×
Próxima ▸
A vila de 40 habitantes que pode ser o seu…

Pará integra desenvolvimento econômico, clima e produção rural em nova estratégia

Foto: ascom Codec
Foto: ascom Codec

Um novo ciclo de desenvolvimento ganha forma nos municípios paraenses

O Pará inicia 2026 com uma estratégia mais integrada para impulsionar o desenvolvimento econômico em seus municípios. A atuação do Governo do Estado avança simultaneamente em frentes que combinam planejamento territorial, política industrial, economia circular e fortalecimento da produção rural sustentável. No centro dessa articulação está a ampliação das ações da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), que passa a executar uma programação estruturada em parceria direta com prefeituras de todas as regiões do estado.

Neste artigo
  1. Um novo ciclo de desenvolvimento ganha forma nos municípios paraenses
  2. Planejamento, indústria e atração de investimentos como eixo estruturante
  3. Economia circular e clima entram no centro da agenda estadual
  4. Territórios Sustentáveis e o fortalecimento da produção rural

Alinhadas ao Plano Plurianual, as ações da Codec envolvem a formalização de protocolos de intenções com governos municipais, a construção de agendas conjuntas e o apoio técnico ao planejamento econômico local. A proposta é respeitar as vocações produtivas de cada território, criando condições reais para a geração de emprego e renda. Em 2026, estão previstas mais de 60 ações distribuídas em 26 municípios, alcançando desde o nordeste paraense até o oeste do estado, passando pela Região Metropolitana e pelo Baixo Amazonas.

Planejamento, indústria e atração de investimentos como eixo estruturante

A atuação da Codec tem como um de seus pilares o fortalecimento dos distritos industriais, considerados ferramentas estratégicas para atrair empreendimentos de médio e grande porte. Além da implantação e gestão dessas áreas, a Companhia desenvolve estudos técnicos, organiza informações territoriais e orienta os municípios na preparação para novos investimentos.

Entre as entregas previstas estão Guias do Investidor, seminários regionais de desenvolvimento econômico e ações de prospecção e articulação institucional. Segundo a direção da Codec, esse trabalho contínuo permite que municípios, muitas vezes sem estrutura técnica própria, avancem no planejamento e na organização do ambiente de negócios.

Esse esforço ganha escala a partir dos resultados obtidos em 2025, quando a Codec intensificou a articulação com as prefeituras, realizou diagnósticos socioeconômicos e apoiou a construção de planejamentos estratégicos locais. Um marco desse processo foi a aprovação da Zona de Processamento de Exportação de Barcarena, que reforça a política industrial do Pará e amplia sua inserção nas cadeias globais de produção.

Foto: ascom Codec
Foto: ascom Codec

VEJA TAMBÉM: Maranhão abre inscrições para nova edição do programa Sem Queimadas

Economia circular e clima entram no centro da agenda estadual

Paralelamente ao fortalecimento industrial, o Pará também avança na construção de um novo modelo de desenvolvimento alinhado à transição climática. Durante a COP30, em Belém, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), apresentou a economia circular como eixo estratégico para a descarbonização e a inclusão social.

Em painéis realizados na Green Zone, a Semas defendeu uma abordagem que vai além da reciclagem tradicional, incorporando redução, reuso e novos ciclos produtivos desde a geração até o descarte dos resíduos. A proposta é consolidar uma política estadual de economia circular integrada às metas de mitigação de carbono, com protagonismo das cooperativas e forte participação social.

Iniciativas já em curso incluem a implantação de estruturas de reciclagem e reaproveitamento de materiais, como trituradores de vidro e unidades de manejo sustentável, em municípios como Salinópolis e Castanhal, com expansão prevista para outras regiões. A estratégia busca conectar regulação ambiental, inovação tecnológica e educação ambiental, transformando resíduos em oportunidades econômicas e sociais.

A participação de cooperativas como a Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis (Concaves) reforça a dimensão inclusiva da política. Para os catadores, a economia circular representa reconhecimento, geração de renda e inserção em um modelo produtivo de baixo carbono.

Territórios Sustentáveis e o fortalecimento da produção rural

No campo, a transição para uma economia de baixas emissões ganha materialidade por meio do Programa Territórios Sustentáveis, gerido pela Semas e integrado ao Plano Estadual Amazônia Agora. A iniciativa atende mais de 2 mil produtores rurais em 43 municípios, com foco especial em áreas historicamente pressionadas pelo desmatamento.

O programa articula regularização fundiária, acesso a crédito e seguro rural, assistência técnica e garantia de acesso a mercados. Órgãos como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), o Instituto de Terras do Pará (Iterpa), o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e o Banco do Estado do Pará (Banpará) atuam de forma integrada.

Um dos principais instrumentos do Territórios Sustentáveis é a implantação de Sistemas Agroflorestais em áreas degradadas, aliando recuperação ambiental à geração de renda. O programa já beneficiou milhares de famílias e prevê alcançar até 100 municípios até 2026, com impactos diretos na preservação de mais de 400 km².

Relatos de produtores mostram que a combinação de assistência técnica, insumos de qualidade e acesso a políticas públicas transforma realidades locais, recupera áreas degradadas e fortalece cadeias produtivas sustentáveis.

Gostou desta reportagem?
Siga a Revista Amazônia no Google News

⭐ SEGUIR AGORA