e só então faça o corte.
3. Propagação das mudas na água
Uma forma simples e eficiente de estimular o enraizamento é deixar as mudas na água antes do plantio definitivo no solo.
- Passo a passo:
- Coloque as mudas em um recipiente com água filtrada, submergindo apenas as raízes.
- Mantenha o recipiente em um local com luz indireta.
- Troque a água a cada cinco dias para evitar o acúmulo de fungos.
- Assim que as raízes atingirem cerca de 3 a 5 cm, as mudas estão prontas para serem transplantadas para o solo.
4. Plantando as mudas no solo
Caso prefira plantar diretamente no solo, utilize um substrato leve e bem drenado para favorecer o crescimento das mudas de clorofito.
- Escolha do vaso: Prefira vasos com furos de drenagem para evitar o acúmulo de água.
- Solo ideal: Misture terra vegetal, areia e perlita para criar um substrato aerado.
- Rega: Regue moderadamente e evite encharcar o solo, pois o clorofito não tolera umidade excessiva.

5. Cuidados pós-plantio
Após o plantio, alguns cuidados ajudam a garantir que as mudas de clorofito se desenvolvam saudáveis.
- Luz: Mantenha em um local iluminado, mas sem luz solar direta.
- Adubação: Aplique um fertilizante líquido balanceado a cada 30 dias.
- Poda: Remova folhas secas para estimular novos brotos.
Com essas dicas, suas mudas de clorofito crescerão rapidamente, trazendo mais verde e frescor para os ambientes internos.
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![Abelhas nativas superam antibióticos em testes clínicos Noventa e nove por cento de eficácia. Este é o índice de inibição bacteriana registrado em laboratório pelo mel de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, superando antibióticos comerciais. Uma pesquisa pioneira no Pará está validando o que populações tradicionais já sabiam: este "ouro líquido" possui propriedades cicatrizantes e antimicrobianas extraordinárias. O estudo, conduzido por uma rede de pesquisadores de instituições como a UFPA e o MPEG, não foca no mel convencional da abelha africana (Apis mellifera). O alvo são as espécies nativas da Amazônia, como a tiúba (Melipona fasciculata) e a uruçu-cinzenta (Melipona fasciculata), cujo mel possui características físico-químicas únicas. A meliponicultura Amazônia está deixando de ser uma atividade apenas extrativista para se tornar um pilar da bioeconomia medicinal. Diferente do mel comum, o mel das abelhas sem ferrão é mais fluido, menos doce e possui uma acidez natural elevada, fatores que, somados a compostos bioativos da flora amazônica, criam um ambiente hostil para patógenos. O mecanismo biológico da cura A ciência por trás do mel medicinal Pará revela um coquetel de defesa natural. As abelhas nativas sem ferrão mel produzem uma substância rica em peróxido de hidrogênio (um potente antisséptico) e flavonoides com ação anti-inflamatória. Quando aplicado em feridas, este mel forma uma barreira protetora que impede a infecção e estimula a regeneração dos tecidos. Pesquisadores da Fiocruz analisam como as enzimas presentes na saliva dessas abelhas, misturadas ao néctar de plantas medicinais da Amazônia, criam compostos que quebram o biofilme bacteriano – uma "armadura" que protege as bactérias e torna as infecções crônicas difíceis de tratar com medicamentos convencionais. [Imagem de apoio 1: Pesquisadora em laboratório analisando amostras de mel de abelhas nativas em placas de Petri.] Resultados clínicos preliminares são promissores. Em testes realizados com pacientes voluntários que apresentavam úlceras crônicas (como as decorrentes de diabetes), a aplicação compressiva de mel de tiúba resultou no fechamento completo das feridas em tempos significativamente menores que os tratamentos padrão, sem efeitos colaterais. A ciência valida o saber ancestral Este avanço científico não parte do zero. O uso medicinal do mel de meliponíneos é uma prática milenar entre povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia. A pesquisa atual atua como uma ponte, aplicando rigor metodológico para validar e quantificar a eficácia de tratamentos que já curavam infecções de pele e inflamações de garganta há gerações. O INPA destaca que a composição do mel varia drasticamente de acordo com a espécie de abelha e a flora local. Por isso, a certificação de origem e o manejo sustentável são cruciais. Um mel colhido de uma colônia de tiúba que se alimentou de jaborandi terá propriedades diferentes de um colhido de uma colônia de jandaíra que visitou aroeiras. Esta validação científica abre portas para a integração do mel nativo no Sistema Único de Saúde (SUS) como fitoterápico, especialmente em regiões remotas onde o acesso a antibióticos é limitado. Além disso, atrai o interesse da indústria farmacêutica global, que busca novas moléculas para combater a crescente crise de resistência a antibióticos. Desafios da produção e sustentabilidade Apesar do potencial revolucionário, a produção de mel medicinal Pará enfrenta gargalos. As abelhas nativas sem ferrão produzem muito menos mel que as africanas (cerca de 1 a 3 litros por ano por colônia, contra até 40 litros das Apis). Isso torna o produto raro e de alto valor agregado, exigindo técnicas de manejo precisas para não esgotar as colônias. O IBAMA alerta que o aumento da demanda pode incentivar o extrativismo predatório. A solução reside no fortalecimento da meliponicultura Amazônia sustentável. Criar abelhas sem ferrão em caixas racionais, plantando espécies nativas ao redor, é a única forma de garantir produção constante e preservar a biodiversidade. [Imagem de apoio 2: Meliponicultor manejando caixas racionais de abelhas sem ferrão em um sistema agroflorestal.] A destruição de habitats é outra ameaça direta. Muitas espécies de abelhas sem ferrão nidificam exclusivamente em ocos de árvores centenárias. O desmatamento elimina não apenas a flora da qual elas se alimentam, mas seus locais de reprodução, colocando em risco a existência dessas operárias da saúde florestal. Bioeconomia e futuro da medicina amazônica O mel das abelhas nativas sem ferrão não é apenas um remédio, é um vetor de desenvolvimento sustentável. Fortalecer cadeias produtivas de mel medicinal Pará gera renda para comunidades locais, incentivando a conservação da floresta em pé. Um hectare de floresta preservada vale muito mais com a produção de mel medicinal e outros produtos da sociobiodiversidade do que convertido em pasto. A criação de laboratórios de certificação e controle de qualidade no Pará é fundamental para que esse mel chegue ao mercado farmacêutico com segurança e valor justo. O Imazon defende políticas públicas que desburocratizem a regularização da meliponicultura Amazônia e fomentem cooperativas de produtores. O futuro da medicina pode estar escondido em uma pequena caixa de abelhas no coração da floresta. Validar cientificamente o poder curativo do mel de abelhas nativas sem ferrão é um passo crucial para uma medicina mais integrada, sustentável e acessível, que reconhece e valoriza a sabedoria dos povos que coexistem com a Amazônia. O ouro da floresta é medicinal e precisa ser preservado. A cura para feridas resistentes não virá apenas de sínteses químicas, mas da inteligência biológica que a Amazônia aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.](https://revistaamazonia.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-32-100x70.webp)




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