
Formação on-line da Embrapa aborda agroecologia, mobilização social e segurança alimentar.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, em 7 de agosto de 2026, o curso gratuito de horta comunitária “Tá na Horta”, uma formação on-line de 30 horas voltada a pessoas, escolas, associações, projetos sociais e comunidades interessadas em criar ou fortalecer áreas de cultivo coletivo. Disponível na plataforma e-Campo, o curso reúne técnicas de produção, princípios agroecológicos, mobilização de moradores e orientações para articular parcerias com prefeituras e instituições locais.
A proposta é ampliar a visão sobre as hortas urbanas. Além de ensinar o cultivo de hortaliças, a capacitação apresenta caminhos para identificar áreas disponíveis, planejar a implantação, organizar o manejo e aproveitar a produção excedente. O conteúdo também relaciona agricultura urbana a educação ambiental, saúde, desenvolvimento sustentável e segurança alimentar.
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O curso foi estruturado para atender iniciativas que pretendem ir além da horta doméstica. As aulas mostram como transformar terrenos baldios, espaços públicos, escolas, associações e áreas comunitárias em locais de produção de alimentos e convivência.
Entre os temas estão os conceitos básicos de hortas urbanas e periurbanas, a escolha e o planejamento da área, a produção de mudas, o preparo do espaço, o manejo agroecológico, a colheita e os cuidados de pós-colheita. A formação também discute o aproveitamento do excedente, uma etapa importante para reduzir desperdícios e ampliar os benefícios da produção.
Segundo a Embrapa, o curso “Tá na Horta” apresenta estratégias para mobilizar vizinhos, envolver parceiros e viabilizar iniciativas junto a prefeituras e instituições. Esse componente social é essencial para manter a horta ativa, definir responsabilidades e garantir que o espaço continue atendendo aos objetivos da comunidade.
Segurança alimentar e realidade amazônica
Hortas comunitárias podem contribuir para aumentar o acesso a alimentos frescos, especialmente em territórios com maior vulnerabilidade social. A produção local também aproxima moradores dos ciclos da natureza e estimula conhecimentos sobre alimentação saudável, reaproveitamento de resíduos e conservação do solo.
Na Amazônia, a iniciativa pode dialogar com diferentes realidades urbanas e periurbanas dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Em cidades que enfrentam dificuldades de abastecimento, longas distâncias entre produtores e consumidores ou falta de áreas verdes, o cultivo comunitário pode funcionar como estratégia complementar de educação, convivência e produção de alimentos.
Segundo a Embrapa, o curso gratuito “Tá na Horta” tem 30 horas e está disponível on-line, na plataforma e-Campo, desde agosto de 2026. A formação é autoinstrucional, o que permite ao participante acompanhar as aulas no próprio ritmo, desde que tenha acesso à internet.
Entenda o caso
As hortas comunitárias são áreas de cultivo organizadas coletivamente por moradores, escolas, associações, órgãos públicos ou projetos sociais. Elas podem ocupar terrenos públicos ou privados autorizados e produzir hortaliças, ervas, plantas alimentícias e outras espécies adequadas ao local.
A implantação exige mais do que sementes e ferramentas. É necessário avaliar o acesso à água, as condições do solo, a incidência de luz, a segurança do espaço e a divisão das tarefas. Também é importante estabelecer regras para o uso da área, o destino dos alimentos e a manutenção durante períodos de férias, chuvas intensas ou baixa participação.
O curso da Embrapa combina essas questões práticas com a dimensão social da agricultura urbana. A intenção é apoiar projetos capazes de permanecer em funcionamento e gerar benefícios para mais pessoas.
Como funciona a formação
Com cinco módulos, o conteúdo parte dos fundamentos das hortas comunitárias e avança para temas ligados à organização, ao cultivo e à sustentabilidade econômica. Os participantes conhecem possibilidades de geração de trabalho e renda e aprendem a planejar ações de mobilização no território.
A parte prática inclui orientações sobre produção de mudas, implantação dos canteiros, manejo das plantas, colheita e conservação dos alimentos. O material também aborda o uso do excedente, que pode ser direcionado para consumo das famílias, doação, atividades educativas ou outras formas definidas pelo grupo responsável.
Por ser uma formação on-line e sem cobrança de taxa, o curso pode ser acessado por pessoas de diferentes regiões do país. Para quem vive na Amazônia, o conteúdo pode servir como ponto de partida para adaptar hortas às condições locais de clima, disponibilidade de água, tipo de solo e espécies tradicionalmente cultivadas em cada comunidade.
A inscrição pode ser feita a qualquer momento na plataforma e-Campo. O interessado pode acessar o curso gratuito de horta comunitária e consultar as orientações para iniciar a formação.
Quem pode participar
O curso é indicado para moradores envolvidos em iniciativas coletivas, professores, agentes públicos, técnicos, lideranças comunitárias, estudantes, agricultores urbanos e representantes de organizações sociais. Também pode ser útil para grupos que ainda estão na fase de planejamento e precisam entender como escolher o local e organizar a participação dos interessados.
Não é necessário ter uma horta em funcionamento para acompanhar as aulas. A capacitação pode ajudar tanto quem pretende iniciar um projeto quanto quem já cultiva e busca melhorar a produção, a gestão dos canteiros ou a relação com parceiros públicos e privados.
Perguntas frequentes
O curso da Embrapa é gratuito?
Sim. A formação “Tá na Horta” é gratuita e está disponível na plataforma e-Campo da Embrapa.
Qual é a duração do curso?
O curso tem carga horária de 30 horas, distribuídas em cinco módulos.
É possível fazer as aulas no próprio ritmo?
Sim. A formação é autoinstrucional e pode ser acompanhada on-line de acordo com a disponibilidade de cada participante.
As inscrições permanecem abertas e os próximos passos dependem do acesso do interessado à plataforma e da conclusão dos módulos da formação.
Com informações de Embrapa.
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