
Inovação a partir de resíduos de frutos amazônicos promete reduzir em até 40% a pegada de carbono na construção.
Imagine só: aquele caroço de tucumã que antes ia para o lixo agora se transforma em um material revolucionário para a construção civil, com capacidade de reduzir em até 40% a pegada de carbono. É exatamente isso que uma empresa amazônica, com apoio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), está desenvolvendo, unindo inovação, sustentabilidade e valorização dos recursos da nossa floresta.
A novidade é um bioplástico inovador, que combina resina plástica com resíduos de caroços de tucumã. O material já está sendo aplicado na fabricação de espaçadores plásticos, conhecidos como “cadeirinhas”, nas medidas 20/25 mm e 25/30 mm. Essenciais em qualquer obra, essas peças garantem o posicionamento correto das armaduras no concreto, assegurando a espessura ideal da camada de cobertura e prevenindo deslocamentos durante a concretagem. Ou seja, um resíduo vegetal que antes seria descartado, agora fortalece estruturas e contribui para um futuro mais verde.
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⭐ Adicionar Revista AmazôniaA gênese da sustentabilidade: do descarte à inovação
A ideia para essa inovação brotou da mente de Antonio Kieling, sócio da Fipo Biopellet. Observando o vasto volume de caroços de tucumã descartados por feiras, mercados e no setor de alimentação, ele percebeu um potencial inexplorado. O que era lixo poderia se tornar matéria-prima valiosa, gerando benefícios econômicos e ambientais para a região amazônica.
A equipe então mergulhou em estudos e pesquisas para transformar essa visão em realidade. O resultado é um biopellet de alta resistência e durabilidade, oriundo da combinação de resíduos agroindustriais amazônicos, incluindo não apenas o tucumã, mas também açaí e cupuaçu. Segundo Genilson, do PPBio, “Para transformar essa invenção em uma solução com potencial de aplicação industrial, eram necessários investimentos em pesquisa, desenvolvimento, testes e prototipagem”.
O papel do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio)
Durante esse processo de desenvolvimento, o suporte do PPBio, através de recursos da Lei de Informática, foi crucial. Esse apoio financeiro e técnico permitiu o aprimoramento da tecnologia e viabilizou a produção das primeiras biopeças, inicialmente voltadas para a indústria de duas rodas. “Um dos principais resultados desse processo foi o desenvolvimento de um pedal para bicicletas fabricado com o material biocomposto criado pela startup”, destacou Genilson.
Além de impulsionar os avanços tecnológicos, o programa confirmou a viabilidade técnica e comercial da solução. Essa validação é fundamental para aproximar a inovação do mercado e para reforçar o poder da bioeconomia amazônica. A iniciativa não só gera renda e reduz resíduos, mas também fomenta alternativas mais sustentáveis em diversos setores produtivos, colocando a Amazônia na vanguarda da economia circular.
Entenda o caso: a Lei de Informática e a pesquisa sustentável
Relevância da Lei de Informática
A Lei de Informática (Lei nº 8.248/91) oferece incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PDI) no Brasil. Parte desses recursos é direcionada a programas como o PPBio, que financiam projetos inovadores com impacto social e ambiental, como o desenvolvimento desse bioplástico a partir de resíduos amazônicos.
Bioeconomia na Amazônia
A bioeconomia representa uma estratégia fundamental para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ela busca valorizar a biodiversidade e os conhecimentos tradicionais para criar novos produtos, processos e serviços, gerando riqueza e promovendo a conservação ambiental. Projetos como este, que transformam resíduos em produtos de alto valor, são exemplos práticos de como a bioeconomia pode prosperar na região.
Futuro Brilhante: expandindo o portfólio verde
Os próximos passos da Fipo Biopellet miram na ampliação do portfólio de produtos e na consolidação da tecnologia no mercado. A empresa já está produzindo copos sustentáveis personalizados para eventos, também feitos a partir de resíduos agroindustriais amazônicos. A expectativa é que essa linha de produtos se expanda, oferecendo cada vez mais soluções eco-friendly para o consumidor e para a indústria. A junção de pesquisa, apoio governamental e empreendedorismo local mostra o vasto potencial da Amazônia para liderar no campo da inovação sustentável.
Desenvolvimentos futuros da bioeconomia são esperados para 2026
O cenário da bioeconomia, conforme o Programa Prioritário de Bioeconomia, prevê novos desenvolvimentos e aplicações industriais para bioprodutos. A expectativa é que, até o final de 2026, mais inovações baseadas em resíduos amazônicos cheguem ao mercado, consolidando a região como um polo de soluções sustentáveis.
Com informações de IDESAM.
Perguntas Frequentes
O que são os biopellets de tucumã?
São grânulos feitos a partir da combinação de resina plástica e resíduos de caroços de tucumã, e outros frutos amazônicos, usados como matéria-prima para a fabricação de produtos sustentáveis.
Qual a vantagem de usar o bioplástico de tucumã na construção?
O bioplástico de tucumã ajuda a reduzir a pegada de carbono em até 40%, oferece alta resistência e durabilidade, além de transformar um resíduo em produto útil, promovendo a economia circular.
Como o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) contribui para essa inovação?
O PPBio oferece apoio financeiro e técnico por meio de recursos da Lei de Informática, viabilizando pesquisas, testes e prototipagem, além de ajudar a comprovar a viabilidade técnica e comercial das soluções de bioeconomia.
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