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Pará lidera risco de desmatamento na Amazônia em 2026, aponta PrevisIA

Inteligência Artificial do Imazon mapeia o risco de desmate para orientar fiscalização. Saiba quais cidades e Unidades de Conservação precisam de atenção urgente

A Amazônia enfrenta 5,5 mil quilômetros quadrados sob risco de desmatamento em 2026, segundo dados da plataforma PrevisIA, desenvolvida pelo IMAZON. O Pará lidera o ranking com 2.010 km² em situação crítica, seguido por Mato Grosso (1.021 km²) e Amazonas (1.019 km²). Juntos, esses três estados respondem por 73% de toda a área ameaçada.

A ferramenta de inteligência artificial foi criada para apoiar ações de proteção da floresta, antecipando onde o desmatamento pode ocorrer. A plataforma classifica os territórios em cinco níveis de risco — de muito baixo a muito alto — e pretende orientar políticas públicas, fortalecer a fiscalização e direcionar estratégias preventivas.

Da área total calculada, 1.648 km² (30%) estão sob risco baixo, percentual similar à soma das áreas sob risco alto (1.026 km²) ou muito alto (660 km²). Os municípios amazônicos mais ameaçados são São Félix do Xingu e Altamira, no Pará, seguidos por Porto Velho (RO), Apuí (AM) e Itaituba (PA).

Nas Unidades de Conservação, a PrevisIA indica 598 km² sob risco de desmate em 2026. Desse total, 339 km² (57%) estão em UCs estaduais e 246 km² (41%) em unidades federais. Apenas as 10 UCs mais ameaçadas concentram quase todo o risco de desmatamento nesses territórios.

O IMAZON destaca a presença preocupante de Apuí e Lábrea, no Amazonas, no ranking municipal. Essas cidades localizam-se na AMACRO, região de expansão agrícola na divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia. A plataforma ainda estima que 357 km² de Terras Indígenas estão sob risco de desmatamento neste ano, com seis das 10 TIs mais ameaçadas localizadas total ou parcialmente no Pará.

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