
Onda de calor coloca 12 distritos em alerta vermelho, com temperaturas que podem chegar a 43°C no Vale do Tejo e Alentejo.
Todo o interior Norte e Centro de Portugal está sob perigo máximo de incêndio nesta quinta-feira, atingindo também concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A situação resulta de uma onda de calor que se instalou no país, com previsão de agravamento nos próximos dias.
O IPMA colocou o restante território continental português em risco muito elevado e elevado de incêndio, com exceção de apenas seis concelhos do litoral: Esposende (Braga), Ílhavo, Aveiro e Murtosa (Aveiro), Peniche (Leiria) e Lourinhã (Lisboa). A determinação do perigo de incêndio considera temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação das 24 horas anteriores.
Temperaturas podem chegar a 43°C
No início da semana, o IPMA alertou para “um longo período com tempo quente e seco”, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir desta quinta-feira. O fenômeno deve se estender a outras regiões do país ao longo da semana.
Devido à persistência das temperaturas elevadas, o IPMA elevou 12 distritos ao aviso vermelho, o nível mais grave de alerta. Nesta quinta-feira, os distritos de Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e Lisboa estão sob aviso vermelho. A partir de sexta-feira, o alerta máximo se estende a Leiria, Coimbra, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.
Proteção Civil eleva estado de prontidão
Na quarta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” em todo o território nos próximos dias. Segundo a ANEPC, em comunicado, o agravamento das condições meteorológicas tem como “efeitos expectáveis” o aumento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, além do aumento da dificuldade das ações de supressão na generalidade do território continental.
Como consequência, a ANEPC elevou o Estado de Prontidão Especial para o nível III, tendo em conta o previsível “agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais. O EPE de nível III da Proteção Civil é um nível intermédio/alto de alerta, que determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente, numa escala com quatro níveis progressivos.
Proibições e medidas preventivas
Como medidas preventivas, a ANEPC recorda que está proibido fazer queimadas extensivas, usar fogo para cozinhar alimentos em todo o espaço rural (exceto em locais autorizados), realizar queima de amontoados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, além de fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas.
Para proteger a saúde do calor, a Proteção Civil recomenda especial atenção com doentes crônicos, crianças e idosos. É importante beber pelo menos 1,5 litros de água por dia (equivalente a oito copos), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, além de optar por refeições leves.
Entenda o contexto histórico
Há 23 anos, Portugal viveu a maior onda de calor da Europa, resultando em 2.700 mortes. Especialistas alertam que o cenário atual é mais severo e duradouro. O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, calculados a partir de variáveis meteorológicas específicas.
Desdobramentos esperados
As autoridades portuguesas monitoram continuamente a evolução das condições meteorológicas. As equipes de combate a incêndios permanecem em estado de prontidão máxima, com reforço de meios humanos e materiais. A população é orientada a seguir rigorosamente as recomendações de segurança e a reportar imediatamente qualquer princípio de incêndio.
Perguntas frequentes
Quais regiões de Portugal estão em maior risco?
Todo o interior Norte e Centro do país, além de concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, estão em perigo máximo de incêndio. Apenas seis concelhos do litoral permanecem fora do alerta máximo.
Até quando deve durar a onda de calor?
Segundo o IPMA, trata-se de “um longo período com tempo quente e seco”, com temperaturas entre 40 e 43°C previstas para se estender por vários dias, atingindo progressivamente outras regiões do país ao longo da semana.
O que significa o nível III de Estado de Prontidão Especial?
É um nível intermédio/alto de alerta que determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos.
Com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
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