
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que acontecerá em Belém, no Pará, em 2025, deixará um legado marcante para a região: o Museu das Amazônias. Localizado próximo ao Porto do Futuro II, o museu tem previsão de inauguração em novembro do mesmo ano, coincidindo com o evento internacional que reunirá líderes globais.
Preparativos estruturais para a COP-30

Em outubro, um importante avanço para a realização desse projeto foi concretizado com a assinatura de um convênio entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). O acordo prevê o repasse de R$ 19,9 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), para viabilizar a criação do museu. O convênio foi inicialmente firmado em julho pela ministra do MCTI, Luciana Santos, e o governador do Pará, Helder Barbalho.
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), também em Belém e vinculado ao MCTI, será o responsável pela implementação do Museu das Amazônias. Segundo Nilson Gabas Jr., diretor do MPEG, o novo museu será construído com base em um amplo processo de consulta a diversos atores da região amazônica. Ele destacou que o espaço abordará as diferentes dimensões do bioma, incluindo áreas menos exploradas, como a Amazônia marinha e a Amazônia negra. “O museu será uma representação plural das várias faces da Amazônia, mostrando tanto suas convergências quanto suas diversidades”, afirmou Gabas.
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A proposta do Museu das Amazônias é ser uma plataforma permanente para retratar a biodiversidade da floresta, suas comunidades e a importância global do bioma. O espaço pretende promover o diálogo sobre desenvolvimento sustentável e conservação ambiental, destacando o papel crucial da Amazônia na luta contra as mudanças climáticas.
O projeto do museu envolve a colaboração de outras instituições, como o Museu da Amazônia (MUSA), e contará com financiamento de diversas fontes. A contribuição da Finep representa cerca de 25% do custo total da obra, que busca atrair outros parceiros para completar o financiamento necessário.
Com sua entrega prevista para coincidir com a COP 30, o Museu das Amazônias promete ser um espaço de preservação, educação e conscientização ambiental, alinhado aos debates que ocorrerão durante o evento global em Belém.

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